ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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sábado, 15 de janeiro de 2011

O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTES.


Lição 3, 16 de janeiro de 2011.

Texto Bíblico: Atos 2. 1-6,12.

Amanhã as escolas dominicais de todo o Brasil tratará de um tema palpitante: o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. É tema atual porque cremos pela Bíblia e pela experiência pessoal de milhões de irmãos que Deus continua derramando do seu Espírito na vida dos que crêm para promover a edificação e consolação da Igreja, sobretudo, para capacitá-la a fazer a obra de evangelização com poder do alto.

Entendendo o que aconteceu no Pentecostes

O Festival de Pentecostes ou das semanas era tradicionalmente parte das três principais festa anuais judaicas, onde acorriam para Jerusalém judeus que haviam sido disperso por toda a vasta região do Império Romano e até mesmo para além das fronteiras (Ex 23.14-17; 34.18-23).

Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento (Ex 23.14-17; 34.18-23). Originalmente, essa festa é referida com vários nomes:

Festa da Colheita ou Sega - no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada, essa festa ganhou esse segundo nome. Provavelmente, hag haqasir Festa da Colheita é o nome original (Ex 23.16).

Festa das Semanas - no hebraico, hag xabu´ot. A razão desse nome está no período de duração dessa celebração: sete semanas. O início da festa se dá, cinqüenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo (Dt 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10).

Dia das Primícias dos Frutos - no hebraico yom habikurim. Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Nm 28.26). Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do antigo calendário bíblico. Na primeira, Páscoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda, Colheita ou Semanas, entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa, Tabernáculos ou Cabanas, o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara e figo, especialmente.

Festa de Pentecostes. As razões deste novo nome são várias: (a) nos últimos trezentos anos do período do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito popular entre os judeus. Os nomes hebraicos - hag haqasir e hag xabu´ot - perderam as suas atualidades e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é cinqüenta dias depois (da Páscoa). Como o Império Grego assumiu o controle do mundo, em 331 anos antes de Jesus, é provável que o nome Pentecostes ganhou popularidade a partir desse período.

O capítulo 2 de Atos dos Apóstolos relata que "E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar" (v.1). Quem? Os que receberam as instruções expressas pelo próprio Senhor no Monte das Oliveiras. Antes de este ser assunto ao céu: "E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes." (At.1.4). Onde? Obviamente, num cenáculo, onde era possível reunir de 120 a 500 discípulos de Mestre. Quando? Exatamente no final do festival.

No versículo 2.2 vemos "E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados." Foi possível perceberem que a origem do barulho era do céu! Um vento forte e impetuoso invadiu o recinto. E eles, o que faziam no momento? Estavam todos sentados. Esse é o detalhe que quero destacar. Se você tiver compromisso com a verdade das Escrituras ira transmitir exatamente isto para sua classe: "Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos." (Zacarias 4.6).

Eles nem mesmo estavam orando e não há registro de que cantavam. Estavam simplesmente sentados. Obedecendo ao que Jesus lhes havia determinado. O que quero dizer é que muitos movimentos que se dizem pentecostais estão mais preocupados em fazer rituais de batismos com o Espírito Santo levando os fiéis a ficarem afônicos de tanto gritarem e por fim, quando são batizados eles experimentam uma vida fazia de propósitos por não estarem alicerçados na Palavra de Deus, muitos dos quais acabam desviados.

É claro que para ser batizado é preciso crer, buscar em oração, mas também na Palavra de Deus se alicerçar! Quem foi que disse e onde está escrito na Bíblia que para ser batizado com o Espírito Santo é preciso ir além das nossas forças? Seguir rituais estranhos? O versículo 2 deixou claro que o Espírito Santo veio sobre eles naturalmente de forma sobrenatural, ou seja, eles não precisaram extrapolar em nada! Quem batiza é Jesus. João disse "Eu vos batizo com água para arrependimento, mas aquele que vem após mim é mais poderoso que eu. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.

A razão do Batismo com o Espírito Santo.

O Apóstolo Pedro afirmou: "Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós". Em outras palavras tudo tem sua razão. E a razão do batismo com o Espírito Santo é cumprir com os objetivos estabelecidos por Deus através do Filho:

1.Ousadia para testemunhar Jesus Cristo (At 1.8,22);
2.Poder para realizar milagres (At 5.1-11);
3.Carisma para ministrar à Igreja (At 6.3,5);
4.Oração em língua para edificação espiritual (1 Co 14.2,4).

Espero ter contribuído positivamente para sua edificação espiritual enquanto professor de escola bíblica de sua congregação. Boa aula.

sábado, 11 de dezembro de 2010

A ORAÇÃO QUE CONDUZ AO PERDÃO














Texto Áureo: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto" (Salmos 51.10)

Verdade Prática: Um espírito quebrantado em oração é um poderoso instrumento para restaurar a comunhão com Deus.

Leitura Bíblica em Classe: Salmos 51.1-13.

Autoria. (Ano possível 992 a 991, há 1018 anos passados, ref. 2010) O texto do salmo 51 é atribuído a Davi, tendo-se como base o momento posterior ao encontro do Profeta Natã (1 Sm 11 e 12). Este, expôs todo o mal que Davi havia cometido. Num ato penitente, Davi evoca não a justiça de Deus, cabível ao ato, mas a misericórdia.

Gênero Literário. Esse tipo de salmo, comum no seu conjunto, pode ser classificado como um salmo penitencial. A penitência, compreendida como uma disposição mental que - em face de uma penalidade pré-anunciada - o infrator volve-se para seu Senhor com coração arrependido pela falta cometida, contrito e humilhado suplica pelo perdão.

Texto. (Versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel) Versículo 1: "[Salmo de Davi para o músico-mor, quando o profeta Natã veio a ele, depois dele ter possuído a Bate-Seba] Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

Observemos que Davi, evoca a misericórdia de Deus. Tal fato me faz lembrar um dos princípios bíblicos: A justiça de Deus é implacável (Porventura perverteria Deus o direito? E perverteria o Todo-Poderoso a justiça? Jó 8:3); porém, cheia de misericórdia (Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias... 2 Coríntios 1.3).

A palavra hebraica 'Kapar', segundo nos mostra Wycliffe, encerra o sentido de cobrir o pecado da vista de Deus (Salmos 78.38; cf. Dt 21.8; Jr 18.23). E esta era a razão de existir dos sacrifícios oferecidos pela expiação da culpa (Levítico 14.13-14) e pela existência do Ministério Sacerdotal (Hebreus 5.1-3).

Mas Davi apela não para os rituais do ofício sacerdotal (como iremos ver amais adiante) e sim para a "multidão das misericórdias de Deus". Ele clama para que Deus APAGUE suas transgressões apontando para Aquele que viria espargir, um dia, seu próprio sangue em favor dos pecadores.

Versículo 2:"Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado".

Davi, nesse versículo, sente e expressa em seu clamor uma verdadeira necessidade de ver-se lavado completamente de sua iniquidade. A consciência, esse juízo que ora nos defende, ora nos condena está sempre no mesmo lugar de nossas almas para nos fazer sofrer com a repugnância de atos vergonhosos. Chegamos a enojar só em pensar nas consequências pessoal, social e espiritual dos atos que poderiam ser evitados pelo comando de nosso arbítrio. Ele conclui: "purifica-me!"

Davi evidenciou, através desse clamor, a possibilidade da alma purificada através de um sacrifício vicário, isto é, num futuro mais à frente de sua época, Jesus haveria de vir, o Verbo haveria de encarnar para então dar sua própria vida, derramar seu próprio sangue em nosso resgate. "e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (1 João 1:7).

Versículo 3:"Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim".

O perdão, só pode se processar em minha vida se eu me dispuser a buscá-lo, aniquilando toda a propensão de autojustificação. Davi foi no alvo da questão: "Conheço as minhas transgressões!".

Versículo 4: "Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares".

Um passo decisivo na vida de qualquer transgressor é reconhecer sua real condição: "pequei", "fiz o que é mal". E contra quem? "Contra ti", "à tua vista". Davi colocou a justiça de Deus acima das contradições humanas: "Para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares". Ou seja, no momento em que o Eterno Juíz, pronunciasse a sentença, Davi, na condição de réu já havia reconhecido a culpa e exatamente por isso, anuladas toda e qualquer possibilidade de defesa diante do pecado praticado ele apela para a misericórdia de Deus.

Versículo 5:"Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe".

Nesse versículo, Davi mostra a inerência do pecado na natureza humana, assim como Paulo a frisou em Carta aos crentes que estavam em Roma: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23).
De modo, que ninguém pode se justificar diante de Deus, senão através do Filho. Ele veio para nos salvar e justificar diante do Pai.

Versículo 6: "Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria".

Se a natureza essencial de Deus é constituída pela verdade, e na verdade de funda a verdadeira sabedoria, Ele se compraz em ensinar-nos a sabedoria para nos fazer entender e guardar a verdade no íntimo. A verdade deve se situar em nós traduzida pela pureza, santidade e justiça de Deus.

Versículo 7: "Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve".

No ritual sacerdotal, o Sumo Sacerdote, tendo imolado o cordeiro, embebe o sangue derramado numa espécie de esponja, de um arbusto chamado hissope, (Hb 9.19) e então asperge sobre o povo. Davi clama para o único que pode torná-lo puro, mais alvo que a neve, o Sumo Sacerdote de nossas almas, Jesus Cristo. "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã" (Isaías 1.18); "Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hebreus 4.14-16).

Orientação Pedagógica. Quando estivermos diante da classe, eis aí o grande desafio educacional. Podemos simplesmente nos limitar a comentar superficialmente o tema da lição, levando o ensino para o lado emotivo; ou assumirmos a postura de um verdadeiro educador cristão, que sem rodeios, transmite habilmente o conteúdo não deixando para trás nenhum de seus múltiplos aspectos.

Por fim, lembremo-nos disso: a lição e o comentário são partes acessórias do livro principal que é a Bíblia. Logo, a lógica sugere que o texto bíblico em classe não seja relegado a um segundo plano, muito menos esquecido. Obrigado e boa aula.

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Lições Bíblicas/4º Trimestre de 2010/CPAD.