ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

ANO NOVO, NOVA DISPOSIÇÃO PARA O ESTUDO DA EBD



SAUDAÇÕES EM CRISTO meus caros estudantes da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus e demais denominações que utilizam as Lições Bíblicas CPAD (Jovens e Adultos). Nesse primeiro trimestre estaremos estudando em nossas igrejas com base no livro de Hebreus A Supremacia de Cristo - fé, esperança e ânimo, sem dúvida, uma instigante jornada desde o Antigo Testamento até o nosso tempo da graça.  

Que Deus nos conceda força e ânimo para enveredarmos pelo fascinante deslumbramento das Escrituras nesse trimestre!


À guisa de introdução, conquanto Deus tenha falado aos pais pelos profetas, agora falou por intermédio de seu Filho. O prólogo afirma o caráter distintivo do Filho. Ele é antes da história, está na história, é superior à história, é a meta da história. Compartilha a essência da Deidade e irradia a glória da Deidade. Ele é a suprema revelação de Deus (1:1-3). 
A passagem seguinte (1:4-14) declara de forma inequívoca a preeminência de Cristo. Ele é superior aos anjos. Estes ajudam os que serão herdeiros da salvação. Cristo, em virtude de sua identidade, de sua nomeação divina e do quer realizou, ergue-se por cima deles. Quão trágico é descuidar a grande salvação que ele proclama. 

Ele cumprirá a promessa feita ao homem de que todas as coisas estarão harmoniosamente sujeitas ao homem. Pode fazê-lo, porque é verdadeiro homem e realizou a expiação pelos pecados. É superior a Moisés. Moisés era servo entre o povo de Deus. Cristo é um Filho que está sobre o povo de Deus. Quão trágico é deixar de confiar nele! Por causa da incredulidade, uma geração toda de israelitas não entrou na terra de Canaã. 

Os crentes são advertidos contra tal incredulidade. Acentua-se tanto a fé como o fervor para se entrar no eterno descanso de Deus. O evangelho de Deus e o próprio Deus esquadrinham o homem. 

O saderdócio de Cristo é também desenvolvido por comparação (4:14 - 10:18). Os requisitos, as condições e as experiências do sacerdócio arônico se enumeram em comparação com Cristo como sacerdorte. Antes de desenvolver com maior amplitude este assunto, o escritor adverte os leitores sobre sua falta de preparação para um ensino mais avançado. 

Somente a sincera diligência nas coisas de Deus os tirará da imaturidade. Cristo, como sacerdote, à semelhança de Melquizedeque, é superior ao sacerdócio levítico, uma vez que sua vida é indestrutível; foi a um tempo sacerdote e sacrifício; seu sacerdócio é eterno. 

Seu santuário está no céu e seu sangue estabelece a validez do novo concerto que é igualmente eterno. 
A perseverança dos crentes nasce da comunhão com Deus, da atividade em favor de Deus, da fé nele e da consciência do que o espera (10:19 - 12:29). 

A cruz como altar cristão e a ressurreição do Grande Pastor são as bases para a ação divina. Estes acontecimentos históricos e redentores estimulam o crente à ação (13:1-25). 

Não se menciona o nome do autor. Com exceção da epístola aos Hebreus e da primeira epístola de João, todas as demais epístolas do Novo Testamento designam seu autor, seja pelo nome, seja pelo título. 

Desde o primeiro século, o problema da autoria da epístola aos Hebreus tem causado muita discussão. Várias são as respostas dadas pelos crentes da igreja primitiva. Na margem oriental do mar Mediterrâneo e perto de Alexandria atribui-se o livro a Paulo. Orígenes (anos 185-254 d.C.) considerava que os pensamentos do livro eram de Paulo, mas a linguagem e a composição pertencial a outrem. 

No norte da África, Tertuliano (155-225 d.C.) sustentava que Barnabé escreveu a epístola aos Hebreus. Embora a carta tenha sido conhecida primeiro em Roma e no Ocidente (I de Clemente, datada ao redor do ano 95 d.C. cita Hebreus com freqüência), a opinião unânime nesta região durante 200 anos foi que Paulo não escreveu a epístola aos Hebreus. Estes crentes da igreja primitiva não disseram quem, a seu ver, havia escrito a epístola. Simplesmente não o sabiam.

Em nossos dias os crentes não devem ser dogmáticos acerca de um assunto mantido em dúvida durante tanto tempo. Todavia, os estudiosos das Sagradas Escrituras devem estudar o livro de Hebreus. Um cuidadoso exame do texto grego diz-nos muitas coisas sobre o autor. O livro está escrito num grego brilhante, da pena de um escritor eloqüente. 

Não se parece, pois, com o estilo de Paulo. Com freqüência, o apóstolo Paulo segue o fio de um novo pensamento antes de haver finalizado o anterior. O escritor da epístola aos Hebreus nunca segue esse processo. O vocabulário, as figuras de dicção e de pensamento apontam a influência alexandrina e filônica (Filo, 20 a.C. a 50 ou 60 d.C.). 

Paulo não tem essa origem intelectual. O escritor da carta aos Hebreus cita o Antigo Testamento diferentemente de Paulo. Frases de Paulo "como está escrito", "a Escritura diz", "boas novas da vossa fé e amor" nunca se encontram na epístola aos Hebreus, embora o escritor cite com profusão o Antigo Testamento. 

Não sendo Paulo o autor, quem será? Apolo parece preencher as condições que se encontram no livro. Vinha de Alexandria. Era homem eloqüente e instruído. Era poderoso nas Escrituras Sagradas. As seguintes passagens do Novo Testamento falam-nos de Apolo: Atos 18:24-28; 19:1; I Coríntios 1:12, 3:4-6, 22; 4:6; 16:12; Tito 3:13. É provável que nunca venhamos a estar seguros do nome do autor; se, porém, lermos a epístola com cuidado, chegaremos a conhecê-lo. 

A data mais aceita para a escritura desta epístola oscila entre os anos 68 e 70 d.C. 

Fonte: A. Berkeley Mickelsen

Doutor em Filosofia e Letras

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A ATUALIDADE DOS PROFETAS MENORES


Lição 1
TEXTO ÁUREO: ROMANOS 16.26
VERDADE PRÁTICA
Por ser revelação de Deus, a mensagem dos profetas é perfeitamente válida para os nossos dias.

INTRODUÇÃO
Os profetas menores são doze: Oseias (caps 1-14), Joel (1-3), Amós (1-9), Obadias (capítulo único), Jonas (1-4), Miqueias (1-7), Naum (1-3), Habacuque (1-3), Sofonias (1-3), Ageu (1-2), Zacarias (1-14) e Malaquias (1-4).
Esse bloco de profetas, desde o século VIII a.C. tem produzido conteúdos divinamente inspirados pelo Espírito Santo trazendo a luz aquilo que outrora estava oculto seja de forma parcial, ou plena, ou além disso, apontaram para personagens e fatos relacionados ao futuro tanto de Israel como das demais nações do globo terrestre. O que estava “oculto” é percebido como mistério e o revelador é o próprio Deus, que escolheu homens para esse fim, os tais são os profetas. “(...) Há um Deus nos céus que revela mistérios.” (Dn. 2.28). 

Tudo que hoje sabemos ou que viremos a saber a respeito de Deus e do nosso relacionamento com Ele por meio do Filho Jesus é “conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos” (Rm. 16.25); e por isso temos sido considerados “despenseiros dos mistérios de Deus” (1 Co. 4.1).

O Apóstolo Paulo afirma que esse mistério “agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus, eterno” (Rm 16.26), colocando o ministério profético do Antigo Testamento como autoridade plenamente aceitável “para obediência da fé”.

Essa autoridade dos profetas é digna de toda aceitação e, por isso, Pedro argumentou que o evangelho não pode se comparar às fábulas engenhosamente fabricadas por homens como era costumes de gregos e romanas paroleiros que até lucravam com essas istórias. Pelo contrário, “Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós fôramos testemunhas oculares da sua majestade”; seguindo a isto, ele realça que também a fé foi confirmada pela “palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações.” (2 Pe. 1. 16-19).

Durante esse trimestre, estaremos estudando as principais características dos profetas menores e o que eles têm para nos revelar sobre o nosso dia-a-dia moderno a luz das expectativas de Deus a nosso respeito.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O PROJETO ORIGINAL DO REINO DE DEUS

Lição 1.

TEXTO ÁUREO: "Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33). Interessante o que nos fala Moody a respeito dessa passagem bíblica. Ele afirma que "os ouvintes de Cristo, que já se declararam às ordens do Rei, devem continuar buscando o Reino, concentrando-se nos valores espirituais e colocando toda a sua confiança em Deus que conhece suas necessidades temporais suprirá o que for necessário. Kretzmann Comentary diz que o emprego dessa expressão está no sentido de "colocar todo o coração na conquista do Reino de Deus".

VERDADE PRÁTICA: O Reino de Deus consiste numa vida de amor, justiça, devoção, paz e alegria no Espírito Santo.

O Reino de Deus estabelece um padrão de vida sadia cujos valores se chocam com o estilo mundano. Enquanto o mundo se afunda numa atmosfera neurotizante, respirando violências em todos os níveis, Deus convoca os súditos do Reino para desfrutarem as delícias de Seu cuidado sempiterno. É vida de amor e paz, de justiça, de alegria no Espírito Santo. Ao nascer de uma novo dia, o crente se renova, sob o poder do Reino.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Marcos 4.1-3, 10-12; Lucas 17. 20,21.

(Marcos 4:1) - "E OUTRA vez começou a ensinar junto do mar [o método de ensino de Jesus, sempre foi estratégico, abrangente, eficaz. Isso era intrigante, pois os mestres de Israel jamais teriam essa visão pedagógica], e ajuntou-se a ele grande multidão, de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar [o bom ensinador, além do conteúdo que transmite, ele cria sinergia entre as pessoas. Há mestres que, pela sabedoria e carisma, podemos ficar longas horas nos deleitando em ouvi-los]. (2) - E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas [o recurso da parábola, narrativa elegórica rica em símbolos, foi e é, um estilo de ensino utilizado largamente por Jesus para, ora revelar, ora deixar em oculto o que se pretendia a cerca de determinado assunto], e lhes dizia na sua doutrina: (3) - Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. (10) - E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. (11) - E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus [(Mateus 11:25) - Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.], mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas, (12) - Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados. [Os mistérios não são ensinos democráticos, aberto para todo mundo. Não privilégios concedidos a uns e ocultos a outros: (Salmos 25:14) - O segredo do SENHOR é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança].

(Lucas 17:20) - E, interrogado pelos fariseus [os ensinos de Jesus eram acompanhados de perto por esse segmento judaico, e nesse ponto, não deixou de criar uma certa expectativa curiosa] sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. (21) - Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.

COMENTÁRIO ADICIONAL

Estão corretos os teólogos triunfalistas ao afirmarem que somos súditos do Reino de Deus e como tais, temos todos os privilégios conquistados por Cristo e seu Reino. Não somos qualquer um, temos um Rei que é campeão invicto e nos garante vitória plena. Eles só carecem de dar também ênfase ao fato de que como súditos do reino, temos responsabilidades a cumprir. Algumas verdades inequívocas a respeito do Reino de Deus:

1) Tem canto marcado para o fiel - Mt 20.21-23;
2) O critério dos súditos é sem acepção de pessoas - Mt 21.31;
3) O Reino é herança do Pai aos benditos - Mt.25.34;
4) É lugar de reencontro definitivo com o Rei - Mt 26.29.