ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL
sexta-feira, 27 de setembro de 2024
LIÇÃO 1 O LIVRO DE PROVÉRBIOS: UM CONVITE À SABEDORIA
No último trimestre de 2024, a Revista dos Jovens da Escola Dominical, editada pela CPAD, traz a temática Um Futuro Feliz e Seguro - Conselhos de Salomão no Livro de Provérbios: Um Convite à Sabedoria e às Promessas de Proteção, comentada pelo Pr. Marcelo Oliveira, chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD e pastor auxiliar da AD em Augusto Vasconcelos, Rio de Janeiro.
Como bem destacado pelo autor, "Provérbios é o livro de sabedoria por excelência que aborda uma gama imensa de assuntos da vida prática. Por isso, trata-se de um livro de virtudes e, por que não dizer, de ética do ponto de vista da inspiração divina. É, no entanto, uma ética celestial em pleno contato com as questões terrenas."
Com efeito, Bruce K. Waltke (2011) destaca que "em um mundo bombardeado por clichês vazios, lemas triviais e mensagens ímpias, a expressão da verdadeira sabedoria está em falta nos dias de hoje."
Sem dúvida um conjunto de lições que nos impele a reflexão, pois que nunca foram para os jovens tempos tão desafiadores como estes que vivemos, tempos de ameaças constantes que se processam em nível da mente através dos muitos artifícios da pós-modernidade com ataques via os meios mais variados da tecnologia e das ideologias sorrateiras que atingem mentes vulneráveis até afastá-las do verdadeiro Deus.
ADENSAMENTO TEOLÓGICO
A LXX apresenta o livro todo como duas seções salomônicas, a primeira identificada como “Provérbios de Salomão” (paroimiai Salōmōntos, 1.1) e a segunda como “os ensinos de Salomão” (hai paideiai Salōmōntos) copiados na corte de Ezequias, 25.1.
1 Provérbios [Liber Proverbiorum, livro que pertence ao grupo dos escritos sapienciais, ou literatura da sabedoria. Geralmente, esta literatura contém ensinamentos e escritos dos sábios israelitas (Ch ª kamin). Os sábios estão ligados a conselhos, o que nos leva a buscá-los entre aqueles que preencheram o papel de conselheiros em Israel¹]; de Salomão [indica que a Salomão foi atribuída a composição desse apanhado de conselhos que exaltam a busca da sabedoria (vide 1:1; 10:1; 25:1; e I Reis 4:32)], filho de David, rei de Israel.
2 Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência;
3 para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade;
4 para dar aos simples prudência, e aos jovens conhecimento e bom siso;
5 para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o instruído adquirir sábios conselhos;
6 para entender provérbios e sua interpretação, como também as palavras dos sábios e suas adivinhações.
7 O temor do SENHOR é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
20 A suprema Sabedoria altissonantemente clama de fora; pelas ruas levanta a sua voz.
21 Nas encruzilhadas, no meio dos tumultos, clama; às entradas das portas e na cidade profere as suas palavras:
22 Até quando, ó néscios, amareis a necedade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós, loucos, aborrecereis o conhecimento?
23 Convertei-vos pela minha repreensão; eis que abundantemente derramarei sobre vós meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
¹ TATE JR., Marvin E. Comentário Bíblico Broadman. Vol. 5. Velho Testamento. Provérbios - Isaías. Rio de Janeiro; JUARP, 2011.
sábado, 17 de fevereiro de 2024
LIÇÃO 7 ADULTOS | O MINISTÉRIO DA IGREJA
TEXTO ÁUREO | "E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores." (Ef. 4.11)
VERDADE PRÁTICA | Os dons ministeriais foram dados com o objetivo de edificar a Igreja e promover a maturidade de seus membros.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE | Efésios 4.11-16.
¹¹ E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
¹² Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
¹³ Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
¹⁴ Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.
¹⁵ Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
¹⁶ Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.
1. INTRODUÇÃO
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LIÇÕES BÍBLICAS CPAD. O Corpo de Cristo. Origem, Natureza e Vocação da Igreja no Mundo. Adultos, 1º Trimestre 2024.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
LIÇÃO 7 JOVENS | A DOUTRINA QUE DÁ VIDA E EXPULSA DEMÔNIOS
TEXTO PRINCIPAL | "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenha com abundância." (Jo. 10.9,10)
RESUMO DA LIÇÃO | A doutrina de Jesus reflete o seu caráter, razão pela qual ela liberta e dá vida aos que creem e a obedecem.
TEXTO BÍBLICO | Marcos 1.21-28
²¹ Entraram em Cafarnaum [(Ka^apvaoúp., Kajt£pvao-ú|i; mn: HDD aldeia de Naum). "Cidade situada na costa noroeste do Mar da Galiléia, lar galileu de Jesus (Tenney, 2008); Rev. Hernandes Dias Lopes destaca que "Cafarnaum era a maior e mais populosa das muitas cidades pesqueiras que estavam ao redor do Mar da Galiléia. Essa cidade vivia entre a riqueza e a decadência, visto que era o ponto de apoio das tropas romanas, campo de fértil influência gentílica" (Lopes, 2006).] e, logo [mostra a dinâmica quase que imediata da entrada na cidade] no sábado [é esperado aos judeus, mesmo àqueles recém chegados à cidade, virem para a sinagoga] , indo ele à sinagoga, ali ensinava [Jesus é um pregador que usa pontes para ensinar a Palavra. Jesus usou a sinagoga como lugar estratégico para iniciar o seu ministério de ensino, pois ali o povo estava reunido com o propósito de estudar a Palavra de Deus. Jesus sempre caminhou na direção do povo (Lopes, op.cit.].
²² E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade [autoridade é a capacidade de influenciar outrem, personaliza a legitimidade], e não como os escribas.
²³ E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,
²⁴ Dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.
²⁵ E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.
²⁶ Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.
²⁷ E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!
²⁸ E logo correu a sua fama por toda a província da Galiléia.
OBJETIVOS
- Compreender a autoridade da doutrina de Cristo;
- Conscientizar de que a doutrina de Cristo dá vida ao Homem;
- Saber a respeito da doutrina de Cristo e os demônios.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LIÇÕES BÍBLICAS JOVENS. CPAD. O Fundamento dos Apóstolos e dos Profetas. A doutrina Bíblica como Base para uma Caminhada Cristã Vitoriosa. 1º Trimestre 2024.
TENNEY, Merrill C. (Organizador Geral). Enciclopédia da Bíblia. Cultura Bíblica. Vol. 1. São Paulo: Cultura Cristã, 2008.
quarta-feira, 7 de julho de 2021
Lição 1: A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo
Texto Áureo
"E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor."
(1 Rs 8.11)
Verdade Prática
0 pedido de sabedoria feito por Salomão a Deus aponta para a maturidade espiritual que Deus deseja pare seus filhos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Reis 4.29-34;6.1,11-14
29 - E deu Deus a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar.
30 - E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.
31 - E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e do que Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor.
32 - E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.
33 - Também falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais, e das aves, e dos répteis, e dos peixes.
34 - E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria.
1 Reis 6
1 - E sucedeu que, no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de zive (este é o mês segundo), Salomão começou a edificar a Casa do Senhor.
I - INTRODUÇÃO
Ora, se o fundamento de todo o conteúdo da lição é a palavra de Deus, por quê não priorizar a interpretação dos textos e sua aplicação contextual?
domingo, 27 de junho de 2021
ELIÚ - MEU DEUS É
TEXTO: JÓ 36.1-12
Prosseguiu Eliú, e disse: 2 Mais um pouco de paciência e te mostrarei que ainda tenho argumentos a favor de Deus. 3. De longe trarei o meu conhecimento, e ao meu Criador atribuirei a justiça. 4. Porque na verdade, as minhas palavras não são falsas; contigo está quem é senhor do assunto. 5. Eis que Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza; é grande na força da sua compreensão. 6. Não poupa a vida ao perverso, mas faz justiça aos aflitos. 7. Dos justos não tira os seus olhos; antes com os reis no trono os assenta para sempre, e são exaltados. 8. Se estão presos em grilhões, e amarrados com cordas de aflição, 9. Ele lhes faz ver as suas obras, as suas transgressões, e que se houveram com soberba, 10. Abre-lhes também os ouvidos para a instrução, e manda-lhes que se convertam da iniquidade. 11. Se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em delícias e os seus dias em felicidade e os seus anos em delícias.
I. INTRODUÇÃO
De acordo com a Enciclopédia Cultura Bíblica - vol II, "Eliú" vem do hebraico, 'Meu Deus é', e seu discurso se destaca como o mais expressivo no livro de Jó, iniciando no capítulo 32 e se estendendo até o 37.
O contexto nos remete aos acontecimentos envolvendo a vida de Jó, descritos nos capítulo 1 e 2 do livro, para no capítulo 4 ter início o ciclo de debates a partir de Elifaz, o temanita; Bildade, o suíta, e Sofar, o naamantita.
Os discursos se prolongam entre os três amigos e de Jó e do próprio Jó, até se parecer se esgotarem diante do sofrimento e da agonia, restando um silêncio dos debatedores sem resolução das questões que ficaram patentes ao longo das falas.
II. DESENVOLVIMENTO
Eliú era um rapaz que diante daquele silêncio improducente, ficou irado com os amigos de Jó e com o próprio Jó, tendo como ponto fulcral a visão de Deus em relação aos acontecimentos da vida.
-Para Eliú Deus é maior que o homem/32. v.12.
-As nossas obras não podem nos justificar/v.13.
-Deus fala:
Deus fala por diversas vezes - por meio de sonhos; por meio de visões.
-Deus fala com diversos objetivos: Deus fala para esconder o homem da soberba; para livrar a nossa alma de ir para a cova; para livrar a nossa vida de passar pela espada.
III. FECHAMENTO CONCLUSIVO
Eliú demonstrou um perfil sincero e com visão clara da atuação de Deus na trajetória dos acontecimentos físicos e humanos.
"Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade." Lamentações 3:27
"Jovens, eu escrevi a vocês, porque são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece, e vocês venceram o Maligno." 1 João 2:14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA. Bíblia Viva. Edição Revista e Atualizada do Brasil. Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo: SBB, 2001.
quinta-feira, 10 de junho de 2021
O GRUPO DOS DOZE
TEXTO: LUCAS 6.12-16
Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles aos quais deu também o nome de apóstolos. Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro; e André seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu e Simão chamado Zelote; Judas, filho de Tiago e Judas Iscariotes, que se tornou o traidor.
No versículo 12, a expressão "naqueles dias" demarcam a fase inicial do ministério terreno de Jesus, naturalmente quando após ter sido batizado por João, nas águas do Rio Jordão. Ele principiou sua missão pregando o evangelho do Reino, especialmente na Galiléia marítima e não demorou para que os milagres e sinais extraordinários atraíssem muitos discípulos.
Ainda no versículo 12, há uma noção clara de estreito relacionamento que o Mestre tinha com o Pai utilizando como canal de comunicação a oração. O texto destaca que Jesus "retirou-se para o monte a fim de orar", e que "passou a noite orando a Deus."
Orar incessantemente a noite inteira, muitas vezes tendo percorrido longas jornadas durante o dia, sob sol inclemente pareceria um esforço a mais a um corpo cansado, que necessitava de uma boa noite do sono dos justos. Mas, nosso Salvador nutria-se do conforto e fortaleza na presença do Pai, tendo suas energias recobradas nas horas e horas de diálogo, em secreto com Deus.
A oração não era um exercício enfadonho, com meras repetições que colocassem a mente no automático! Era o momento da contemplação, da conversa do filho com o Pai, de onde saía a força e sabedoria para vencer os desafios de cada dia.
No versículo 13, o dinamismo do texto aponta para um novo dia, o amanhecer que surge com uma tomada de decisão: Ele chamou seus discípulos e escolheu dentre eles doze, designando-os, "deu-lhes o nome de apóstolos.
No versículo 14, tem-se a identificação dos doze: "Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro e André seu irmão; Tiago e João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Judas, filho de Tiago; Simão, o Zelote; Judas Iscariotes, que se tornou traidor."
No evangelho de São Marcos, capítulo 16, versículos 15 ao 18, está escrito:
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer, porém, será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem, em meu nome expedirão demônios, falarão novas línguas, pegaram em serpentes; e se tiverem bebido alguma coisa mortífera, não lhe fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos e os curarão."
João B Nunes
Pastor
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA DOMINICAL PARA A VIDA CRISTÃ
A Lição Bíblica deste 1º Trimestre de 2019 sob o título Batalha Espiritual - O Povo de Deus e a Guerra Contra a Potestade do Mal vem ao encontro de uma necessidade imperiosa da Igreja em se apropriar de uma conhecimento particularmente bíblico sobre a existência, natureza e atuação desses seres espirituais entre nós.
Para o estudioso das Escrituras Sagradas é sempre um prazer evoluir nos assuntos que dizem respeito à nossa comum salvação¹.
___________
[1] Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos, Judas 3.
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
ANO NOVO, NOVA DISPOSIÇÃO PARA O ESTUDO DA EBD
Fonte: A. Berkeley Mickelsen
Doutor em Filosofia e Letras
sábado, 8 de outubro de 2016
INTRODUÇÃO AO 4º TRIMESTRE DE 2016 O DEUS DE TODA PROVISÃO
"O Deus de toda Provisão - Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises" é o título das Lições Bíblicas do 4º Trimestre deste ano de 2016, tendo como comentarista o veterano pastor e educador cristão Elienai Cabral.
A palavra crise pode ter diversos significados e aplicações, desde "crise pessoal", atingindo o psicológico, o somático (corpo, no caso das doenças etc.) e o social (crise familiar, relacional etc.); "crise econômica", "crise institucional", "crise política".
A crise é própria do dinamismo da vida terrenal. O Patriarca Jó afirmou: "Mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas se levantam para voar", Jó 5:7; o Mestre dos mestres ensinou aos seus discípulos: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo", João 16:33; quanto àqueles que têm a fé segura em Deus, o apóstolo dos gentios sintetizou: "[...] em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou", Romanos 8:37.
Pode-se falar também sobre crise moral e crise espiritual. A leitura bíblica em classe, nessa primeira lição "A Sobrevivência em Tempos de Crise" destaca o texto do profeta Habacuque, capítulo primeiro, versículos 1-17.
O profeta Habacuque viveu numa das épocas mais conturbadas da história de Israel. Homem de oração, de profunda comunhão com o Senhor, teve o privilégio de ver, com clareza o que estava ocorrendo e as consequências que adviriam de tanta desobediência e afastamento do Senhor.
De acordo com Alexandre Melhoranza (in Teologia com Qualidade, 2013), o problema em Habacuque gira basicamente em torno do mesmo tema de Jó. No final do livro que narra seu drama, Deus aparece para mostrar que a finitude humana não consegue dar respostas para todas as questões da vida; mas, Deus está presente em todos os momentos de dúvidas e aflição pelos quais a humanidade passa. Em Habacuque, a teofania do capítulo três tem a mesma função. Muito embora Habacuque não tivesse todas as respostas, a presença de Deus era suficiente para dar toda a confiança que o profeta precisava para aquele momento.
Habacuque 1:1: O peso que viu o profeta Habacuque.
Aqui a mensagem divina toma forma de uma revelação sobrenatural através de uma visão interna ou de audição do profeta. No livro de Hebreus, no capítulo primeiro, versículo 1 está escrito: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas[...], fica claro que Deus sempre falou e continua a falar de diversas maneiras. O peso da mensagem é sentida de tamanha gravidade que, para o profeta foi um fardo pesado.
Habacuque 1:2 Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?
A Crise de Judá foi provocada pela quebra da aliança do povo em relação a Deus. O profeta toma para si a dor de clamar e protestar diante de uma aparente indiferença de Deus. "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça", Isaías 59:2.
Habacuque 1:3 Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio.
A crise espiritual, moral e ética produz os sintomas de cansaço, desânimo, intrigas e desapontamentos. O profeta sofria com essa quadro de degradação de Judá.
Habacuque 1:4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.
O resultado da violência e violações de direitos era o campear da injustiça. Quanto mais distante de Deus, a sociedade se atola na injustiça e no empobrecimento.
Os demais versículos representam um resposta as primeiras indagações do profeta: Deus não está alheio aos acontecimentos. Seus olhos estão em todo o lugar. "Porque os seus olhos estão sobre os caminhos de cada um, e ele vê todos os seus passos", Jó 34:21.
O juízo de Deus é certo sobre toda a impiedade. Com Judá não foi diferente. Ele suscitou uma nação poderosa para executar sua sentença.
O texto em tela nos ensina que Deus sempre dará o escape para seus justos mesmo estando diante de uma sociedade moralmente comprometida com a impiedade.
João B Nunes
Psicólogo e acadêmico de Direito.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
JESUS, A PLENITUDE DE DEUS
I. INTRODUÇÃO
TRANSIÇÃO
Apenas nestas 13 citações (todas registradas pelo discípulo amado, João, em fins do primeiro século), Jesus afirma ser não apenas um guia religioso com autoridade de profeta situado no contexto de Israel, mas o "Mestre e Senhor", que é ao mesmo tempo a "ressurreição e a vida". Mas, tudo poderia se resumir no plano terreal, se ele não tivesse abalado o mundo de então com a declaração de que "não é deste mundo" e que "antes do grande Patriarca Abraão" existisse, ele já existia.
II DESDOBRAMENTOS DAS AFIRMAÇÕES
2.1 O MESSIAS. Em João, no 4º capítulo, Jesus acalma o espírito cansado e aflito de uma mulher samaritana afirmando que o momento chegará em que os adoradores adoração ao Pai em espírito e em verdade [...] Mas ao ouvir a mulher lhe dizer: "Eu sei que o Messias que se chama o Cristo, vem... Jesus afirmou: "Eu o sou, eu que falo contigo!" (Cf.: João 4. 24-26). As implicações decorrentes dessa afirmação produzirão grandes abalos para a liderança judaica.
A palavra hebraica para messias é meshiha que quer dizer "ungido", lembrando o dito pelo profeta Isaías: "E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor", Isaías 11:2; "O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado. E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os anteriormente destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração", Isaías 61:1-4;
2.2 O PÃO DA VIDA. A fome é o sinal de que o corpo precisa atender uma necessidade essencial à vida: a saciação. Na hierarquia das necessidades essenciais, não há como deixar de se alimentar. Os filhos de Jacó, ouvindo que no Egito havia alimento partiram em busca, porque "a fome era gravíssima na terra" (Gênesis 43:1); os quatro leprosos foram forçados por esta necessidade, entre morrer de fome e ousar entrar na cidade ele tomaram uma decisão (2 Reis 7. 3-4). A fome no Antigo Testamento poderia ser encarada de diversas maneiras, porém, sempre relacionadas à mão de Deus. As inúmeras lições nas quais o povo de Deus tem sido partícipe, demonstraram que esse tipo de privação é um dos mais implacável. "Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba. E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão. Porém ela disse: Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos. E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho", (1 Reis 17:10-13).
"Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR", (Amós 8:11).
"Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos", (Jeremias 15:16).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA SAGRADA. Versão Almeida Revisada Corrigida Fiel. Disponível em http://www.bibliaonline.com.br/ Consultada em 21/01; 07/03/2014.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
CUIDADO! MENSAGENS POR E-MAILS DE "COMPRAS APROVADAS" PODEM SER UMA AMARDILHA FATAL
sábado, 29 de junho de 2013
LIÇÕES DEIXADAS PELA TEMPESTADE
sábado, 11 de maio de 2013
O CORDEIRO OS VENCERÁ
Jesus venceu o pecado
Jesus venceu a morte
Jesus venceu o inferno
"Foi me dada toda autoridade no céu e na terra" (Mt. 28.18).
segunda-feira, 29 de abril de 2013
BRASIL TERÁ ESTATUTO DAS RELIGIÕES
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
A FORÇA SILENCIOSA DA COBIÇA
Uma análise bíblica sobre a cobiça.
TEXTO: 1 Reis 21.1-7.
I. INTRODUÇÃO:
Existe um conflito próprio da experiencia humana. De acordo com Paulo, "trata-se de uma guerra entre duas forças opostas que ele chamava de carne e espírito" (Barclay, 1988). "Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis" (Gálatas 5:17).
A cobiça, constitui-se num desejo irreprimível, inquietante, ansioso, voraz, de possuir algo para além dos limites. Tudo nasce a partir da percepção, da constatação do atraente, do desejo que cresce silencioso no mundo dos pensamentos alimentado pelas janelas da alma, os olhos: "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo" (1 João 2:16). Nesse estágio de desenvolvimento desse sentimento maligno, a concupiscência, isto é, o desejo desenfreado já dominou e preencheu todos os espaços da alma, restando apenas a força do "querer possuir" acima de qualquer coisa.
A pessoa malignamente possuída diz " - Essa coisa tem que ser minha" ou " - Esse alguém tem que ser meu!". Deus, o Criador, já antevia quão comum essa situação poderia se manifestar em Israel: "Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo"
(Êxodo 20:17).
II. ANÁLISE TEXTUAL
1 Reis capítulo 21, versículos 1-7.
4. Então Acabe veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jizreelita, lhe falara, quando disse: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão. Com modos emburrados e infantis, o rei voltou para o seu palácio, desanimado diante da recusa de Nabote.
III. APLICAÇÃO PESSOAL
CONCLUSÃO
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BÍBLIA NVI; ARC, ARA.
PFEIFFER, Charles F.; HARRISON Everett F. Moody Bible Institute of Chicago. São Paulo: Editora Batista Regular, 1981.
TEXTOS BÍBLICOS CITADOS
1) 1 Reis 21.1-7; 2) Gálatas 5.17; 3)1 João 2:16; 4) Êxodo 20:17; 5) Lv. 25:23-28; 6) Nm. 36:7; 7) Atos 4.20; 8) 1 Timóteo 6.11.









