ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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quinta-feira, 10 de junho de 2021

O GRUPO DOS DOZE

TEXTO: LUCAS 6.12-16

Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles aos quais deu também o nome de apóstolos. Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro; e André seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu e Simão chamado Zelote; Judas, filho de Tiago e Judas Iscariotes, que se tornou o traidor.

No versículo 12, a expressão "naqueles dias" demarcam a fase inicial do ministério terreno de Jesus, naturalmente quando após ter sido batizado por João, nas águas do Rio Jordão. Ele principiou sua missão pregando o evangelho do Reino, especialmente na Galiléia marítima e não demorou para que os milagres e sinais extraordinários atraíssem muitos discípulos. 

Ainda no versículo 12, há uma noção clara de estreito relacionamento que o Mestre tinha com o Pai utilizando como canal de comunicação a oração. O texto destaca que Jesus "retirou-se para o monte a fim de orar", e que "passou a noite orando a Deus."

Orar incessantemente a noite inteira, muitas vezes tendo percorrido longas jornadas durante o dia, sob sol inclemente pareceria um esforço a mais a um corpo cansado, que necessitava de uma boa noite do sono dos justos. Mas, nosso Salvador nutria-se do conforto e fortaleza na presença do Pai, tendo suas energias recobradas nas horas e horas de diálogo, em secreto com Deus.

A oração não era um exercício enfadonho, com meras repetições que colocassem a mente no automático! Era o momento da contemplação, da conversa do filho com o Pai, de onde saía a força e sabedoria para vencer os desafios de cada dia.

No versículo 13, o dinamismo do texto aponta para um novo dia, o amanhecer que surge com uma tomada de decisão: Ele chamou seus discípulos e escolheu dentre eles doze, designando-os, "deu-lhes o nome de apóstolos.

No versículo 14, tem-se a identificação dos doze: "Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro e André seu irmão; Tiago e João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Judas, filho de Tiago; Simão, o Zelote; Judas Iscariotes, que se tornou traidor."

No evangelho de São Marcos, capítulo 16, versículos 15 ao 18, está escrito:

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer, porém, será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem, em meu nome expedirão demônios, falarão novas línguas, pegaram em serpentes; e se tiverem bebido alguma coisa mortífera, não lhe fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos e os curarão."


João B Nunes
Pastor

sábado, 29 de junho de 2013

LIÇÕES DEIXADAS PELA TEMPESTADE

TEXTO: Mt. 8.23-27; Mc. 4. 35-41; Lc. 8. 22-25.

INTRODUÇÃO

Costumamos ouvir nas igrejas as histórias milagrosas envolvendo a pessoa de Jesus, chagamos a refletir, às vezes a nos emocionar, porque de certa forma, elas nos causam impactos. Outras vezes elas nos parecem tão distantes de nossa experiência imediata que não nos damos conta das lições que podemos extrair de cada história de milagre.
Como terá sido para aqueles que foram testemunhas oculares desses eventos? Quão profundamente eles não teriam sido tocados na alma ao ver as mãos limpas de Jesus, sem rodeios nem flash de alguma câmera, sem holofotes, untar os olhos do cego com lodo do chão (João 9.6,7) e determinar o milagre!
O mais extraordinário de tudo é que a Bíblia nos permite afirmar que tudo quanto foi escrito tem um propósito (Rm. 15. 4).
Então, quais as lições podem ser extraídas do milagre de Jesus sobre as forças da natureza, narradas por Mateus, Marcos e Lucas?

I. A TEMPESTADE SERVIU PARA REVELAR

Conforme a narrativa, Jesus, após entrar no barco ordenou que fossem para o outro lado. Ele devia estar bastante fatigado depois de mais um dia intenso, logo adormeceu. E eis que de repente surgiu uma grande tempestade de modo que as águas batiam no barco com grande violência e era forte a fúria do vento.

1.1 Por mais que eles soubessem sobre a área na qual transitavam, sempre há algo a aprender

Eles eram familiarizados com aquela parte da Galiléia. Uma região evitada pelos Judeus mais ortodoxos por ser povoada predominantemente por gentios (Mt. 4.15). A distância de um lado a outro do lago, de oeste a leste era de treze quilômetros; de norte a sul era de 21 quilômetros. Por causa de sua situação geográfica aquelas águas calmas podiam de uma hora para outra se transformar em redemoinhos violentos e perigosos, representando um perigo mortal, com formação de ondas de quase dois metros.

1.2 A fragilidade escondida dentro de cada discípulo

A tempestade serviu para evidenciar que não existem supercrentes. Esses mesmos discípulos que compuseram a missão dos setenta e voltaram maravilhados (Lucas 10. 17-19), foram os mesmos que estavam entregues ao total desespero (Mt. 8. 25; Lc. 24).
Todo aquele quadro repentino, a violência do vento, a força das águas, o barco jogado de um lado para o outro, fê-los sentir um medo apavorante! O pensamento dominante era que suas vidas estavam por um triz! O desespero os havia dominado e nada parecia ser mais inquietante do que ver, no meio de todo o alvoroço, Jesus dormindo na popa do barco! Eles não podiam associar tamanho contraste.

1.3 Que o medo pode nos fazer esquecer o que somos

Uma angústia terrível havia tomado conta dos discípulos. Essa angústia foi gerada pelo medo. A altura dos acontecimentos toda a experiência vivida ao lado de Jesus parecia não exercer sobre eles influencia alguma.
1.3.1 o medo que nos paralisa
1.3.2 o medo que nos apavora
1.3.3 o medo que nos neutraliza 
II. SEJA QUAL FOR A SITUAÇÃO NÃO PODEMOS NOS ESQUECER QUEM É QUE ESTÁ NO BARCO

2.1 Quem está no barco se preocupa tanto com tempestade que estava dormindo confortavelmente

VT – Salmos 104. 1-15: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, Deus meu, como tu és magnificente! Sobrevestido de glória e majestade. 2 Coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina, pões nas águas o vigamento da tua morada. Tomas as nuvens por teu carro, e voas nas asas do vento. Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros labaredas de fogo. Lançaste os fundamentos da terra para que não vacile em tempo nenhum. Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; e as águas ficaram acima das montanhas; à tua repreensão fugiram, à voz do teu trovão bateram em retirada. Elevaram-se os montes, desceram os vales, até ao lugar que lhes havias preparado. Puseste às águas divisa que não ultrapassarão, para que lhes havias preparado (...)

NT - Em João 1. 2-3 está escrito que “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”; Hebreus, 1.3: “sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder”; Colossenses 1.15-17: “(...) o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16 porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas”; Apocalipse 1.8: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”.

2.2 Quem estava no barco, para os discípulos, podia  se resumir como o Messias, Filho de David, mas para nós, ELE É DEUS!

CONCLUSÃO

“Onde está a sua fé?”, o questionamento de Jesus a seus discípulos ainda nos confronta nos dias de hoje.
a) Jesus é certeza de que o barco, com Ele a bordo, jamais se afundará.

b) A pesar das circunstâncias, Jesus está no controle de tudo.

sábado, 20 de novembro de 2010

A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS CRISTO

Lição 8. 21 de novembro de 2010.
Texto Áureo:
"E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus" (Lc 6.12)

Verdade Prática:
A vida de oração de Jesus é um exemplo para todo crente que deseja cultivar um relacionamento íntimo com o Pai e agradá-Lo em tudo.

Leitura Bíblica em Classe:

Evangelho de João, capítulo 17. 1-4; 15-17;20-22.

Versículo 1. Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti. O capítulo 17 de João, para mim é um dos momentos mais sublimes do ministério terrestre, ou como dizia os expositores antigos da Bíblia, "terreal de Jesus". Mas, se há um termo que preciso destacar neste versículo é a parte em que Jesus afirma: "...é chegada a hora!". Isto numa clara demonstração de que para aquele momento foi que Ele veio ao mundo. Aquele momento era singular, era a hora em que o Filho seria glorificado no Pai através do sacrifício na cruz. Sua alma estava angustiada, perplexa com as coisas que podia antever a respeito dEle mesmo (Hb 5.5-8; João 12.27). Um turbilhão de pensamentos complexos borbulhava na mente do Nosso Salvador, mas a imagem de seus discípulos, daqueles homens e mulheres que O acompanhavam era tão nítida, tão forte aquele sentimento de quem não os podia abandonar, não importava o que acontecesse Ele os amava e precisava pedir ao Pai por eles. Versículo 2. assim como lhe desse poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. Ao vindicar a glória que tinha com o Pai antes da fundação do mundo (17.24) é evidenciado que a encarnação do Verbo de Deus abriu a porta de acesso à vida eterna (Tito 3.5). E prossegue afirmando o texto do versículo 3: "E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste". No versículo 4, existe a afirmação inequívoca de que Jesus nunca disse algo ou fez ou ensinou sem que tributasse a glória exclusivamente Àquele que O enviou, o Pai ("Eu não recebo glória dos homens!" - João 12.42; "Eu não busco minha glória" - 8.50; "Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo..." - Hb 5.5).
Já no versículo 15, Jesus intercede claramente pedindo ao Pai que nos os tire do mundo, mas que os livre do mal. Quanto a isto não podemos assumir posturas extremadas. Estamos no mundo e por isso não podemos deixar de ter boas relações com nossos colegas de classe da escola ou da universidade, no trabalho, na vizinhança, não podemos assumir uma postura de ermitão vivendo incomunicáveis. A Bíblia chama tal postura de viver ascético. "As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne" (Colossenses 2.23) . Como também, não podemos cair na falácia do mundo gospelinizado, do tipo tudo liberal em amplos sentidos. "Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano (Efésios 4:22). No versículo 16 há o reforço de nossa permanência transitória no mundo e no versículo 17 a expressão exata daquilo que deve acontecer àqueles que, de fato, seguem e pertencem ao Senhor Jesus: eles são santificados na verdade através da palavra de Deus. "Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade."