ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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sexta-feira, 18 de março de 2011

AS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE PAULO


Lição 12 / 20 de março de 2011

Texto Áureo

"E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (At. 13.2).

Prestando um pouco mais a atenção no verbo "servindo" que vem do grego originário do vocábulo DULIA é derivado de DOULÉUO que trás como equivalente, servir, ser escravo, subserviente. Este verbo é usado para expressar o nosso dever de servir a Deus aparecendo em passagens como Mateus 6:24 - Atos 20:19 – Romanos 12:11;14:18 e outras mais. Indicando dedicação submissa do DOULOS (Servo) a seu Senhor. Tal fato se reveste de três verdades insofismável:

1º. Deixa claro que é possessão absoluta de Cristo. Jesus o amou e o comprou mediante um alto preço (1 Co. 6.20). Por isso, não pode pertencer a mais ninguém além de Jesus Cristo.

2º. Deixa claro que deve a Cristo obediência absoluta. O escravo não tem vontade própria; sua vontade é fazer a vontade do seu senhor. As decisões do seu senhor são as que regem a sua vida. Paulo não tem outra vontade senão a de Cristo. Seu projecto de vida é obedecer a Ele. Por fim;

3º. Deixa claro que ser servo de Cristo é a maior honra. Esse é o mais elevado dos títulos. A escravidão cristã não é uma sujeição humilhante e degradante; pelo contrário, como disse Agostinho, quando mais servos de Cristo somos, mais livres nos sentimos. Ser escravo de Cristo é ser rei. Ser escravo de Cristo é o caminho para a liberdade perfeita. Porque somos escravos de Cristo, somos livres da penalidade, da escravidão e da degradação do pecado.

Daí o Espírito Santo dizer "Separai-me a Barnabé e a Saulo para uma obra a que os tenho chamado".

É claro que, para uma compreensão razoavelmente aproximada do texto de Atos 13, necessitaríamos de um mapa geográfico e histórico. Porque é a partir de onde iremos identificar e pontuar os vários níveis de embates próprios das viagens missionárias paulinas.

Verdade Prática

A expansão da igreja é um processo que envolve a ação do Espírito Santo e a obediência irrestrita do crente ao mandato evangelístico de Jesus.

Texto Bíblico

Atos 13.1-5; 46-49.

1. E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores*, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.

2.E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

3. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.

4. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

5. E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.
___________________
profetas e doutores* A respeito desses dois elementos ministeriais presentes na Igreja, o Pr. Estevão Ângelo de Souza (In memória) tratou de descrevê-los em livro de sua autoria Títulos e Dons do Ministério Cristão. Editado pela CPAD.

O subsídio CPAD destaca de forma simplificada o seguinte:

Na primeira viagem missinária as igrejas na Galácia são estabelecidas (At 13 – 14). As cartas de Paulo aos Gálatas foram enviadas para estas igrejas.

Na segunda viagem, o evangelho foi levado até a Macedônia, e fundaram-se igrejas em Filipos e em Tessalônica (At 15.36 –18.22). Na Acaia, Paulo fundou a igreja em Corinto, e apresentou seus ensinos na mais alta instância filosófica do mundo ocidental: o Areópago em Atenas (At 17.19-34).

Na terceira viagem, Paulo permaneceu mais de dois anos em Éfeso, formando ali uma importante comunidade cristã (At 19). O evangelho se espalhou pela Ásia Menor, chegando a Colossos e a Laodiceia.

Quando lemos sobre as viagens missionárias do apóstolo Paulo nos capítulos 13,14,16–20 de Atos dos Apóstolos, verificamos a estratégia missionária de Paulo em torno do seguinte tripé: estabelecimento da igreja local; estabelecimento de obreiros; confirmação da Igreja.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A CONVERSÃO DE PAULO

Gostaria de, com a graça de Deus, poder avançar um pouco mais para além daquilo que já está bastante claro no texto de Atos 9 e esclarecer um ponto importante da vida do Apóstolo dos Gentios.

Em resumo, Saulo de Tarso, cidade não insignificante,província da Cilícia ERA SAULUS (Nome dado pelos pais fariseus em homenagem ao primeiro rei de Israel, AO MESMO TEMPO PAULUS (Nome registrado em seu título de cidadão romano). Sobre isto, o mesmo tribuno militar em Jerusalém a quem Paulo se apresentou como um judeu de Tarso, ficou surpreso, ao ser informado, mais tarde, que Paulo também era cidadão romano. “Dize-me”, ele perguntou a Paulo: “És tu [cidadão] romano?” Quando Paulo respondeu: “Sou”, o tribuno continuou: “A mim me custou grande soma de dinheiro este título de cidadão”. “Pois eu”, redargüiu Paulo, “o tenho por direito de nascimento” (At. 22.27s).

Com isto, quero reafirmar que não são duas pessoas, ou uma que se transformou noutra. Trata-se da mesma pessoa. Paulo, o Apóstolo. Há inúmeros cristãos que foram condicionados até por hino da Harpa Cristã que Saulo foi transformado em Paulo por obra do Espírito Santo, quando na verdade, Deus, por meio de Jesus, através do Espírito Santo transformou radicalmente o carater de Paulo, não o nome.

Nota geopolítica:

A Cilícia, território que margeava o Mediterrâneo no sudeste da Ásia Menor, abrangia duas regiões bem diferentes. Havia a planície fértil no leste chamada de Cilícia Pedias, entre as montanhas Tauro e o mar; a rota de comércio da Síria para a Ásia Menor passava por ela, atravessando o monte Amano pelas Portas Sírias e cruzando a cadeia de montanhas do Tauro, pelas Portas da Cilícia, para o centro da Ásia Menor. A oeste destas ficava a região costeira montanhosa da Cilícia Tracheia (Cilícia acidentada), onde a cadeia de Tauro desce para o mar.

A contribuição mais destacada de Paulo ao mundo, porém, foi sua apresentação das boas novas da graça gratuita – como ele mesmo teria dito (corretamente), sua re-apresentação das boas novas explícitas no ensino de Jesus e corporificadas em sua vida e obra. A graça de Deus que Paulo proclamou é livre e gratuita em mais de um sentido: livre, no sentido em que é soberana e desimpedida; gratuita, no sentido de que é oferecida às pessoas, para ser aceita apenas pela fé, e livre no sentido de que é fonte e princípio de libertação delas de todo tipo de servidão interior e espiritual, incluindo a servidão do legalismo e a servidão da anarquia moral.

O Deus cuja graça Paulo proclamou, é o único que faz milagres. Ele cria o universo do nada; chama mortos de volta à vida; justifica o ímpio. Este terceiro é o maior milagre de todos: criação e ressurreição correspondem ao poder do Deus vivo e vivificador, mas a justificação do ímpio é, à primeira vista, uma contradição do caráter justo de Deus, o juiz de toda a terra, que, em suas próprias palavras, “não justificarei o ímpio” (Ex 23.7). Porém a qualidade da graça divina é tal que, no próprio gesto de estendê-la aos que não a merecem, Deus demonstra que Ele mesmo é “justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.26).

O conceito que Paulo tem de Deus, está completamente alinhado com o ensino de Jesus. O Deus que, em parábola após parábola, perdoa gratuitamente o pecador ou recebe o pródigo que retorna, não exerce a qualidade da misericórdia à custa da sua justiça: ele continua sendo o Deus coerente do qual a própria coerência é a razão de pecadores “não serem consumidos” (Ml 3.6); ou aquele que, nas palavras de outro profeta do Antigo Testamento, “não retém a sua ira par sempre, porque tem prazer na misericórdia” (Mq 7.18).

segunda-feira, 15 de março de 2010

LIÇÃO 12 VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR


Esboço da Lição:
Texto áureo: "Em verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor" (2 Co 12.1)

Verdade Prática: As experiências espirituais são importantes, mas não devem ser o principal requisito para o reconhecimento ministerial de um obreiro.

Leitura Bíblica em Classe: 2 Co 12.1-4, 7-10, 12.

INTRODUÇÃO

I. A GLÓRIA PASSAGEIRA DE SUA BIOGRAFIA (vv 11-33)
1.1 A glória maior de Paulo não está em sua biografia, e sim no sofrimento padecido por causa do Evangelho.
1.2 Paulo se opõe à arrogância dos judeus-cristãos.
1.3 Paulo responde contrastando os falsos mestres.

II. A GLÓRIA DAS REVELAÇÕES E VISÕES ESPIRITUAIS (12.1-4)
2.1 Visões e revelações do Senhor (12.1)
2.2 O "Paraíso" na teologia paulina (12.2-4)
2.3 A atualidade das experiências espirituais.

III. A GLÓRIA DOS SOFRIMENTOS POR CAUSA DE CRISTO (12.7-10).
3.1 O espinho na carne (12.7,8)
3.2 Paulo reafirma que se gloria na fraqueza (12.10)
3.3 A explicação do paradoxo do gloriar-se nas fraquezas (12.9,10)

CONCLUSÃO

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO

Começarei com uma afirmativa preocupante: não poucos os ministérios (em alguns casos nem ministérios são, mas sim, movimentos) que fundamentam sua existência e a de seus seguidores em visões e revelações, colocando tais experiências espirituais acima da autoridade da Palavra deDeus. E ai temos incontáveis pastores precoces, inexperientes, imaturos, neófitos, que arrebanham muitas pessoas após si com essa mesma filosofia, essa mesma forma de encarar as coisas espirituais, abrindo as portas para as várias disporções teológicas.

Na igreja de Corinto haviam pessoas que supervalorizavam essas experiências. E isto até lhes servia como uma espécie de auferir créditos espirituais a uns em detrimento de outros.

Experiências espirituais são sempre enriquecedoras. Elas assumem um caráter pessoal singular, intransferível, desde que não estejam acima dos limites doutrinários. Nesta lição, fica claro que nem a igreja nem crente algum pode depender de experiências, como visões, revelações e outras manifestações para conhecer a vontade de Deus, essencialmente contida em Sua palavra. A palavra de Deus tem a primazia. Um exemplo disso temos nos Atos dos Apóstolos, capítulo 10, quando, não obstante ter visto e ouvido um anjo do Senhor, Cornélio - o Centurião, em obediência ao que lhe fora dito por meio do anjo, enviou mensageiros à Jope, e tranzendo Pedro até a sua casa onde estava reunido a familia e alguns amigos íntimos disse: "Estamos todos aqui e queremos ouvir o que tens a dizer". Pedro, começa lhes falando o que sobre Jesus diziam as Escrituras. Num dado momento, enquanto ele falava da palavra de Deus "caiu o Espírito Santo sobre todos eles e começaram a falar em outras línguas e foram cheios do Espírito Santo".


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O MINISTERIO DA RECONCILIAÇÃO


Reconciliar é fazer com que as partes litigantes (luta, peleja, demanda, contenda)voltem, mudem (gr:katallassõ), reatem (Latim: reconciliatio)seu estado anterior, que é o de paz. O Homem, gênero, ao ter rompido com Deus através do pecado, teve duas consequências terriveis: o rompimento da comunhão com Deus. "Todos pecaram e destituidos estão da glória de Deus" (Rm 3.23); e o banimento da presença de Deus. "O salário do pecado é a morte..." (Rm 6.23).
Esse foi o legado que a humanidade recebeu de Adão segundo a carne (1 Tm 2.14). "No entanto, a morte reinou desde Adão até Moises, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança de Adão..." (Rm 5.14). Sendo com isto, impossível que o Homem atraves de ses proprios meios e iniciativa pudesse reatar sua comunhão com o Criador.
Em 1ª Coríntios, capitulo XV, versiculos 45 em diante, o Apostolo Paulo faz o paralelo diferenciador quanto ao efeito, Adão terreno, e o "Adão celeste", o espiritual. O primeiro trouxe-nos a morte; mas o segundo, como Senhor e Deus, trouxe-nos o espírito vivificador.
Foi através de sua obra salvífica que ele nos resgatou e nos comissionou para sermos ministros de um novo testamento (2 Co. 3.6), dando-nos Ele mesmo, o ministério da reconciliação (2 Co 5.18), instrumentalizando-nos com a palavra da reconciliação (2 Co 5.19). Logo, eu, você, todos os que um dia foram chamados por Deus, através de Cristo, temos esse ministério que consiste em programar em todo tempo, em todo lugar, a obra expiatoria de Jesus, sendo impelidos, controlados, constragidos pelo seu amor (2 Co 5.14).
"Ele derramou sua alma na morte" (Is. 53.12), esta é a expressão usado pelo profeta Isaias, muito tempo antes dEle vir a este mundo com um proposito definido: "buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19.10). Para isto Ele deveria tomar o meu e o seu lugar na Cruz. Quando dizemos que sua morte é expiatória estamos falando de uma pena substitutiva, morte vicária, onde a vítima do sacrifio era oferecida no altar do holocausto para expiar, remir da culpa o pecador. Cristo se ofereceu voluntariamente para nos reconciliar com Deus. Este é o conteúdo daquilo que devemos proclamar. Este é o ministério da reconciliação.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Lição 2: O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO


Texto Áureo:

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação” (2 Co 1.3)

Texto Bíblico: 2 Co. 1-7.

Podemos considerar a existência da aflição sob duas óticas: na perspectiva intrapessoal e na interpessoal. A aflição intrapessoal (intra=posição interior, de dentro) indica que o mal estar gerado pode ter sua origem na própria pessoa, voltada para si própria. É o caso de alguma doença que se instalou no corpo, por exemplo, e não tem relação direta com as pessoas que nos cercam. A causa pode ser simplesmente física ou pode ser espiritual.
Já na ótica interpessoal (inter=interação, reciprocidade), a aflição é acarretada como resultado das relações pessoais, pois vivemos numa dinâmica de interatividade com o outro e isto, em determinado nível, pode nos incomodar, nos aborrecer e até mesmo nos fazer adoecer, quando consideramos a possibilidade de psicossomatizar emoções destrutivas.
Paulo, em suas cartas, principalmente em 1 e 2 Coríntios, demonstra alta capacidade para lidar com a aflição, deixando sua contribuição literária a cerca da teologia do sofrimento cristão em contraposição ao argumento do movimento da Prosperidade que advoga a idéia de que o crente fiel não sofre.

Não podemos nos situar, em hipótese alguma, sob pretexto algum, nos extremos. Há pessoas piedosas, freqüentes na igreja, nas reuniões de oração que vivem e se alimenta do próprio sofrimento, achando que quanto mais sofrerem estarão pertos de Deus. É a posição do crente “coitadinho”. Eles deliberadamente se esquecem do que Jó afirmou: o mesmo Deus que fere é o Deus que sara (Jó 5.18); ou o que Jesus disse: “Tenho vos dito isto, para que em Mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33), o Salmista afirmou: “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas” (Sl 34.19), “Por causa da opressão do pobre e do gemido dos necessitados Me levantarei agora, diz o Senhor e porei a salvo aqueles para quem eles assopram” (Sl. 12.5).

No outro extremo estão as pessoas que não aceitam a realidade da aflição, das angústias da vida por tomarem como certa a extinção de todo e qualquer sofrimento. Elas afirmam que Cristo já conquistou na cruz nossa vida plena conforme Isaías 53. Como “Ele levou sobre si todas as nossas dores” não devemos aceitar infortúnios em nossa vida. Quando isto ocorre é porque não aprendemos a declarar a palavra de Deus, ou porque estamos em pecado.
São pessoas igualmente piedosas e que buscam a Deus, como nós. Porém vêem a revelação da Palavra como outros olhos. Ou seja, vivem no extremo da questão.

O correto é procurarmos viver de forma equilibrada. Para isto, precisamos sair dos extremos, e aprender com Paulo que a vida do cristão é repleta de lutas e tribulações e é exatamente por esta razão que Jesus prometeu estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mateus 28.20) e, ainda mais, Ele enviaria o outro Consolador, que é o Espírito Santo para nunca nos sentirmos sós, nem desamparados (João 14.16).

Orientações Aditivas

Como na primeira lição, os elementos introdutórios de 2 Coríntios estiveram presentes, é pouco producente continuarmos batendo nessa mesma tecla, quando o tempo da aula pode ser preenchido de várias formas criativas. Por exemplo, podemos fazer uma síntese da visão de Paulo sobre a aflição, mostrando o que ele sofreu por amor ao evangelho de Cristo, a árdua posição de um ministro enviado por Deus e focarmos o consolo que vem de Deus e nós como despenseiros desse consolo na comunidade cristã.


Esboço da Lição:

INTRODUÇÃO
I. UMA SAUDAÇÃO ESPECIL E INSPIRADORA
1. Sua identificação pessoal e os destinatários
2. O apostolado Paulino e a vontade de Deus
3. Sua saudação especial
II. AFLIÇÃO E CONSOLO
1. Paulo, sua fé e gratidão.
2. O consolo divino e o consolo comunitário
3. A aflição na experiência cristã.
III. AMARGURA E LIBERTAÇÃO
1. Paulo enfrenta uma terrível tribulação.
2. Paulo confia em Deus para sua libertação.
3. Paulo confiou em Deus e foi liberto.
CONCLUSÃO

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Lição 1: A DEFESA DO APOSTOLADO DE PAULO


Texto Áureo:

“Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo” (2 C0 1.5)

Texto Bíblico: 2 Coríntios 1.12-14; 10.4,5.

Ao iniciarmos o primeiro trimestre de 2010 com o estudo da segunda epistola de Paulo a Igreja que estava em Corinto, com o tema “Eu, de muito boa vontade gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas” talvez seja oportuno lembrar que Paulo, autor dos 13 livros que compõe a maior parte do Novo Testamento foi o pioneiro responsável pela circulação de escritos entre os cristãos mesmo antes dos evangelhos. Isto nos dá mais ou menos uma idéia do quanto as comunidades cristãs formadas ao longo dos 50/60 primeiros anos da igreja careciam de maiores informações e ensino doutrinário. E, quando nós volvemos o olhar para a crescente população cristã espalhada por toda a região da Ásia Menor podemos imaginar quão urgente era a preocupação de Paulo em fazer circular suas cartas, ora com o gênero literário e estrutura que variava entre tratados teológicos profundos que versavam sobre a natureza da salvação em Cristo, a fé, os dons espirituais, a santidade, a segunda vinda do Senhor, ora com o simples estilo e linguagem direta como no bilhete enviado a um certo Filemon, cujo portador era, na verdade, o próprio escravo que havia fugido de seu senhor.
A preocupação de Paulo era justificada pelo fato de lá fora, fora dos limites da palestina, do ambiente de Jerusalém, haver uma civilização, a gentílica, plurecultural, caracterizada pela vastíssima diversidade. Ele sabia que os crentes dessa região habitavam exatamente num mundo cujos padrões éticos e morais apresentavam uma variabilidade tal que o considerado abominação por uns poderia ser muito bem aceito por outros, num mesmo espaço geográfico.
É o caso, por exemplo, da cidade de Corinto. Uma metrópole rica, entreposto comercial, ponto para onde convergiam as principais correntes filosóficas e religiosas, tendentes ao politeísmo de cunho liberalista.
Não demorou muito para Paulo perceber que a igreja que ali nascera estava infectada com alguns indivíduos estranhos ao amor de Deus, ao propósito do evangelho. Logo se tornaram partidaristas (1 Co. 3), insolentes, permissivos (1 Co 5) e arrogantes (2 Co 11.13). Não obstante haver pessoas comprometidas com a verdade e fiéis aos princípios do evangelho de Cristo a situação espiritual exigia uma nova carta e Paula a deu.
Era necessário expor mais uma vez a natureza de seu chamamento para o apostolado, diferentemente daqueles falsos mestres, opositores de Paulo, que se auto proclamavam “apóstolos” sem legitimidade alguma, sem se fazer acompanhar pelas credenciais (2 Co 12.13) que atestam por si, aqueles verdadeiramente chamados por Deus.

Esboço da Lição

I. A CIDADE DE CORINTO
1. Uma metrópole estratégica do séc. I d.C.
2. Uma cidade histórica e libertina.
3. Local da carta.
II. OBJETIVO DA CARTA
1. Autoria e características da carta.
2. A carta tem um caráter pessoal.
3. A exposição do ministério e apostolado paulinos e a coleta para os necessitados.
III. AS LIÇÕES QUE APRENDEMOS COM PAULO
1. Amar sem ser conivente.
2. Ser obreiro é estar disposto a sofrer perseguições internas.
3. Paulo não tomou todos por alguns.
CONCLUSÃO