ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

QUEM É O ESPÍRITO SANTO?


LIÇÃO 1 / 3 de abril de 2011

TEXTO BÍBLICO: João 14.16,17; 16.13-15.

INTRODUÇÃO

Em tempos de apostasia, esfriamento e abandono da fé, vivendo um cristianismo eclético, misturado com tendências que polarizam os extremos do preservardorismo de um lado e o liberalismo geral do outro, é preciso que eu, como discípulo de Jesus, tenha clareza em relação ao que a Bíblia ensina sobre a pessoa do Espírito Santo, até para me autoanalisar e checar se, de fato, tenho sido partícipe ou não do seu agir. E não apenas, um extremado zeloso de um mero movimento denominacional ou coisa parecida. A Bíblia Sagrada, como fiel palavra de Deus, tem as respostas de que precisamos em relação aos marcos regulatórios, até onde podemos ir ou saber, a respeito de várias doutrinas fundamentais do cristianismo, a pessoa do Espírito Santo é uma das mais importantes.

JOÃO.14.16 - "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre"

Jesus antes de ser assunto ao céu fez questão de dizer que não nos deixaria órfãos. Enviaria, da parte do Pai, o outro consolador. No grego "paraklêtos" significa "consolador, confortador, exortador" ou, literalmente, "alguém chamado para estar ao lado". Há duas palavras no grego para "outro": Allos (Outro do mesmo tipo), e Eteros (Outro de um tipo diferente). Aqui a palavra é Allos, um consolador e confortador tal como o próprio Jesus (Yeshua), que nos enviou o Ruach Hakodesh, seu Espírito Santo para estar conosco, não em dias específicos do calendário anual, mas nos enviou para que Ele estivesse conosco para sempre.

Esse "outro consolador" é junto com Jesus e o Pai, essencialmente Deus, Aquele que, no Princípio estava também libertando o mundo do caos, trazendo luz e vida, assim hoje, ele também faz essa obra na vida de centenas de milhares de pessoas que são alvos da graça e obra redentora.

João 14.17 - "O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós".

No dicionário Aurélio encontra-se a seguinte definição de verdade: “Conformidade com o real”. Isto é, tudo que tem conformidade com o real, de fato, é a verdade. Platão inaugura seu pensamento filosófico sobre a verdade afirmando: “Verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso aquele que as diz como não são”. Logo, tudo que é falso é ilusório, vem de iludir, se é ilusório é desonesto, é mentira. A mentira deturpa com "feições de verdade" aquilo que é justo e verdadeiro.

A verdade, no entanto, é um sapato apertado, algo que gera incômodos, situações desconfortantes, por revelar justamente os vieses de nossa própria natureza pecaminosa. A verdade trás a luz as coisas ocultas. Ilumina, esclarece, norteia nossas ações quando nos deixamos guiar por ela. "Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade" (2 Coríntios 13:8); "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

A missão do Espírito Santo é nos guiar e santificar em toda a verdade. "E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade" (João 17:19).


João 16.13 - "Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir".

Assisto no meio da platéia, o atrevimento de muitos que se arvoram "portavozes" exclusivos do Espírito Santo falarem coisas que extrapolam os limites bíblicos, vão para além daquilo que Jesus fez e ensinou, sendo que no texto do versículo 13 nos mostra que o Espírito Santo não falará de si mesmo! "Mas dirá" - prossegue - "tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir."

O princípio bíblico desse pressuposto é que o Espírito Santo jamais fará ou dirá nada em dissonância com as Escrituras, pelo contrário, Ele é o fiel autenticador de toda a Palavra proferida por Jesus (Yeshua), o Messias.

João 16.14 - "Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar".

O Espírito Santo é o Agente de Cristo na Terra. Quando Jesus consumou na cruz do Calvário a Obra Redentora, ao Espírito Santo coube a missão de glorificar o Filho fazendo anunciar o que da parte do Pai recebeu, os mistérios do Reino de Deus em profundidade. Quem os têm para revelar é o Espírito Santo. O Pai glorificou o Filho quando do alto da cruz ele triunfou, e agora, o Espírito Santo glorifica a Cristo em todas as suas obras.

Será que isso não nos basta, para entendermos que nada do que façamos em nome de Jesus, por meio do Espírito, poderá nos autopromover ou glorificar-nos, senão unicamente ao Filho, Yeshua?! Não existem supercrentes, nem superenviados de Deus, o que existem são homens e mulheres tão frágeis e falhos (Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós, 2 Coríntios 4:7) que toda a glória de um jeito ou de outro acaba sendo de quem de direito, o maior conquistar de todos os tempos, Jesus, nosso salvador.

CONCLUSÃO

Esses versículos, em síntese, mostram que existe na Bíblia um corpo doutrinário a respeito da pessoa e missão do Espírito Santo; fala da aseidade do Espírito Santo, isto é, segundo J. Biard, no dicionário Les Notions philosophiques", aseidade é o atributo daquilo que é por si (lat. a se), quer dizer à si mesmo; ou seja, o Espírito é uno com o Pai e o Filho, mas, dentro dessa unidade Ele mantém sua individualidade e sua missão específica. E por fim, da personalidade do Espírito Santo e toda sua característica distintiva.

Aos colegas professores da Escola Dominical, boa aula.

Também revelam que o Espírito Santo é Deus e tem todos os atributos divinos

quarta-feira, 23 de março de 2011

PAULO TESTIFICA DE CRISTO EM ROMA


Lição 13
27 de março de 2011

TEXTO ÁUREO
"E, na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo! Porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim, importa que testifiques também em Roma" (Atos 23.11)

VERDADE PRÁTICA

A principal e a mais urgente missão da Igreja é a evangelização de todos os povos e nações.

TEXTO BÍBLICO: Atos 27.18-25.

INTRODUÇÃO

O texto bíblico em estudo reporta os percalços da última viagem de Paulo a capital do Império Romano, cujo precedente da história se encontra no versículo 32 do capítulo anterior, onde o Apóstolo apela para Cesar. Ou seja, essa apelação indicaria que ele deveria ser julgado pela instância maior do Império.

No ínicio do capítulo 27, o navio Adramitino no qual Paulo foi embarcado ruma à Itália, foi-se costeando os lugares da Ásia, passando por Chipre onde os ventos começaram a ser contrários, Cilícia, Panfília e Alexandria, rumaram com grande dificuldade até chegar num lugar chamado Bons Portos. Paulo vendo a situação falou: "Senhores, vejo que a navegação há de ser incômoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas" (At 27.10).

Parece evidente que o Centurião, encarregado dos presos que estavam naquela tripulação daria ouvidos ao piloto e ao mestre do navio. A experiência depunha contra prisioneiros de toda sorte e o conselho de Paulo parecia está fora de cogitação.

Eis que, não muito longe de Creta, aparece para atormentá-los o Euroaquilão! A bíblia fala de ventos na experiência dos homens e mulheres de Deus, mas o tal de Euroaquilão é "o vento". Tão forte e violento que pôs a embarcação a deriva, desestabilizada, vagando em pleno mar ao sabor das ondas (Versos 14 e 15).

Nesse compasso, já estamos no versículo 18 da lição: "E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio". Uma tormenta persistente fê-los, antes de abandonarem a esperança, livrar-se da carga do navio. Após três dias, desfizeram-se também da armação do navio (v.19), por fim, depois de vários dias sem verem os raios reanimadores do sol e as estrelas sempre pontuais, foi-se a esperança de salvação.

Desânimo, cansaço, frustração, desespero. Perderam a vontade de comer. Quando "Paulo pondo-se em pé no meio deles disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perda" (V. 21).

Agora, dada as circunstâncias, não somente o piloto e o mestre do navio, mas todas as 276 vidas, prestavam a atenção no que Paulo dizia. E isto representou a salvação de toda a tripulação. O fato é que importava que Paulo fosse para Roma, ali seria sua estada final. Em Roma, dentre as várias cartas que encaminhou para as igrejas e líderes em particular, numa delas, a 2ª Epístola a Timóteo, ele diz: "Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda" (2ª Tm 4.6-8).

Mais ou menos no ano 68 D.C, Paulo é decapitado numa rua estreita de Roma, chamada Via Óstea, mas graças ao Deus de Paulo, que por meio do Filho Jesus, utilizou-se de um grande instrumento que levou o evangelho aos gentios, e este chegou até nós.





sexta-feira, 18 de março de 2011

AS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE PAULO


Lição 12 / 20 de março de 2011

Texto Áureo

"E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (At. 13.2).

Prestando um pouco mais a atenção no verbo "servindo" que vem do grego originário do vocábulo DULIA é derivado de DOULÉUO que trás como equivalente, servir, ser escravo, subserviente. Este verbo é usado para expressar o nosso dever de servir a Deus aparecendo em passagens como Mateus 6:24 - Atos 20:19 – Romanos 12:11;14:18 e outras mais. Indicando dedicação submissa do DOULOS (Servo) a seu Senhor. Tal fato se reveste de três verdades insofismável:

1º. Deixa claro que é possessão absoluta de Cristo. Jesus o amou e o comprou mediante um alto preço (1 Co. 6.20). Por isso, não pode pertencer a mais ninguém além de Jesus Cristo.

2º. Deixa claro que deve a Cristo obediência absoluta. O escravo não tem vontade própria; sua vontade é fazer a vontade do seu senhor. As decisões do seu senhor são as que regem a sua vida. Paulo não tem outra vontade senão a de Cristo. Seu projecto de vida é obedecer a Ele. Por fim;

3º. Deixa claro que ser servo de Cristo é a maior honra. Esse é o mais elevado dos títulos. A escravidão cristã não é uma sujeição humilhante e degradante; pelo contrário, como disse Agostinho, quando mais servos de Cristo somos, mais livres nos sentimos. Ser escravo de Cristo é ser rei. Ser escravo de Cristo é o caminho para a liberdade perfeita. Porque somos escravos de Cristo, somos livres da penalidade, da escravidão e da degradação do pecado.

Daí o Espírito Santo dizer "Separai-me a Barnabé e a Saulo para uma obra a que os tenho chamado".

É claro que, para uma compreensão razoavelmente aproximada do texto de Atos 13, necessitaríamos de um mapa geográfico e histórico. Porque é a partir de onde iremos identificar e pontuar os vários níveis de embates próprios das viagens missionárias paulinas.

Verdade Prática

A expansão da igreja é um processo que envolve a ação do Espírito Santo e a obediência irrestrita do crente ao mandato evangelístico de Jesus.

Texto Bíblico

Atos 13.1-5; 46-49.

1. E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores*, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.

2.E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

3. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.

4. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

5. E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.
___________________
profetas e doutores* A respeito desses dois elementos ministeriais presentes na Igreja, o Pr. Estevão Ângelo de Souza (In memória) tratou de descrevê-los em livro de sua autoria Títulos e Dons do Ministério Cristão. Editado pela CPAD.

O subsídio CPAD destaca de forma simplificada o seguinte:

Na primeira viagem missinária as igrejas na Galácia são estabelecidas (At 13 – 14). As cartas de Paulo aos Gálatas foram enviadas para estas igrejas.

Na segunda viagem, o evangelho foi levado até a Macedônia, e fundaram-se igrejas em Filipos e em Tessalônica (At 15.36 –18.22). Na Acaia, Paulo fundou a igreja em Corinto, e apresentou seus ensinos na mais alta instância filosófica do mundo ocidental: o Areópago em Atenas (At 17.19-34).

Na terceira viagem, Paulo permaneceu mais de dois anos em Éfeso, formando ali uma importante comunidade cristã (At 19). O evangelho se espalhou pela Ásia Menor, chegando a Colossos e a Laodiceia.

Quando lemos sobre as viagens missionárias do apóstolo Paulo nos capítulos 13,14,16–20 de Atos dos Apóstolos, verificamos a estratégia missionária de Paulo em torno do seguinte tripé: estabelecimento da igreja local; estabelecimento de obreiros; confirmação da Igreja.

sexta-feira, 4 de março de 2011

O EVANGELHO PROPAGA-SE ENTRE OS GENTIOS


Lição 10. 06 de março de 2011.

TEXTO BÍBLICO: Atos dos Apóstolos 10.44-48/11.15-18.

Atos 10.44-48 - "E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.
Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?
E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias."

SUBSÍDIO ADICIONAL:
1. Cesaréia: sede do governo romano na Palestina; centurião era comandante de 100 soldados; corte era um regimento de 600 a 1000 soldados; (50 km de Jope, aproximadamente)

INTRODUÇÃO

JESUS se notabilizou em seu ministério por não permitir que seus pensamentos forem permeados por sentimentos mesquinhos de separatismos, ou separativismos, seja de natureza política, religiosa ou de gênero. Como prova disto, são comuns expressões narradas nos Evangelhos nas quais o Mestre do Amor é rotulado por estar "comendo" com publicanos e pecadores, "sendo recebido em casa de homens e mulheres" de reputação não condizente com os rigores sociais da época. Ele via além das aparências, conseguindo enxergar os recôndidos mais profundos da alma humana, por isso, que as pessoas, e não as convenções, estavam em primeiro lugar. "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19.10).

Ainda tem muita gente hiperenganada com rótulos denominacionais, com avaliações superficiais, com egos inflados que se portam com ares de superioridade, que não tem nada com o verdadeiro evangelho do Reino, restaurador, valorativo e cheio de graça. "Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens" (Tito 2.11).

I. QUEM ERAM OS GENTIOS?

‘Gentio’ – nome que designava todas as nações, afora a judaica (Is. 49:6; Romanos 2:14; 3:29). Os judeus eram o povo escolhido por Deus. Tinham religião sublime, cuja verdade contrastava com as falsidades das religiões dos gentios. Tinham leis que impediam a corrupção dos costumes e a alteração das práticas religiosas, em contacto com o paganismo, numa prova inconteste de que eles se achavam superiores. Tudo isto levou o povo judeu a desprezar injustamente os gentios.
A escolha do povo judeu tinha um fim, que era servir de luz para os gentios (Isaías 49.1-6). Os gentios também estavam incluídos na promessa (veja em Is 2.2-4; Amós 9.12; Zacarias 9:7).
Segundo comentário de John D. Davis (‘Dicionário da Bíblia’), a atitude dos hebreus faz lembrar a conduta dos brâmanes indianos que não queriam comer junto com os seus patrícios de classe inferior na sociedade, e ainda muito menos com aqueles que eram desclassificados, ou com os estrangeiros. O apóstolo S. Pedro, instruído pela visão que teve em Jope, rompeu com estas restrições, foi visitar Cornélio, que era gentio e comeu com ele, o que deu motivo a que os cristãos convertidos ao judaísmo se escandalizassem (Atos 10. 28; 11, a partir do versículo 1°).


II. PEDRO, UM XENÓFOBO CONVERTIDO

Xenofobia (do grego ξένος, translit. xénos: "estrangeiro"; e φόβος, translit. phóbos: "medo." é o medo irracional, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros, a desconfiança em relação a pessoas estranhas ao meio daquele que as julga ou que vêm de fora do seu país.
A xenofobia pode manifestar-se de várias formas, envolvendo as relações e percepções do ingroup ou endogrupo em relação ao outgroup ou exogrupo, incluindo o medo de perda de identidade, suspeição acerca de suas atividades, agressão e desenho de eliminar a sua presença para assegurar uma suposta pureza.

Podemos identificar em Pedro, um sintoma forte de xenofobia. Talvez a experiência prática o tenha levado a trilhar por esse caminho paralelo ao evangelho de Cristo. Não importa o quantum de experiência tenhamos com dons do Espírito Santo, ou quanto tempo tenhamos de crentes em Cristo, podemos ser extremamente injustos em relação as pessoas que nos cercam, achando que estamos fazendo o correto. Precisamos nos autoavaliar e nos espelhar inteiramente em Jesus. Ele é o modelo!

Qual não foi a surpresa de Pedro na casa de Cornélio ao ver o Espírito Santo descer sobre todos os que estavam no recinto. "E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus."

O Espírito Santo já havia preparado o coração de Pedro para aquela momento! Quando Pedro declara "Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas!" (At. 10.34) é porque a barreira transcultural, xenofóbica já havia sofrido um impacto profundo quando da visão recebida no momento em que ele orava em Jope. Confira: At.10.8-19.

III. A PROPAGAÇÃO DO EVANGELHO ENTRE OS GENTIOS.

Na epístola aos Efésios no capítulo 2 e versículos 12-18, o apóstolo Paulo diz: “Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegaste perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito”.

A geopolítica do mundo de então, pode ser compreendida a partir das explicações de Aristóteles, avançadas com as descobertas de Alexandre Magno em seu expansionismo. Para simplificar, o Evangelho (Concebido por Jesus, At. 1.8) sai dos limites de Jerusalém (Ver diáspora dos Judeus), atingindo toda a Judéia e Samaria. Atos 10 e 11, sugerem a conquista do Evangelho no mundo Romano, atingindo o vasto império, compreendido na Ária Menor e redondezas. Áreas onde demarcavam o encontro de várias culturas dentre as quais as principais eram Judeus, Romanos e Gregos.

Isto equivale dizer que existiam a cultura judaica e cultura greco-romana, no mais imediato da análise, porque até aqui não falamos da cultura árabe que é outro mundo complexo. O Evangelho de Cristo é tão forte que vence as barreiras culturais e políticas alcançado o que Paulo considerou escrevendo à Igreja que estava em Colossos: "Que já chegou a vós [o Evangelho], como também está em todo o mundo " (Colossenses 1.6).

CONCLUSÃO

A experiência pessoa de Pedro, advinda dessa lição, é que Deus não faz acepção de pessoas, pelo contrário, "... Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo" (At.10.34,35).

Outrossim, o Evangelho de Cristo é poderoso para romper barreiras. Não importa o quanto pareça difícil ou até intransponível, Deus em Cristo, sempre nos mostrará estratégias de conquistas porque importa que "Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim." (Mt.24.14). Mas, " todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (At.2.21).

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A CONVERSÃO DE PAULO

Gostaria de, com a graça de Deus, poder avançar um pouco mais para além daquilo que já está bastante claro no texto de Atos 9 e esclarecer um ponto importante da vida do Apóstolo dos Gentios.

Em resumo, Saulo de Tarso, cidade não insignificante,província da Cilícia ERA SAULUS (Nome dado pelos pais fariseus em homenagem ao primeiro rei de Israel, AO MESMO TEMPO PAULUS (Nome registrado em seu título de cidadão romano). Sobre isto, o mesmo tribuno militar em Jerusalém a quem Paulo se apresentou como um judeu de Tarso, ficou surpreso, ao ser informado, mais tarde, que Paulo também era cidadão romano. “Dize-me”, ele perguntou a Paulo: “És tu [cidadão] romano?” Quando Paulo respondeu: “Sou”, o tribuno continuou: “A mim me custou grande soma de dinheiro este título de cidadão”. “Pois eu”, redargüiu Paulo, “o tenho por direito de nascimento” (At. 22.27s).

Com isto, quero reafirmar que não são duas pessoas, ou uma que se transformou noutra. Trata-se da mesma pessoa. Paulo, o Apóstolo. Há inúmeros cristãos que foram condicionados até por hino da Harpa Cristã que Saulo foi transformado em Paulo por obra do Espírito Santo, quando na verdade, Deus, por meio de Jesus, através do Espírito Santo transformou radicalmente o carater de Paulo, não o nome.

Nota geopolítica:

A Cilícia, território que margeava o Mediterrâneo no sudeste da Ásia Menor, abrangia duas regiões bem diferentes. Havia a planície fértil no leste chamada de Cilícia Pedias, entre as montanhas Tauro e o mar; a rota de comércio da Síria para a Ásia Menor passava por ela, atravessando o monte Amano pelas Portas Sírias e cruzando a cadeia de montanhas do Tauro, pelas Portas da Cilícia, para o centro da Ásia Menor. A oeste destas ficava a região costeira montanhosa da Cilícia Tracheia (Cilícia acidentada), onde a cadeia de Tauro desce para o mar.

A contribuição mais destacada de Paulo ao mundo, porém, foi sua apresentação das boas novas da graça gratuita – como ele mesmo teria dito (corretamente), sua re-apresentação das boas novas explícitas no ensino de Jesus e corporificadas em sua vida e obra. A graça de Deus que Paulo proclamou é livre e gratuita em mais de um sentido: livre, no sentido em que é soberana e desimpedida; gratuita, no sentido de que é oferecida às pessoas, para ser aceita apenas pela fé, e livre no sentido de que é fonte e princípio de libertação delas de todo tipo de servidão interior e espiritual, incluindo a servidão do legalismo e a servidão da anarquia moral.

O Deus cuja graça Paulo proclamou, é o único que faz milagres. Ele cria o universo do nada; chama mortos de volta à vida; justifica o ímpio. Este terceiro é o maior milagre de todos: criação e ressurreição correspondem ao poder do Deus vivo e vivificador, mas a justificação do ímpio é, à primeira vista, uma contradição do caráter justo de Deus, o juiz de toda a terra, que, em suas próprias palavras, “não justificarei o ímpio” (Ex 23.7). Porém a qualidade da graça divina é tal que, no próprio gesto de estendê-la aos que não a merecem, Deus demonstra que Ele mesmo é “justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.26).

O conceito que Paulo tem de Deus, está completamente alinhado com o ensino de Jesus. O Deus que, em parábola após parábola, perdoa gratuitamente o pecador ou recebe o pródigo que retorna, não exerce a qualidade da misericórdia à custa da sua justiça: ele continua sendo o Deus coerente do qual a própria coerência é a razão de pecadores “não serem consumidos” (Ml 3.6); ou aquele que, nas palavras de outro profeta do Antigo Testamento, “não retém a sua ira par sempre, porque tem prazer na misericórdia” (Mq 7.18).

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

QUANDO A IGREJA DE DEUS É PERSEGUIDA

Lição 07
TEXTO ÁUREO: "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa." (Mateus 5.11)

VERDADE PRÁTICA
Apesar das perseguições contra a igreja de CRISTO, o evangelho torna-se, a cada dia, mais universal e influente. Nenhuma perseguição haverá de deter o avanço da igreja.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 8.1-8.

1 - E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersas pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. 2 - E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. 3 - E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os I encerrava na prisão. 4 - Mas os que andavam dispersas iam por toda parte anunciando a palavra. 5 - E, descendo Filipe à cidade de Samaria, Ihes pregava a CRISTO. 6 - E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, 7 - pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. 8 - E havia grande alegria naquela cidade.

Este breve parágrafo termina. a história de Estêvão ao mencionar o seu enterro, mas, sobretudo, prepara o caminho para o desenvolvimento da narrativa ao indicar como a morte de Estêvão levou à dispersão dos cristãos e à conseqüente divulgação do evangelho "(8:4-40; 11 :19-30); e, também, ao sublinhar o nome de Saulo, o perseguidor da igreja, prepara os leitores para a maravilha de sua reviravolta (9 :1-31). As várias lições vinculam-se de modo não muito estreito: os eventos no v. 2 provavelmente antecederam os do v. 1', e o v. 3 é realmente uma expansão do v. 1, talvez deliberadamente retido para fazer forte contraste com o v. 2.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE

"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hebreus 4.16)

Verdade Prática: O crente em Jesus desenvolve o seu relacionamento com Deus e a fé cristã por meio da oração constante, confiante e disciplinada.

Leitura Bíblica: Filipenses 4.4-9.

A igreja que estava na cidade de Filipos recebeu de Paulo a gratidão de haver sido uma das que demonstrou liberalidade fraternal e agora, fora lhe dirigida esta palavra de fortalecimento e maturação espirituais. No versículo 4 "regozijai-vos, sempre, no Senhor", Paulo exorta aos fiéis a alegrarem-se não de maneira fortuita, superficial e que dependa de sentimentos transitórios, passageiros. A vontade de Deus em Cristo Jesus é que nos alegremos nEle, e que nossa alegria seja completa (ver João 15.11). Esta verdade deveria está tão impregnada na vida e prática dos cristãos que ele reforça "... outra vez vos digo: "regozijai-vos". Regozijo é uma mistura de prazer com alegria e contentamento satisfatórios. Não é o esboço ou o arquétipo Junguiano, uma espécie de fanático que vivi rindo pelos cantos alheio a quaisquer motivos. É uma alegria nascida de uma compreensão do real, do vivido e estreito relacionamento que tem os crentes com o Senhor Jesus.

JB Nunes