ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A ATUALIDADE DOS PROFETAS MENORES


Lição 1
TEXTO ÁUREO: ROMANOS 16.26
VERDADE PRÁTICA
Por ser revelação de Deus, a mensagem dos profetas é perfeitamente válida para os nossos dias.

INTRODUÇÃO
Os profetas menores são doze: Oseias (caps 1-14), Joel (1-3), Amós (1-9), Obadias (capítulo único), Jonas (1-4), Miqueias (1-7), Naum (1-3), Habacuque (1-3), Sofonias (1-3), Ageu (1-2), Zacarias (1-14) e Malaquias (1-4).
Esse bloco de profetas, desde o século VIII a.C. tem produzido conteúdos divinamente inspirados pelo Espírito Santo trazendo a luz aquilo que outrora estava oculto seja de forma parcial, ou plena, ou além disso, apontaram para personagens e fatos relacionados ao futuro tanto de Israel como das demais nações do globo terrestre. O que estava “oculto” é percebido como mistério e o revelador é o próprio Deus, que escolheu homens para esse fim, os tais são os profetas. “(...) Há um Deus nos céus que revela mistérios.” (Dn. 2.28). 

Tudo que hoje sabemos ou que viremos a saber a respeito de Deus e do nosso relacionamento com Ele por meio do Filho Jesus é “conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos” (Rm. 16.25); e por isso temos sido considerados “despenseiros dos mistérios de Deus” (1 Co. 4.1).

O Apóstolo Paulo afirma que esse mistério “agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus, eterno” (Rm 16.26), colocando o ministério profético do Antigo Testamento como autoridade plenamente aceitável “para obediência da fé”.

Essa autoridade dos profetas é digna de toda aceitação e, por isso, Pedro argumentou que o evangelho não pode se comparar às fábulas engenhosamente fabricadas por homens como era costumes de gregos e romanas paroleiros que até lucravam com essas istórias. Pelo contrário, “Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós fôramos testemunhas oculares da sua majestade”; seguindo a isto, ele realça que também a fé foi confirmada pela “palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações.” (2 Pe. 1. 16-19).

Durante esse trimestre, estaremos estudando as principais características dos profetas menores e o que eles têm para nos revelar sobre o nosso dia-a-dia moderno a luz das expectativas de Deus a nosso respeito.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

LIVRO DO PROFETA NEEMIAS




NEEMIAS


I. O Texto
(Neemias 1:1) - AS palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quislev (dezembro), no ano vigésimo(decorridos vinte anos do reinado de Artaxexes I), estando eu em Susã, a fortaleza, (Neemias 1:2) - Que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. (Neemias 1:3) - E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo.

II. O Contexto
De acordo com o Comentário Moody (2007), Artaxerxes I, o qual Neemias serviu como copeiro, era filho de Assuero (Xerxes), que tomou Ester por sua rainha. A Festa do Purim (Et. 9:20-32) foi instituída em 8 de março de 473 A.C., apenas oito anos antes de Artaxerxes I tornar-se rei.

O Livro de Neemias engloba um período de pelo menos vinte anos, desde dezembro de 445 A.C. até cerca de 425 A.C., quando Neemias retornou da Babilônia para eliminar em Jerusalém e na província os diversos males infiltrados durante sua ausência desde 432 A.C.

III. LIÇÕES PARA UMA LIDERANÇA CRISTÃ

As Lições Bíblicas CPAD deste trimestre (4º Trimestre de 2011) abordam com muita propriedade o tema Neemias - Integridade e coragem em tempos de crise, com o comentário do Pastor Elinaldo Renovato.

Primeiramente, urge conceituar a crise, não como algo destrutivo, mas sim, como uma oportunidade de superação. A crise faz parte da psicodinâmica da vida. E se existe a percepção da crise, significa que estou vivo e gozando das faculdades mentais que me habilitam a buscar possíveis saídas. Quando a crise mostra sua face significa que o momento decisivo chegou e que é hora de agir. À propósito Sander (1992) destaca algo extremamente oportuno nesta discussão:

"A conjuntura crítica não encontrou senão atores de segunda categoria no palco político, e o momento decisivo foi negligenciado porque os corajosos eram deficientes em poder, e os poderosos deficientes em sagacidade, coragem e resolução."[1] Em síntese, vivemos num mundo em crise crescente para se confirmar a palavra de Deus e nunca foi tão urgente a necessidades de líderes que não deixem o momento decisivo passar. Pelo jeito a Igreja não tem tem escapado a esta escassez de liderança competente.

As trágicas notícias sobre o estado de miséria em que Jerusalém estava mergulhada serviram para situar Neemias em relação ao grande problema que deveria ser enfrentado (Neemias 1.1-11). Ele resolveu abraçar essa questão começando pela oração. Uma oração sincera, de confissão, de entrega de propósitos. No capítulo 2.1-8, o pedido de Neemias é atendido prontamente pelo rei Artaxerxes e autorizado a subir a Jerusalém. Tem-se início, então, a contagem do tempo, previsto pelo profeta Daniel (Dn. 9.24-27) a respeito das setenta semanas, conforme nos lembra Moody (2002)[2]. Deus estava agindo por Israel no silêncio, e a Neemias incumbia a missão de dar o passo inicial. No livro do profeta Zacarias, cap. 1.14 , Deus diz: "Com grande empenho estou zelando por Jerusalém".

CARACTERÍSTICAS DA LIDERANÇA DE NEEMIAS

Neemias é o tipo de líder com propósito. No exército, comenta-se que em situação de guerra, os soldados esperam pela ordem do comandante. Por mais difícil que seja a situação, se a tropa deve se mover para a direita ou esquerda, manter-se na retaguarda ou avançar. Mas uma ordem deve ser dada, sem hesitar! Sem temer!

Ele não pensou duas vezes ao receber autorização do rei para avaliar a real situação (Neemias 2.9-20). Ao fazer o relatório do que tinha visto, seu cérebro conflituava com um turbilhão de idéias revolucionárias para mudar a situação. Ele começou, a partir de então, a estabelecer seus propósitos (Pv. 16.3).

Neemias é o tipo de líder organizacional. Uma pessoa que pretende fazer uma grande obra, desta forma, mudar situações, sair ou fazer sair de uma crise é preciso ter um senso organizacional. Jesus é o nosso maior exemplo (Lc. 14.28). O Mestre nos ensinou que devemos usar nossa razão para avaliar situações. Neemias se empenhou em ir in locu diagnosticar o tamanho do problema. O diagnóstico é o primeiro passo para se saber quais serão os passos seguintes a serem ordenados para se atingir um fim.

Neemias é o tipo de líder mobilizador. Um líder é sempre um formador de líderes. Um líder sozinho não é líder. Na Igreja há sempre figuras centralizadoras, que temem ser "deixadas" para trás por qualquer que apresente novas idéias. São figuras trancadas dentro de si, num mundo interior criadas para manter sua hegemonia.

A análise do livro de Neemias nos ensina que, como crentes devemos compreender o valor das pessoas, decifrá-las, sentir as sinergias. Salomão souber tirar ótimas lições desse aprendizado. Ele conquistava as pessoas mais difíceis, trazendo-as para somar. Resultado: tornou-se o homem mais rico do mundo e a grandeza do seu palácio ainda hoje é estudada. O rei de Tiro, antigo rival de seu pai, tornou-se o maior fornecedor da melhor madeira, os cedros do Líbano!

Neemias mobilizou as pessoas mais importantes que restaram em Jerusalém, começando com o sumo sacerdote, este mobilizou sua turma sacerdotal, líderes de tribos foram mobilizadas e assim, a obra começou de forma sistematizada, coordenada e eficiente.




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[1] Oswald Sander. Paul the Leader. Deerfield, Florida-EUA, 1992.
[2] Moody Bible Institute of Chicago, 2002.

sábado, 21 de agosto de 2010

O NOME DELE É JOÃO

Depois de um período impossibilitado de postar meus comentários sobre as lições bíblicas dominicais dado ao volume de trabalho, eis que estou de volta para continuar com as reflexões nossa de cada dia. A lição deste domingo trás a seguinte temática: JOÃO BATISTA, O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO.

A última palavra profética do Antigo Pacto encerra uma promessa inquietante: "Eis que eu enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor" (Malaquias 4.5).

Essa palavra permaneceu viva apenas nos oráculos visitada por uns poucos que se dedicavam a estudar os escritos sagrados. Um lapso de tempo que durou 400 anos, o chamado período interbíblico se encarregou de obscurecer essa promessa. Mas no livro de Lucas, no capítulo 1.37, está escrito que "não haverá impossíveis para Deus em todas as suas promessas!". Até que, num certo dia, o Anjo Gabriel foi a cidade do grande rei Davi, anunciar ao sacerdote Zacarias, filho de Abias, que sua esposa Isabel, que era estério daria a luz a um filho. Zacarias, impossibilitado de falar por causa do sinal dado pelo Anjo Gabriel, escreveu: "seu nome será João!" (...) "Porque ele será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe" (Lc 1.15). Mas ainda a promessa de Deus não havia sido cabalmente cumprida. Até que o menino, separado para ser narizeu, foi habitar no deserto e lá, já crescido pôs-se a batizar a todos os que lhe procuravam. O evangelho de João registra no capítulo 1 (para o desconcerto dos espíritas que pregam a reencarnação utilizando o episódio de João, o Baptista), nos versículos 21 a 23: "...Quem és? És tu Elias? Ele disse, não. És profeta? Ele disse, não. Disseram-lhe, finalmente: Quem és, para darmos uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo? Ele respondeu: Eu sou a voz do que clama pelo deserto: Endireitai o caminho do Senhor..." E no versículo 29, quando João viu a Jesus se aproximando dele, exclamou: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!".
João, como o último profeta foi o arauto do Messias prometido. Embora tenha continuado sua missão após batizar Jesus nas águas do Rio Jordão, as promessas de Deus sobre a vinda de Elias havia se cumprido em João. Ele veio na força, na virtude de Elias. Este tão cheio do Espírito Santo quanto aquele, porém, duas pessoas distintas, cada uma com propósitos definidos.
João é o último da linhagem dos profetas: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João” (Mt 11.13).

sábado, 24 de abril de 2010