ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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sábado, 21 de maio de 2011

O GENUÍNO CULTO PENTECOSTAL

Lição 8 de 22 de maio de 2011.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 14:26-33,39-40.

TEXTO ÁUREO

“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 14.26).

VERDADE PRÁTICA

O genuíno culto pentecostal é marcado pela reverência, ordem e profundo temor a DEUS, propiciando, assim, o contínuo derramamento do ESPÍRITO SANTO sobre a Igreja de CRISTO.

INTRODUÇÃO

Culto, vem de cultuar. Cultuar é próprio da natureza humana. O Homem, gênero, se inclina, reverencia, adora aquilo que é - para ele ou ela - seu objeto de veneração. Nesse sentido, um fenômeno da natureza pode ser objeto de adoração, como por exemplo, a água, as plantas, o sol, a lua, os astros cósmicos etc. Cultuar é revestir algo ou alguém de sentido afetivo e místico. Adora-se o rei do Rock, o rei da música romântica, o pregador do lenço ungido, o cantor gospel fashion e por aí em diante. A marca do cultuar está na reverência e devoção.

Mas, quando tratamos especificamente sobre as bases da fé cristã, o culto se reveste de profundo significado para os crentes em Jesus. É um ato de reverente e fervorosa adoração a Deus, por meio do Filho Jesus. Sendo assim, a palavra-chave é: disciplina. A disciplina no culto diz respeito a ordem estabelecida. Todos temos liberdade de adorar a Deus das mais variadas formas possíveis, porém, com ordem e decência, buscando promover a edificação.

ANALISE DO TEXTO BÍBLICO 1 CORÍNTIOS 14. 26-33/39-40.

Se estudarmos o capítulo 14 da carta de Paulo aos crentes que residiam em Corinto, com base na divisão por seções, diríamos que os versículos 26-40 formam a mais importante de todo o capítulo, por expressar o que há de mais genuíno, o mais conceitual possível, sobre a natureza, singularidade e pureza do culto cristão.

O evangelista Moody ao comentar sobre esta porção das escrituras neotestamentária contrapôs duas palavras para as quais devemos atentar: liberdade espiritual e informalidade espiritual.

Na igreja de Corinto parecia haver muita liberdade no espírito, porém, pouca ou nenhuma ordem estabelecida. É como se todos os que estavam alí, nos cultos diários, estivessem apenas para dar, sem que estivessem dispostos a também receber. Imaginem a confusão de se ouvir inúmeras pessoas falando em línguas estranhas ao mesmo tempo, outras, profetizando, e tantas outras salmodiando e cantando, e tantas outras falando sobre as revelações obtidas. Simplesmente, não havia ordem que coordenasse as oportunidades.

Não podemos usar de nossa liberdade espiritual para dar ocasião a carne. Toda essa confusão tira o caráter e a finalidade do culto, reduzindo o ajuntamento cristão à informalidade. Não que Deus se sinta à vontade no formalismo tradicional, afinal, "aonde está o Espírito de Deus aí há liberdade", mas se esta estiver fora da ordem, não há como promover a edificação.

(I Corintios 14:26) - Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais (no ajuntamento dos cristãos [eglésia] qual deve ser o comportamento adequado à ocasião?) , cada um de vós tem (reconhece-se que o Espírito Santo dotou a Igreja em sua individualidade para beneficiar a coletividade, cf.: 1 Co. 12.6-7; 11), salmo (Recitar ou cantar os salmos foi um excelente recurso de adoração a D'us (Deus) legado das comunidades judaicas), tem doutrina (uma explanação instrutiva dada ao crentes das comunidades locais; poderia ser uma exposição textual da autoridade apostólica, ou idéias fundamentadas nos Escritos sagrados que regiam o comportamento cristão, era o ethos cristão), tem revelação (uma φανέρωσις phanerosis, uma manifestação extraordinário do Espírito Santo mostrando o que estava oculto, trazendo à luz), tem língua (glossalalia, falar noutras línguas, línguas estranhas, falar movidos, inspirado pelo Espírito Santo, tem interpretação (Uma tradução movida, inspirada pelo mesmo Espírito, do falar em línguas, daquilo que é dito em línguas estranhas). Faça-se tudo para edificação (Figura de realce que mostra inúmeros elementos ou componentes envolvido num só processo, algo que converge para um só lugar, uma construção da coletividade para atingir o uno.

(I Corintios 14:27) - E, se alguém falar em língua desconhecida (Não se impõe aqui nenhuma proibição do falar em línguas no culto, cf. 1 Co. 14.39, mas se estabelece um marco delimitador até que ponto posso falar em línguas), faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete (Quem fala em língua deve orar para que a possa interpretar (1 Co. 14.6).

(I Corintios 14:28) - Mas, se não houver intérprete (De fato, a ausência ou até mesma a inexistência dum interprete é algo lamentável no culto, imagino quantas maravilhas poderíamos ouvir da parte de Deus por meio das línguas estranhas), esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.

(I Corintios 14:29) - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.

(I Corintios 14:30) - Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro (Até como forma de educação e principalmente pelo fato de Deus não ser de confusão, cf.: versículo 33 deste capítulo).



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Fontes Pesquisadas:
Moody - Comentário VT/NV.
Thayer and Smith. "Greek Lexicon entry for Phanerosis". "The New Testament Greek Lexicon".

segunda-feira, 22 de março de 2010

SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS LIÇÃO 13


Lição de 28 de março de 2010

TEXTO BÍBLICO: 2 Coríntios 12.19-21;13.5,8-11

Texto Áureo:
"Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos." (2 Co 13.5a)

Verdade Prática:
Uma das responsabilidades pastorais é disciplinar a igreja com amor, a fim de que esta desenvolva-se espiritualmente sadia.


INTRODUÇÃO
Palavras chaves: autoexame, disciplina na igreja


Enfim, chegamos à última lição, onde estivemos discorrendo sobre os princípios de liderança cristã presentes na vida e obra do apostolo dos gentios.

Um dos aspectos mais difíceis da liderança cristã, da administração pastoral é a disciplina. Mas uma vez, é oportuno citar o que um dos brilhantes expositores da biografia paulina falou: "Uma das responsabilidades desagradáveis do dirigente cristão é a de exercer uma disciplina piedosa. Se os padrões bíblicos e um sadio tom moral e espiritual devem se mantidos numa igreja ou em qualquer organização cristã, às será necessario uma disciplina amoravel e restauradora. É este especialmente o caso em se tratando de erros doutrinários ou falhas morais. Em suas cartas, Paulo exorta quanto ao exercício da disciplina e ele mesmo dá o exemplo." (SANDER, J. Oswald. in Paulo, o lider. Uma visão para a liderança cristã hodierna. Ed. Vida, SP: 1992).

I. PREOCUPAÇÕES PASTORAIS DE PAULO (12.19-21)

1.1 Defender seu apostolado em Cristo (v.19)
O versículo 19 é enfatico, direto e objetivo quando vem arguir, censurando a postura dos corintios como se a razão fundamental que ligara Paulo àquela igreja tivesse sido outra que não a edificação espiritual da mesma. "Falamos em Cristo, perante Deus, e tudo isto, ó amados, para vossa edificação." Que eles não esperassem outra postura de Paulo diante de tudo que estava patente na igreja. Esse é o desafio da ação pastoral: ser amavel e de entranhavel afeto, mas na hora da disciplina, ser - piedosamente - inflexível. "Mas se estás sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos e não filhos..." (Hb 12.8); "Eu [Jesus] repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso e arrepende-te." (Apocalipse 3.19).

1.2 O temor de Paulo em relação à igreja de Corinto (v.20)
"Porque receio que, quando chegar, vos não ache como eu quereria, e eu seja achado de vós como não quereriaeis, e que de alguma maneira haja pendências, invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos..."(v.20). Essas falhas presentes na igreja de Corinto, objeto da preocupação de Paulo, eram sintomáticas e crônicas a ponto de, sem disciplina, comprometer todo o rebanho. São os sintomas do ego inflado de alguns que "se afastaram da simplicidade que há em Cristo" (2 Co 11.3). Paulo, como um lider comprometido com a palavra de Deus não poderia negligenciar o momento decisivo para usar de sua autoridade de forma incisiva.

1.3 A situação da igreja de Continto (v.20,21)
CONTINUA...