ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

JESUS, A PLENITUDE DE DEUS



I. INTRODUÇÃO


Mais de dois mil anos se passaram e a figura extraordinária de Jesus continua exercendo grande influência na vida de centenas de milhares de pessoas de todas as nações. O que dEle se pode saber está nas Escrituras Sagradas, na Bíblia. Não obstante a torrente de postulações apresentadas pela crítica neotestamentária (não poucas dignas de crédito), a Bíblia, que resistiu a séculos, continua sendo a fonte principal e indispensável. 


Quem dizia ser por Ele mesmo: 1) "Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo." João 4:26; 2) "Eu sou o pão da vida." João 6:48; 3"E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo." João 8:23; 4) Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou." João 8:58; 5) "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo." João 9:56) Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas", João 10:7 7) "Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido." João 10:14; 8) "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; João 11:25; 9) Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. João 13:1311); 10)"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14:6; 12) "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador." João 15:1; 13) "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro." Apocalipse 22:13. 

TRANSIÇÃO 

Apenas nestas 13 citações (todas registradas pelo discípulo amado, João, em fins do primeiro século), Jesus afirma ser não apenas um guia religioso com autoridade de profeta situado no contexto de Israel, mas o "Mestre e Senhor", que é ao mesmo tempo a "ressurreição e a vida". Mas, tudo poderia se resumir no plano terreal, se ele não tivesse abalado o mundo de então com a declaração de que "não é deste mundo" e que "antes do grande Patriarca Abraão" existisse, ele já existia.

II DESDOBRAMENTOS DAS AFIRMAÇÕES


"[...] para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" João 20:31

2.1 O MESSIAS. Em João, no 4º capítulo, Jesus acalma o espírito cansado e aflito de uma mulher samaritana afirmando que o momento chegará em que os adoradores adoração ao Pai em espírito e em verdade [...] Mas ao ouvir a mulher lhe dizer: "Eu sei que o Messias que se chama o Cristo, vem... Jesus afirmou: "Eu o sou, eu que falo contigo!" (Cf.: João 4. 24-26). As implicações decorrentes dessa afirmação produzirão grandes abalos para a liderança judaica.

A palavra hebraica para messias é meshiha que quer dizer "ungido", lembrando o dito pelo profeta Isaías: "E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor", Isaías 11:2; "O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado. E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os anteriormente destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração", Isaías 61:1-4;

2.2 O PÃO DA VIDA. A fome é o sinal de que o corpo precisa atender uma necessidade essencial à vida: a saciação. Na hierarquia das necessidades essenciais, não há como deixar de se alimentar. Os filhos de Jacó, ouvindo que no Egito havia alimento partiram em busca, porque "a fome era gravíssima na terra" (Gênesis 43:1); os quatro leprosos foram forçados por esta necessidade, entre morrer de fome e ousar entrar na cidade ele tomaram uma decisão (2 Reis 7. 3-4). A fome no Antigo Testamento poderia ser encarada de diversas maneiras, porém, sempre relacionadas à mão de Deus. As inúmeras lições nas quais o povo de Deus tem sido partícipe, demonstraram que esse tipo de privação é um dos mais implacável. "Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba. E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão. Porém ela disse: Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos. E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho", (1 Reis 17:10-13).
"Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR", (Amós 8:11).

"Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos", (Jeremias 15:16).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BÍBLIA SAGRADA. Versão Almeida Revisada Corrigida Fiel. Disponível em http://www.bibliaonline.com.br/  Consultada em 21/01; 07/03/2014.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

VOCÊ NÃO É TEÓLOGO DA PROSPERIDADE?

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim." (João 5.39).

O movimento conhecido como Teologia da Prosperidade é uma heresia. Heresia (do latim haerĕsis, por sua vez do grego αἵρεσις, "escolha" ou "opção") é a doutrina ou linha de pensamento contrária ou diferente de um credo ou sistema de crenças tidos como certos e/ou verdadeiros. Talvez Essek William Kenyon (nascido em 24 de abril de 1867, falecido em 19 de março de 1948) não tivesse ideia de quantos males traria à visão tradicional e por isso tenha lançado as bases do que hoje se identifica como confissão positiva.

A confissão positiva, como o próprio nome já o diz, consiste em pôr a fé para agir, de forma turbinada, através daquilo que eu evocar. Verbalizando de forma imperativa, estarei assumindo minha posição no Reino, a de filho de Deus e co-herdeiro de Cristo. Kenneth Erwin Hagin (McKinney, 20 de agosto de 1917 — Tulsa, 19 de setembro de 2003), considerado o pai do Movimento Palavra de Fé, conseguiu traduzir o pensamento de William Kenyon através de inúmeras obras publicadas e isso tem atingido ao longo de décadas centenas de países e tem chegado ao Brasil desde a década de 1980 revolucionando a maneira de agir e de pensar de milhares de piedosos cristãos, como a pastora Valnice Milhomes (Ministério Palavra da Fé/Igreja Nacional) e tantos outros.

O rescaldo desse verdadeiro incêndio teológico produziu o cenário perfeito para a instauração do Neopentecostalismo no Brasil. Primeiro, a meu ver, porque a mensagem é sedutora. Fala de bem-estar, de prosperidade, riquezas, libertação e curas. Quem não conhece a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, a IURD-Igreja Universal do Reino de Deus do Bispo Edir Macedo, a mais recente, a Igreja Mundial do Poder de Deus do Apóstolo Valdomiro Santiago. Quando me refiro a essas denominações logo me vêm à mente as megas concentrações comuns a elas, que conseguem reunir facilmente centenas de milhares de pessoas, numa verdadeira demonstração de poder de mobilização.

Segundo, porque salvo exceções, a chamada que se faz é extensiva a todos os adeptos das demais crenças e linhas filosóficas, havendo espaço até para "ateus". Esse sincretismo religioso descomprometido tem se ligado apenas pelo que GUARESCHI identificou em seu estudo sociológico intitulado "Sem Dinheiro não Há Salvação". Dessa premissa tem originado os verdadeiro impérios neopentecostais em plena pós-modernidade, como quem diz, é Terceiro Milênio mais as demandas espirituais não conhecem limites nem espaços de tempo e o homem de hoje sempre terá referencia no de ontem.

Mas, chegando ao clímax da questão, pego-me folheando a revista da CPAD, 1º Trimestre/2012, discorrendo sobre o movimento da teologia da prosperidade. Muito bem. Vamos debater nas nossas escolas bíblicas sobre esse assunto. Contudo, não podemos nos esquecer que somos também teólogos da prosperidades. Uns defendem com unhas e dentes sem o saber. Esses são os obreiros despreparados teologicamente que abarrotam os púlpitos no domingo à noite. Outros, em menor número, são teólogos da prosperidade sim e sabem que são.

A maioria de nossos pregadores das Assembleias de Deus tem como ponto culminante de suas pregações o movimento de curas, distribuições de bençãos incluindo chaves de carro virtuais, mas é preciso a pessoa estender a mão em sinal de recebimento. Eles fazem verdadeiros shows que para ser completos precisavam incluir a pirotecnia. Mas a mensagem da cruz, a palavra de arrependimento e salvação pouco se vê. As mensagens são predominantemente de autoajuda. Expressões que são verdadeiros mantras noutras religiões ouvem-se em nossos cultos.

Nunca dantes de ouviu ou viu algo dessa natureza nas Assembleias de Deus, mas hoje tornou-se comum: campanha da libertação; campanha das sete semanas etc etc. Isso é teologia da prosperidade puríssima, mas veraz que aquela que criticamos em nossa lição. Pergunto: você não é teólogo da prosperidade? Coisas do tipo: vire-se para o seu irmão e diga... Não nasceu na Assembleia de Deus, é coisa importada.

O que nasceu na Assembleia de Deus foi a pregação genuína da palavra de Deus ("Eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse", Jeremias 23.31/"Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo", 1 Coríntios 1.17/"prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina", 2 Timóteo 4.2/"Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus", 1 Coríntios 1.18).

A proeminência é a pregação da palavra de Deus. A mensagem deve ser integralmente salvacionista ("aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? — diz o SENHOR", Jeremias 23.28). Todas as demais coisas ou fenômenos são secundários. Primeiro Jesus ordenou: "Ide e pregai". O que vier após isto pode ser uma benção indescritível, mas é secundário, nunca primário! ("E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura; Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado; E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. ", Marcos 16.15-18).

Jesus não autorizou nenhum especialista em curas, nem incitadores do batismo com Espírito Santo, nem quaisquer outros tipos de sinais que vemos proliferar em nossas igrejas sob o rótulo de poder de Deus, desprovidos da mensagem salvadora. Se isso acontece com frequência e temos contribuído solenimente para que tal movimento cresça entre nós, é porque somos ou temos sido teólogos da prosperidade tanto quanto eles, os originais.


domingo, 15 de janeiro de 2012

ELE PARTIU PARA UMA TERRA LONGÍNQUA

TEXTO: "Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando distante do seu lar." (Pv. 27.8); "E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente." (Lc. 15.13).

INTRODUÇÃO

A Bíblia Sagrada parece insistir num fato importante: todos nós existimos em função de um lugar. No salmo 104, versículos 16 em diante está escrito que "as árvores do Senhor fartam-se com a seiva, os cedros do Líbano que ele plantou, onde as aves se aninham; quanto à cegonha, sua casa é nas faias. Os altos montes são para as cabras monteses, e os rochedos são refúgio para os coelhos... O lugar onde crescemos e nos desenvolvemos, onde temos o apoio necessário ao preparo para encarar o mundo como pessoas adultas e responsáveis, chama-se lar.

I. O ACONCHEGO DE UM LAR

O versículo 8, do capitulo 27 de Provérbios lança mão de um comparativo entre a ave distante do seu ninho e o homem distante do seu lar para deixar subtendido que tanto um como o outro padece de um mesmo mal, a falta de sossego, de paz, de tranquilidade.

A palavra ‘ninho’ transmite a ideia de aconchego. Quem está no conforto de seu lar, por mais simples que seja, sente-se seguro, ao lado de pessoas de sua convivência.

O filho da parábola narrada por Jesus, tinha tudo a seu dispor. Era rico, seu pai tinha trabalhadores a seu serviço. Ele tinha tudo, menos a percepção exata de sua felicidade, como muita gente que não poupa palavras para reclamar da vida, embora possuindo o bastante.

Certo dia, conta-nos a parábola, o filho disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que tenho direito. E o pai, repartiu entre eles seus haveres. Não passando muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo que tinha, partiu para uma terra longínqua. Parece ficar claro, que o jovem já tinha um roteiro em mente. Foi-se para além dos limites de sua família, de sua gente, de seu país.

A experiência mais comum demonstra que, enquanto temos dinheiro e bens não faltam "amigos", são exatamente os companheiros oportunistas, amantes da ocasião, das baladas, nas noitadas que nos acham o máximo. São capazes de, no calor das emoções, jurarem amizades eternas, numa relação de quase irmandade.

O rapaz, distante de seu lar, num outro país, passou a viver dissolutamente, era o típico jovem esbanjador. Gastando sem repor, sem medir consequências até que se viu totalmente sem dinheiro. Essa situação logo o transforma num andarilho. Sem dinheiro, sem amigos, sem lar, sem alimento, sem ter onde descansar. Vendo o tempo passar e sua situação piorar ao extremo. Ele sendo judeu, agregou-se a cidadãos daquele lugar e estes o enviaram para trabalhar em seus campos. E deram-lhe a cuidar de porcos. Ele estava tão vunerabilizado, reduzido ao nada, despessoalizado, uma vergonha encontrar-se com alguém conhecido. Talvez não. Quem o reconheceria daquele jeito?

Ele vendo os restos que os porcos sobejava, desejava comer, mas nem isso lhe fora dado.

Então, ele começou a pensar. Claro, para onde ir se já atingiu todos os limites inferiores. Com tempo para a reflexão, agora restava equacionar bem sua situação. Continuar naquela vida era o fim. (Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor - Rm. 6.23). Além do mais, a fome extremada o compelia a uma atitude do tipo "tudo ou nada". "Quantos dos trabalhadores do meu pai tem pão com abundância e eu aqui padeço de forme!" Ele reagiu decididamente: "Levantar-me-ei e irei ao encontro de meu pai!"

O texto é nítido e preciso ao mostrar que o pai foi quem o avistou ao longe. Dando-nos uma ideia de que possivelmente o pai nunca havia desistido dele e guardava bem no fundo de seu coração a esperança de vê-lo voltar algum dia, exatamente como sucedeu.

"Correndo o abraçou e o beijou. Mandou que trouxessem um anel e pôs em seu dedo, roupas e sandálias novas, e mandou matar um novilho cevado e disse: comamos e nos alegremos porque esse meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a se alegrar."

Quem sairia ao encontro de um derrotado? Um rico e dono de terras? Dificilmente sairia. Quem abraçaria um moribundo e beijaria não querendo nem ouvir seus argumentos de arrependido? Acho que dificilmente alguém se portaria dessa forma. A não ser que esta pessoa fosse movida por um sentimento chamado compaixão.

II. A FORÇA DA COMPAIXÃO

O pai sabia exatamente que poderia ignorar o filho desertor. Em vez disso, correu e o abraçou e beijou, recebendo-o não como um de seus empregados, mas como filho. Dando-lhe, de novo, a restituição de sua antiga posição como filho. A compaixão é um sentimento que nos move a agir assim. Para quem tem compaixão, não interessa as consequências dos atos e até danos que outros tenham causado. Esse é o verdadeiro sentido. A pessoa tem toda a condição de subjulgar, de reduzir o ofensor a pó, mas em vez disso, o abraça e beija, e se alegra por reavê-lo vivo.

Naturalmente, aquele jovem não fazia ideia de que iria ser recebido assim. Sem críticas acusativas, sem apontamentos ou cobranças. O mais provável seria um encontro frio e cheio de rancor, afinal, ele saiu de casa, deixando um coração ferido, o de seu pai. Mas o pai, cheio de termo amor aguardou aquele dia em que o veria novamente. Para quem ama e tem compaixão a volta, o retorno, o arrependimento, se reveste de uma motivação superior que envolve, reanima, dar novo sentido a vida.


CONCLUSÃO

HOW MUCH DO WE SEE?




"Having eyes, see ye not? and having ears, hear ye not? and do ye not remember?" (Mark, 8.18).

What the eye does not see the heart does not grieve over. We have quoted the old saw innumerable times. But how often have we realized its deep truth in relation to our work for God? Or how often have we faced up to the searching implication of the familiar proverb with regard to our task in this dark day?

A good deal is being said about the moral laxity which is haunting our times. If finds newspaper headlines. It rears its ugly head in our factores and camps. It impudently whips our face in the street. But how many of our hearts really grieve over it?

We suffer the pains and restraints caused by the wickedness and pride of men. Our lives are dominated on the physical plane by the conflict which has plunged the entire world into unrest and sorrow. We say that it is all because men have forgotten God.

But do our hearts really grieve over these major disasters that have thrown the world into chaos? We try to peer into the future for wich a multitude of plans and blue prints are being provided, and we say, for the hundredth time, that unless men build on a better foudation we shall soon slip back into the old round of sowing winds and reaping of sowing winds and reaping whirlwinds. But do our hearts really grieve over the lack of certainty in sense of direction?

Do we feel as keenly about these things as we should, for instance, about the plight of a child with its foot caught in a gate? Do we feel we must push and pull and struggle and contrive and go on doing somethings, the best we can do, until we achieve release?

While I maintain constant watch for signs of concern - the constructive concern which acts effectively - I must confess that I see more of the shrugged shoulder than grieved heart. How much do we see? Lord, that we may receive our sight!

We do not allow the Divine point of view that shines forth steadily from the Bible to determine our own point view. "For the Son of man is come to seek and to save that which was lost" (Luke 19.10).

sábado, 23 de julho de 2011

O MELHOR DE DEUS PARA O MUNDO

TEXTO: João 3.16: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

INTRODUÇÃO

O mundo dos homens, atolado no lamaçal do pecado que distancia-o da presença de Deus recebe do próprio criador o maior de todos os presentes. Até hoje tão incompreensível e tão profundo que traduz a natureza de Deus naquilo que se constitui sua essencia: Deus é essencialmente amor.

I. UMA DÍVIDA QUE NÃO PODÍAMOS PAGAR

A viúva, cujo marido havia morrido, não podendo pagar a dívida herdada, estava na mira dos credores que viriam levar seus filhos como pagamento (2 Reis 4.1); Zaquel, reconhecendo a possbilidade de enriquecimento ilícito, declarou a Jesus que "restituiria quatro vezes mais" (Lc 19.8), porém, o pecado é inegociável, não há dinheiro ou posição social que possa influir. Em salmos 49.8, lê-se que "o resgate da sua alma é caríssima, e os recursos cessariam".

A violação da lei de Deus pelo Homem gerou essa dívida. O pecado que entrou no mundo por causa da desobediência teve como resultado a exigência de um pagamento a altura do dano. Mas que oferta seria feita? E quem estaria disponível e habilitado a cumprir todas as exigências da dívida? Em Romanos 3.10 está escrito: "Não há um justo, nenhum sequer"; "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23).

II. UMA VIDA PELA DÍVIDA UNIVERSAL

Um sacrifício expiatório era a saída. Mas para cumprir as exigências, a vítima ou o cordeiro teria que ser imaculado, puro, sem pecado. O profeta Isaías previu quem seria o cordeiro 600 anos antes de sua aparição: "Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca" (Isaías 53.5-7). Tempos mais tarde, no levantar da poeira do deserto, ás margens do Rio Jordão, João o reconheceu: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1.29).

III. ATRIBUTOS DO AMOR DE DEUS

O amor de Deus envolveu, antes de tudo, um ato. Um ato de doação.

CONCLUSÃO

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A ORAÇÃO NA VIDA DE JESUS
















A Bíblia Sagrada no Antigo Testamento mostra onde foi possível ir através da oração. Orar e ser respondido é a prova de que alguém tem, de fato, ligação com os céus. Elias, Josué, Daniel, Ana eram homens e mulheres de oração. Mas é no Novo Testamento que encontramos o exemplo mais fiel do grau de intimidade cultivado por meio da oração: Jesus.

Jesus viviam constantemente em contato com o Pai em oração. Noites e noites foram por Ele dedicas ao diálogo com Deus. Em Mateus 14.23, Jesus mostra que a solidão muitas vezes é necessária para nos encontrarmos com Deus em oração. "E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só". Porque existe assuntos em nossa vida que precisam ser tratados exclusivamente com Deus. São coisas que só Ele entende. Jesus, desde a sua mais tenra idade soube que não poderia contar com ninguém para dizer aquilo que afligia o mais profundo de sua alma. Mas a Deus, tudo podia ser dito. Ele nos conhece por dentro e por fora e é quem penetra no mais profundo do nosso ser.

Jesus foi quem disse que a oração não dependia de excessos de palavras gramaticalmente corretas. Preciosismos e latinismos não acrescentam nada a oração. Disso os hipócritas entendiam bem. A oração é uma conversa tão pessoal, singela e sincera que o procedimento é descrito pelo próprio Mestre a seus discípulos: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente" (Mateus 6.6).

Quando você for orar lembre-se disto. Deus quer lhe ouvir, sem rodeios, sem meias palavras... Com toda sinceridade do seu coração. Você irá se surpreender com as coisas em seu redor, com as pessoas, com as maravilhas advindas da parte de Deus por meio da oração.

sábado, 20 de novembro de 2010

A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS CRISTO

Lição 8. 21 de novembro de 2010.
Texto Áureo:
"E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus" (Lc 6.12)

Verdade Prática:
A vida de oração de Jesus é um exemplo para todo crente que deseja cultivar um relacionamento íntimo com o Pai e agradá-Lo em tudo.

Leitura Bíblica em Classe:

Evangelho de João, capítulo 17. 1-4; 15-17;20-22.

Versículo 1. Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti. O capítulo 17 de João, para mim é um dos momentos mais sublimes do ministério terrestre, ou como dizia os expositores antigos da Bíblia, "terreal de Jesus". Mas, se há um termo que preciso destacar neste versículo é a parte em que Jesus afirma: "...é chegada a hora!". Isto numa clara demonstração de que para aquele momento foi que Ele veio ao mundo. Aquele momento era singular, era a hora em que o Filho seria glorificado no Pai através do sacrifício na cruz. Sua alma estava angustiada, perplexa com as coisas que podia antever a respeito dEle mesmo (Hb 5.5-8; João 12.27). Um turbilhão de pensamentos complexos borbulhava na mente do Nosso Salvador, mas a imagem de seus discípulos, daqueles homens e mulheres que O acompanhavam era tão nítida, tão forte aquele sentimento de quem não os podia abandonar, não importava o que acontecesse Ele os amava e precisava pedir ao Pai por eles. Versículo 2. assim como lhe desse poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. Ao vindicar a glória que tinha com o Pai antes da fundação do mundo (17.24) é evidenciado que a encarnação do Verbo de Deus abriu a porta de acesso à vida eterna (Tito 3.5). E prossegue afirmando o texto do versículo 3: "E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste". No versículo 4, existe a afirmação inequívoca de que Jesus nunca disse algo ou fez ou ensinou sem que tributasse a glória exclusivamente Àquele que O enviou, o Pai ("Eu não recebo glória dos homens!" - João 12.42; "Eu não busco minha glória" - 8.50; "Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo..." - Hb 5.5).
Já no versículo 15, Jesus intercede claramente pedindo ao Pai que nos os tire do mundo, mas que os livre do mal. Quanto a isto não podemos assumir posturas extremadas. Estamos no mundo e por isso não podemos deixar de ter boas relações com nossos colegas de classe da escola ou da universidade, no trabalho, na vizinhança, não podemos assumir uma postura de ermitão vivendo incomunicáveis. A Bíblia chama tal postura de viver ascético. "As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne" (Colossenses 2.23) . Como também, não podemos cair na falácia do mundo gospelinizado, do tipo tudo liberal em amplos sentidos. "Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano (Efésios 4:22). No versículo 16 há o reforço de nossa permanência transitória no mundo e no versículo 17 a expressão exata daquilo que deve acontecer àqueles que, de fato, seguem e pertencem ao Senhor Jesus: eles são santificados na verdade através da palavra de Deus. "Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade."