ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A FORÇA SILENCIOSA DA COBIÇA



Uma análise bíblica sobre a cobiça.

TEXTO: 1 Reis 21.1-7.

I. INTRODUÇÃO:
Existe um conflito próprio da experiencia humana. De acordo com Paulo, "trata-se de uma guerra entre duas forças opostas que ele chamava de carne e espírito" (Barclay, 1988). "Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis" (Gálatas 5:17).

A cobiça, constitui-se num desejo irreprimível, inquietante, ansioso, voraz, de possuir algo para além dos limites. Tudo nasce a partir da percepção, da constatação do atraente, do desejo que cresce silencioso no mundo dos pensamentos alimentado pelas janelas da alma, os olhos: "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo" (1 João 2:16). Nesse estágio de desenvolvimento desse sentimento maligno, a concupiscência, isto é, o desejo desenfreado já dominou e preencheu todos os espaços da alma, restando apenas a força do "querer possuir" acima de qualquer coisa.

A pessoa malignamente possuída diz " - Essa coisa tem que ser minha" ou " - Esse alguém tem que ser meu!". Deus, o Criador, já antevia quão comum essa situação poderia se manifestar em Israel: "Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo" 
(Êxodo 20:17).

II. ANÁLISE TEXTUAL
1 Reis capítulo 21, versículos 1-7.
1. Nabote, o jezreelita, possuía uma vinha ao lado do palácio que Acabe,   Rei de Samaria. Nabote não é mencionado em nenhum outro lugar a não ser neste capítulo. Era um judeu temente a Deus, proprietário de uma vinha em Jezreel que fazia limites com o palácio de inverno do Rei Acabe.

2. Então Acabe falou a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha ao lado da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor: ou, se for do teu agrado, dar-te-ei o seu valor em dinheiro. Acabe tinha, é claro, direitos legais e morais de tentar comprar a vinha de Nabote. Sua grande transgressão estava em ter deixado de respeitar o direito e privilégio do seu vizinho de recusar sua oferta. A Bíblia nada conhece da hedionda doutrina política de que o indivíduo existe para o estado. Acabe fez uma proposta de negócio ao seu vizinho, oferecendo-lhe pagar pela propriedade em dinheiro ou trocá-la por outra vinha.

3. Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a herança de meus pais. Nabote recusou-se, com base na religião, a vender a vinha a Acabe porque Deus proibira aos judeus de venderem sua herança de família (Lv. 25:23-28; Nm. 36:7 e segs.).

4. Então Acabe veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jizreelita, lhe falara, quando disse: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão.  Com modos emburrados e infantis, o rei voltou para o seu palácio, desanimado diante da recusa de Nabote.

III. APLICAÇÃO PESSOAL
Do latim "cupiditia". corruptela de "cupiditas" é o desejo imoderado de possuir. O cobiçoso é roído interiormente pela apetência de sempre ter mais. Eternamente insatisfeito, não tem escrúpulos quanto aos meios para saciar sua ambição desmedida. Não recua inclusive diante dos direitos alheios. É capaz de arruinar o próximo, sempre que, desta ruína, possa esperar algum proveito pessoal. A cobiça faz o homem infeliz não só o porque consome numa  chama insaciável como porque nem lhe permite usufruir serenamente do que possui. A raiz latina originária de Cupido, o deus mitológico filho de Vênus, dá ao termo a conotação de uma certa volúpia em possuir.

Nunca a bíblia foi tão exata quanto nos nossos dias ao descrever o presente século como uma época produtora de homens amantes de si mesmos, egoístas, cobiçosos e de torpe ganância e, para ser exato, esse sentimento já invadiu a igreja, pelo que, todo aquele que quiser salvar-se dessa geração perversa (Atos 4.20) deve acatar o conselho de Paulo: "foge dessas coisas!" (1 Timóteo 6.11).    

CONCLUSÃO

Existe uma guerra que se trava dentro de nós, só podemos nos manter vencedores se a cada dia, nos entregarmos a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BÍBLIA NVI; ARC, ARA.

PFEIFFER, Charles F.; HARRISON Everett F. Moody Bible Institute of Chicago. São Paulo: Editora Batista Regular, 1981.



TEXTOS BÍBLICOS CITADOS
1) 1 Reis 21.1-7; 2) Gálatas 5.17; 3)1 João 2:16; 4) Êxodo 20:17; 5) Lv. 25:23-28; 6) Nm. 36:7; 7) Atos 4.20; 8) 1 Timóteo 6.11. 












sábado, 21 de agosto de 2010

O NOME DELE É JOÃO

Depois de um período impossibilitado de postar meus comentários sobre as lições bíblicas dominicais dado ao volume de trabalho, eis que estou de volta para continuar com as reflexões nossa de cada dia. A lição deste domingo trás a seguinte temática: JOÃO BATISTA, O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO.

A última palavra profética do Antigo Pacto encerra uma promessa inquietante: "Eis que eu enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor" (Malaquias 4.5).

Essa palavra permaneceu viva apenas nos oráculos visitada por uns poucos que se dedicavam a estudar os escritos sagrados. Um lapso de tempo que durou 400 anos, o chamado período interbíblico se encarregou de obscurecer essa promessa. Mas no livro de Lucas, no capítulo 1.37, está escrito que "não haverá impossíveis para Deus em todas as suas promessas!". Até que, num certo dia, o Anjo Gabriel foi a cidade do grande rei Davi, anunciar ao sacerdote Zacarias, filho de Abias, que sua esposa Isabel, que era estério daria a luz a um filho. Zacarias, impossibilitado de falar por causa do sinal dado pelo Anjo Gabriel, escreveu: "seu nome será João!" (...) "Porque ele será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe" (Lc 1.15). Mas ainda a promessa de Deus não havia sido cabalmente cumprida. Até que o menino, separado para ser narizeu, foi habitar no deserto e lá, já crescido pôs-se a batizar a todos os que lhe procuravam. O evangelho de João registra no capítulo 1 (para o desconcerto dos espíritas que pregam a reencarnação utilizando o episódio de João, o Baptista), nos versículos 21 a 23: "...Quem és? És tu Elias? Ele disse, não. És profeta? Ele disse, não. Disseram-lhe, finalmente: Quem és, para darmos uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo? Ele respondeu: Eu sou a voz do que clama pelo deserto: Endireitai o caminho do Senhor..." E no versículo 29, quando João viu a Jesus se aproximando dele, exclamou: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!".
João, como o último profeta foi o arauto do Messias prometido. Embora tenha continuado sua missão após batizar Jesus nas águas do Rio Jordão, as promessas de Deus sobre a vinda de Elias havia se cumprido em João. Ele veio na força, na virtude de Elias. Este tão cheio do Espírito Santo quanto aquele, porém, duas pessoas distintas, cada uma com propósitos definidos.
João é o último da linhagem dos profetas: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João” (Mt 11.13).