ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

MIQUEIAS - A IMPORTÂNCIA DA OBEDIÊNCIA

 INTRODUÇÃO

A profecia de Miquéias recebe o seu título do nome do próprio profeta. O nome Mîkâ (LXX, Micaías; Vulg., Miquéias) é uma abreviação de Mîkayâ. O profeta é chamado por este último nome completo em Jr. 26:18. A forma original e mais completa é Mîkayâhû, que significa, "Quem é Jeová?" Esta forma mais completa era o nome de um príncipe em II Cr. 17:7. É usado para homens e mulheres indistintamente e geralmente é abreviado. Yahu é uma forma antiga do nome do Deus de Israel, geralmente traduzido para "Jeová" (Êx. 6:3; Sl. 83:18; Is. 12:2; 26:4).


O nome do profeta, como ode outros profetas, Elias, Eliseu, Oséias, Joel, Obadias e outros, é detalhe importante. Tais nomes, junto com o nome de Deus ou de Jeová, indicavam a atitude de submissão do profeta para com o verdadeiro Deus e, no caso de Miquéias, era um desafio aos pecadores e falsos profetas.

A mensagem de Miquéias permanece tão atual quanto quando foi escrita. Atual porque vivemos um cristianismo com sérios problemas de identidade. Um cristianismo em crise, que se perde com ritos e movimentos espontâneos que extravasam emoções, porém, desprovidos da verdadeira adoração. Há, como bem frisou o Pastor Silas Malafaia uma supervalorização de capacidades e não de caráter. Para adorar a Deus é preciso ter caráter de adorador, justo, integro e sincero. Senão vejamos:

Israel com uma postura espiritual duvidosa interpela a Deus sobre a forma como viria a se apresentar diante de Sua majestade gloriosa:

1) Com sacrifícios de bezerros costumeiros? (v. 6).
2) Com uma quantidade extraordinária de sacrifícios, "milhares de carneiros" ou "dez mil ribeiros de azeite?" (v. 7).
3) Com sacrifícios tão extraordinários como a violação da lei de Moisés mediante o oferecimento dos primogênitos? (v. 7b; cons. Dt. 12:29-31; II Reis 3:27; Jz. 11:30-40).

Se a salvação pudesse ser assim comprada, por meio do oferecimento de bens materiais em propiciação pelo pecado, toda a humanidade estaria lutando pela salvação. Mas a verdadeira salvação é uma submissão de espírito. Israel se esquecera da lei da redenção dos primogênitos (Êx. 13:12,13) e da experiência de Abraão (Gn. 22).

Mas o versículo 8 dá uma síntese do que é que Deus exige de seus verdadeiros adoradores. O que Jeová exige aplica-se a todos os homens em todos os tempos, perpétua e imutavelmente.

1) Que pratiques a justiça. Isto é, que vivas corretamente em relação ao seu próximo na sociedade, na política e nos negócios.
2) Que ames a misericórdia. Isto é, que exibas aquela qualidade de benevolência incessante que se observa em Jeová e vem dEle.
3) Que andes humildemente com o teu Deus. Isto é, que tenhas humildade e devoção para com Deus através da fé. Tais sacrifícios – de atitudes corretas e caráter honesto – são aceitáveis a Jeová.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

ELE VENCEU COMO HOMEM



TEXTO: JOÃO 1.14

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." 

INTRODUÇÃO

A minha motivação para seguir a Cristo não está fundamentada em shows dos que, mercadejando a palavra de Deus, mobilizam multidões, arrastando após si verdadeiros fãs clubes de seguidores fanatizados pelas manobras psicológicas e frases de efeito como se Deus, para manifestar seu Poder, precisasse de "ajudinhas de auditórios". A razão da minha fé é outra. "Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (1 Pedro 3:15).

Olhando um pouco mais atentamente para a Bíblia Sagrada, por entre os evangelhos que descrevem a trajetória e ministério de Jesus, descubro algo, para mim, edificante e realmente motivador: Ele venceu como homem! Sim, a maior vitória de todos os tempos foi realizada na cruz do Calvário por alguém que precisou abrir mão de todo seu poderio para conquistar a nossa salvação eterna.

É por isso que o Apóstolo dos Gentios o classificou: "Jesus Cristo, homem": "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1 Timóteo 2.5). Isto implica dizer que, para se tornar homem, ele se vestiu da humanidade. Três bases bíblicas me dizem claramente a natureza desse fato: 1) "o verbo se fez carne" - Foi concebido pelo Espírito Santo ("Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.", Mateus 1.18; "Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens", Filipenses 2.7); 2) Como homem, teve o ciclo de desenvolvimento psicossocial comum a seres humanos. Nasceu, desenvolveu-se na infância, pré-adolescência, adolescência e idade adulta, não exatamente seguindo esses conceitos modernos de desenvolvimento, mas essas fases, naturalmente ele as vivenciou. ("E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido.", Lucas 2.21). Desenvolveu plenamente a capacidade intelectual ("E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa." Lucas 2:42); o raciocínio lógico ("E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. Lucas 2:46). Ademais, o cotidiano de Nazaré, uma cidade sem expressão em relação às outras da redondeza, era de bastante trabalho para o jovem Jesus, como não poderia ser diferente para o judeu mediano da época; e 3) Como homem ele desenvolveu a capacidade de analisar e interpretar o que é a natureza humana. Ele foi fiel cumpridor da lei (“ Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.", Mateus 5:17; "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" Gálatas 4:4); Ele estava sujeito as mesmas exigências orgânicas e limitações fisiológicas e motoras comuns a seres humanos: sentiu cansaço e fadiga ("E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta." João 4:6; "E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo." Mateus 8:24); fome: ("E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome.", Marcos 11:12); ele foi tentado em todos os aspectos: ("Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo". Mateus 4.1; “... um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.", Hebreus 4.15); Tinha sentimentos e emoções fortemente ligados à sua espinhosa missão: ("O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. "  Hebreus 5:7-8. 

Qual a razão de tudo isso? Ele precisava vencer como homem... ("E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.", Hebreus 2:14-15)... Para que a justiça de Deus pudesse ser estendida a cada um de nós ("Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos". Romanos 5:15; "Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante". 1 Coríntios 15:45); "Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos." Romanos 5:19).

CONCLUSÃO

Cristo Jesus, homem, tendo consumado a obra redentora na cruz, nos motiva a perseverarmos na fé ("Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.", Hebreus 12:2). Ele conhece a natureza humana e sabe qual é a nossa estrutura. Ele pode se compadecer dos fracos e convalescentes, dos oprimidos, dos pecadores, porque ele os conheceu e conhece. Ele é capaz de interceder por cada um de nós ("Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.", Hebreus 7.25).

Essa é minha motivação.

João Nunes
Psicólogo e Teólogo




sábado, 13 de março de 2010

LIÇÃO 11 CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO

Uma das belíssimas exposições sobre a vida e ministério de Paulo encontra-se no livro de Oswald Sanders in Paulo, O Lider. Sanders afirmou que "a liderança de Paulo não era perfeita, mas nos proporciona um exemplo tremendamente estimulante e inspirador do que significa continuar avançando para a maturidade." (pag.40; 1992)
O conceito que Paulo tinha do líder na obra cristã reflete-se nas palavras que emprega nessa conexão. Paulo era despenseiro (1 Coríntios 4:2), o que significa mordomo ou gerente dos recursos da família. Paulo era administrador, isto é, governante (1 Coríntios 12:28), palavra que descreve o timoneiro do navio e, dessa maneira, aquele que dirige a tarefa. Ele é bispo, isto é, supervisor (Atos 20.28), palavra para guardador ou protetor. Paulo é presbítero (Atos 20:17), o que implica maturidade da experiência cristã. Ele é presidente (Romanos 12.8), palavra que significa alguém que se coloca diante das pessoas e as conduz. É claro, nem todos os líderes preenchem todos esses papéis, mas o uso que Paulo faz dessas palavras dá algum indício da complexidade da tarefa e do quanto é preciso haver flexibilidade e adaptabilidade no exercê-la.
A versatilidade que caracterizava sua própria liderança acha-se demonstrada na variedade de táticas que ele empregava na lida com os problemas de diferentes pessoas e igrejas.
Acho que esse é ponto crucial da lição deste domingo. A versatilidade, a resiliência, necessárias ao bom desempenho da atividade liderante, isto, misturado com humildade e inteira dependencia de Deus, traduz o perfil de um lider autentico.