ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

JESUS, A PLENITUDE DE DEUS



I. INTRODUÇÃO


Mais de dois mil anos se passaram e a figura extraordinária de Jesus continua exercendo grande influência na vida de centenas de milhares de pessoas de todas as nações. O que dEle se pode saber está nas Escrituras Sagradas, na Bíblia. Não obstante a torrente de postulações apresentadas pela crítica neotestamentária (não poucas dignas de crédito), a Bíblia, que resistiu a séculos, continua sendo a fonte principal e indispensável. 


Quem dizia ser por Ele mesmo: 1) "Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo." João 4:26; 2) "Eu sou o pão da vida." João 6:48; 3) "E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo." João 8:23; 4) Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou." João 8:58; 5) "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo." João 9:5; 6) Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas", João 10:7;  7) "Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido." João 10:14; 8) "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; João 11:25; 9) Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. João 13:13; 11); 10)"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14:6; 12) "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador." João 15:1; 13) "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro." Apocalipse 22:13. 

TRANSIÇÃO 

Apenas nestas 13 citações (todas registradas pelo discípulo amado, João, em fins do primeiro século), Jesus afirma ser não apenas um guia religioso com autoridade de profeta situado no contexto de Israel, mas o "Mestre e Senhor", que é ao mesmo tempo a "ressurreição e a vida". Mas, tudo poderia se resumir no plano terreal, se ele não tivesse abalado o mundo de então com a declaração de que "não é deste mundo" e que "antes do grande Patriarca Abraão" existisse, ele já existia.

II DESDOBRAMENTOS DAS AFIRMAÇÕES


"[...] para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" João 20:31

2.1 O MESSIAS. Em João, no 4º capítulo, Jesus acalma o espírito cansado e aflito de uma mulher samaritana afirmando que o momento chegará em que os adoradores adoração ao Pai em espírito e em verdade [...] Mas ao ouvir a mulher lhe dizer: "Eu sei que o Messias que se chama o Cristo, vem... Jesus afirmou: "Eu o sou, eu que falo contigo!" (Cf.: João 4. 24-26). As implicações decorrentes dessa afirmação produzirão grandes abalos para a liderança judaica.

A palavra hebraica para messias é meshiha que quer dizer "ungido", lembrando o dito pelo profeta Isaías: "E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor", Isaías 11:2; "O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado. E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os anteriormente destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração", Isaías 61:1-4;

2.2 O PÃO DA VIDA. A fome é o sinal de que o corpo precisa atender uma necessidade essencial à vida: a saciação. Na hierarquia das necessidades essenciais, não há como deixar de se alimentar. Os filhos de Jacó, ouvindo que no Egito havia alimento partiram em busca, porque "a fome era gravíssima na terra" (Gênesis 43:1); os quatro leprosos foram forçados por esta necessidade, entre morrer de fome e ousar entrar na cidade ele tomaram uma decisão (2 Reis 7. 3-4). A fome no Antigo Testamento poderia ser encarada de diversas maneiras, porém, sempre relacionadas à mão de Deus. As inúmeras lições nas quais o povo de Deus tem sido partícipe, demonstraram que esse tipo de privação é um dos mais implacável. "Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba. E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão. Porém ela disse: Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos. E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho", (1 Reis 17:10-13).
"Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR", (Amós 8:11).

"Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos", (Jeremias 15:16).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BÍBLIA SAGRADA. Versão Almeida Revisada Corrigida Fiel. Disponível em http://www.bibliaonline.com.br/  Consultada em 21/01; 07/03/2014.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CUIDADO! MENSAGENS POR E-MAILS DE "COMPRAS APROVADAS" PODEM SER UMA AMARDILHA FATAL



Fim de ano se aproximando, compras no mercado começando a aumentar, movimentação com cartões de crédito... É aqui que se processa um intenso trabalho de ¹"spam" ou espaniamento do Cracker, indíviduo que se 'especializa' no ramo criminoso de invadir sistemas, quebrar códigos e senhas, criar formas de indução ao erro através, principalmente, de e-mails falsos onde a "vítima" se sente compelida emocionamente a "clicar" exatamente no link preparado para capturar informações a partir das quais será possível movimentações bancárias ilegais, compras diversas envolvendo valores variados.

Quais são os alvos dos crackers? 


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1. Spam: esse termo é comumente usado para significar Sending and Posting Advertisement in Mass, ou "enviar e postar publicidade em massa". É o meio privilegiado dos cyber-bandidos fisgar suas vítimas; 2. Crackrs: É se designa o indivíduo que pratica a quebra (ou cracking) de um sistema de segurança, de forma ilegal ou sem ética, para fins de tirar proveito financeiro, utilizando-se de várias modalidades de invasão, dentre as quais o falso e-mail é o maus comum. É um agente criminoso em busca de vítimas; 3. Vítima:

sábado, 29 de junho de 2013

LIÇÕES DEIXADAS PELA TEMPESTADE

TEXTO: Mt. 8.23-27; Mc. 4. 35-41; Lc. 8. 22-25.

INTRODUÇÃO

Costumamos ouvir nas igrejas as histórias milagrosas envolvendo a pessoa de Jesus, chagamos a refletir, às vezes a nos emocionar, porque de certa forma, elas nos causam impactos. Outras vezes elas nos parecem tão distantes de nossa experiência imediata que não nos damos conta das lições que podemos extrair de cada história de milagre.
Como terá sido para aqueles que foram testemunhas oculares desses eventos? Quão profundamente eles não teriam sido tocados na alma ao ver as mãos limpas de Jesus, sem rodeios nem flash de alguma câmera, sem holofotes, untar os olhos do cego com lodo do chão (João 9.6,7) e determinar o milagre!
O mais extraordinário de tudo é que a Bíblia nos permite afirmar que tudo quanto foi escrito tem um propósito (Rm. 15. 4).
Então, quais as lições podem ser extraídas do milagre de Jesus sobre as forças da natureza, narradas por Mateus, Marcos e Lucas?

I. A TEMPESTADE SERVIU PARA REVELAR

Conforme a narrativa, Jesus, após entrar no barco ordenou que fossem para o outro lado. Ele devia estar bastante fatigado depois de mais um dia intenso, logo adormeceu. E eis que de repente surgiu uma grande tempestade de modo que as águas batiam no barco com grande violência e era forte a fúria do vento.

1.1 Por mais que eles soubessem sobre a área na qual transitavam, sempre há algo a aprender

Eles eram familiarizados com aquela parte da Galiléia. Uma região evitada pelos Judeus mais ortodoxos por ser povoada predominantemente por gentios (Mt. 4.15). A distância de um lado a outro do lago, de oeste a leste era de treze quilômetros; de norte a sul era de 21 quilômetros. Por causa de sua situação geográfica aquelas águas calmas podiam de uma hora para outra se transformar em redemoinhos violentos e perigosos, representando um perigo mortal, com formação de ondas de quase dois metros.

1.2 A fragilidade escondida dentro de cada discípulo

A tempestade serviu para evidenciar que não existem supercrentes. Esses mesmos discípulos que compuseram a missão dos setenta e voltaram maravilhados (Lucas 10. 17-19), foram os mesmos que estavam entregues ao total desespero (Mt. 8. 25; Lc. 24).
Todo aquele quadro repentino, a violência do vento, a força das águas, o barco jogado de um lado para o outro, fê-los sentir um medo apavorante! O pensamento dominante era que suas vidas estavam por um triz! O desespero os havia dominado e nada parecia ser mais inquietante do que ver, no meio de todo o alvoroço, Jesus dormindo na popa do barco! Eles não podiam associar tamanho contraste.

1.3 Que o medo pode nos fazer esquecer o que somos

Uma angústia terrível havia tomado conta dos discípulos. Essa angústia foi gerada pelo medo. A altura dos acontecimentos toda a experiência vivida ao lado de Jesus parecia não exercer sobre eles influencia alguma.
1.3.1 o medo que nos paralisa
1.3.2 o medo que nos apavora
1.3.3 o medo que nos neutraliza 
II. SEJA QUAL FOR A SITUAÇÃO NÃO PODEMOS NOS ESQUECER QUEM É QUE ESTÁ NO BARCO

2.1 Quem está no barco se preocupa tanto com tempestade que estava dormindo confortavelmente

VT – Salmos 104. 1-15: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, Deus meu, como tu és magnificente! Sobrevestido de glória e majestade. 2 Coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina, pões nas águas o vigamento da tua morada. Tomas as nuvens por teu carro, e voas nas asas do vento. Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros labaredas de fogo. Lançaste os fundamentos da terra para que não vacile em tempo nenhum. Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; e as águas ficaram acima das montanhas; à tua repreensão fugiram, à voz do teu trovão bateram em retirada. Elevaram-se os montes, desceram os vales, até ao lugar que lhes havias preparado. Puseste às águas divisa que não ultrapassarão, para que lhes havias preparado (...)

NT - Em João 1. 2-3 está escrito que “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”; Hebreus, 1.3: “sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder”; Colossenses 1.15-17: “(...) o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16 porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas”; Apocalipse 1.8: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”.

2.2 Quem estava no barco, para os discípulos, podia  se resumir como o Messias, Filho de David, mas para nós, ELE É DEUS!

CONCLUSÃO

“Onde está a sua fé?”, o questionamento de Jesus a seus discípulos ainda nos confronta nos dias de hoje.
a) Jesus é certeza de que o barco, com Ele a bordo, jamais se afundará.

b) A pesar das circunstâncias, Jesus está no controle de tudo.

sábado, 11 de maio de 2013

O CORDEIRO OS VENCERÁ

TEXTO: Apocalipse 17.14 
"Guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; e vencerão com ele os seus chamados, escolhidos e fiéis".

I. INTRODUÇÃO

O mundo dos Homens, que jaz no maligno (I João 5.19-"Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno") se encaminha para um desfecho previsto nas Escrituras Sagradas, o combate final contra o Cordeiro. Será um momento terrível, sem precedentes na História. O Salmo de número 2. 1-3 deixa isto claro ("Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vàs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas"). 

II. O SEGREDO DO CAMPEÃO INVICTO

O segredo do Cordeiro, Ele é acostumado a vencer!

JESUS venceu a si mesmo (Filipenses 2.5-10)

Jesus venceu o mundo ("...eu venci o mundo". João 16:33)
Jesus venceu o pecado
Jesus venceu a morte
Jesus venceu o inferno
JESUS venceu o maligno

III. O CORDEIRO TEM UM NOME QUE ESTÁ ACIMA DE TODOS OS NOMES

"Foi me dada toda autoridade no céu e na terra" (Mt. 28.18).

CONCLUSÃO

Citação Ap.17.14 - Bíblia Nova Versão Internacional

segunda-feira, 29 de abril de 2013

BRASIL TERÁ ESTATUTO DAS RELIGIÕES



Após quase quatro anos tramitando, o projeto de Lei Geral das Religiões pode finalmente ter um desfecho no Senado. Líderes partidários acordaram um prazo de trinta dias para que três comissões analisem o texto e o enviem ao plenário. Atualmente, ele está parado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa.

O projeto quer garantir a isonomia de direitos a todas as religiões do Brasil. A proposta surgiu depois que o governo brasileiro assinou um acordo com o Vaticano, em 2008, para criar o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no país.

Preocupados com a diferenciação que o Estado estava tentando promover, parlamentares da bancada evangélica fizeram um acordo com o governo para apoiar o projeto na votação feita na Câmara dos Deputados em 2008. O deputado George Hilton (PRB-MG), pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, apresentou então, um projeto de lei garantindo os mesmos direitos previstos no estatuto para todas as outras religiões.

O Estatuto da Igreja Católica estabelece normas sobre ensino religioso em escolas públicas, casamento, imunidade tributária para entidades ligadas às religiões, prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes. O projeto também reforça o vínculo não-empregatício entre religiosos e instituições ligadas às igrejas e templos, o que impede um padre de exigir todos os direitos trabalhistas. Agora, os evangélicos querem os mesmos benefícios para todas as religiões.

“Começamos a articular com o governo porque teria que estender para todas as religiões porque o estado é laico”, disse Hilton. O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) disse que o projeto é fruto de um acordo com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e com o governo. “À época, foi apresentado como tratado Brasil-Vaticano, mas, quando fomos ver, era para reconhecer o Estatuto Jurídico da Igreja Católica. Então, não é uma questão de Estado. É uma questão de Igreja. Por isso, não era questão de mérito, ainda que tivéssemos algumas divergências. Mas as religiões não podem ser tratadas via tratado”, reclamou Lopes, também pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo ele, que é co-autor do projeto, o acordo era de votar as duas propostas ao mesmo tempo na Câmara e depois no Senado.

No entanto, Lopes reclama que o acordo não foi cumprido quando a proposta chegou ao Senado. “O texto do Estatuto tramitou em pouco mais de 30 dias e foi aprovado. Já o outro projeto está parado nas comissões desde então”, disse em entrevista ao Congresso em Foco.

Para forçar a conclusão do trâmite da proposta, o senador apresentou um requerimento pedindo urgência. Dessa forma, o projeto pularia as etapas das comissões e seria analisada diretamente em Plenário. No entanto, os senadores que estavam presentes resolveram dar mais um mês para a análise da matéria. “Vamos aprovar isso, por uma questão de isonomia. Não é divisão, não é discussão religiosa, apenas queremos igualdade entre todas as crenças. O mesmo que está no tratado Brasil-Igreja Católica, é o mesmo que está na Lei Geral das Religiões”, afirmou.

O texto já foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte e está agora na Comissão de Assuntos Sociais, onde é relatado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Depois, ele ainda terá que ser analisado pelas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Constituição e Justiça (CCJ).

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A FORÇA SILENCIOSA DA COBIÇA



Uma análise bíblica sobre a cobiça.

TEXTO: 1 Reis 21.1-7.

I. INTRODUÇÃO:
Existe um conflito próprio da experiencia humana. De acordo com Paulo, "trata-se de uma guerra entre duas forças opostas que ele chamava de carne e espírito" (Barclay, 1988). "Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis" (Gálatas 5:17).

A cobiça, constitui-se num desejo irreprimível, inquietante, ansioso, voraz, de possuir algo para além dos limites. Tudo nasce a partir da percepção, da constatação do atraente, do desejo que cresce silencioso no mundo dos pensamentos alimentado pelas janelas da alma, os olhos: "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo" (1 João 2:16). Nesse estágio de desenvolvimento desse sentimento maligno, a concupiscência, isto é, o desejo desenfreado já dominou e preencheu todos os espaços da alma, restando apenas a força do "querer possuir" acima de qualquer coisa.

A pessoa malignamente possuída diz " - Essa coisa tem que ser minha" ou " - Esse alguém tem que ser meu!". Deus, o Criador, já antevia quão comum essa situação poderia se manifestar em Israel: "Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo" 
(Êxodo 20:17).

II. ANÁLISE TEXTUAL
1 Reis capítulo 21, versículos 1-7.
1. Nabote, o jezreelita, possuía uma vinha ao lado do palácio que Acabe,   Rei de Samaria. Nabote não é mencionado em nenhum outro lugar a não ser neste capítulo. Era um judeu temente a Deus, proprietário de uma vinha em Jezreel que fazia limites com o palácio de inverno do Rei Acabe.

2. Então Acabe falou a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha ao lado da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor: ou, se for do teu agrado, dar-te-ei o seu valor em dinheiro. Acabe tinha, é claro, direitos legais e morais de tentar comprar a vinha de Nabote. Sua grande transgressão estava em ter deixado de respeitar o direito e privilégio do seu vizinho de recusar sua oferta. A Bíblia nada conhece da hedionda doutrina política de que o indivíduo existe para o estado. Acabe fez uma proposta de negócio ao seu vizinho, oferecendo-lhe pagar pela propriedade em dinheiro ou trocá-la por outra vinha.

3. Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a herança de meus pais. Nabote recusou-se, com base na religião, a vender a vinha a Acabe porque Deus proibira aos judeus de venderem sua herança de família (Lv. 25:23-28; Nm. 36:7 e segs.).

4. Então Acabe veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jizreelita, lhe falara, quando disse: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão.  Com modos emburrados e infantis, o rei voltou para o seu palácio, desanimado diante da recusa de Nabote.

III. APLICAÇÃO PESSOAL
Do latim "cupiditia". corruptela de "cupiditas" é o desejo imoderado de possuir. O cobiçoso é roído interiormente pela apetência de sempre ter mais. Eternamente insatisfeito, não tem escrúpulos quanto aos meios para saciar sua ambição desmedida. Não recua inclusive diante dos direitos alheios. É capaz de arruinar o próximo, sempre que, desta ruína, possa esperar algum proveito pessoal. A cobiça faz o homem infeliz não só o porque consome numa  chama insaciável como porque nem lhe permite usufruir serenamente do que possui. A raiz latina originária de Cupido, o deus mitológico filho de Vênus, dá ao termo a conotação de uma certa volúpia em possuir.

Nunca a bíblia foi tão exata quanto nos nossos dias ao descrever o presente século como uma época produtora de homens amantes de si mesmos, egoístas, cobiçosos e de torpe ganância e, para ser exato, esse sentimento já invadiu a igreja, pelo que, todo aquele que quiser salvar-se dessa geração perversa (Atos 4.20) deve acatar o conselho de Paulo: "foge dessas coisas!" (1 Timóteo 6.11).    

CONCLUSÃO

Existe uma guerra que se trava dentro de nós, só podemos nos manter vencedores se a cada dia, nos entregarmos a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BÍBLIA NVI; ARC, ARA.

PFEIFFER, Charles F.; HARRISON Everett F. Moody Bible Institute of Chicago. São Paulo: Editora Batista Regular, 1981.



TEXTOS BÍBLICOS CITADOS
1) 1 Reis 21.1-7; 2) Gálatas 5.17; 3)1 João 2:16; 4) Êxodo 20:17; 5) Lv. 25:23-28; 6) Nm. 36:7; 7) Atos 4.20; 8) 1 Timóteo 6.11. 












quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

HABACUQUE - A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES


Do próprio Habacuque nada se sabe, exceto o que se pode deduzir deste livro que leva o seu nome. Ele é chamado de "o profeta", sendo possível, portanto, que além de possuir o dom da profecia fosse também membro do grupo de profetas profissionais. Algumas observações musicais feitas ao salmo contido no capítulo dão a idéia de que ele tenha profetizado no Templo, como os homens que foram mencionados em I Cr. 25:1.

Coisa precária é dizermos algo sobre o caráter do profeta com base na sua obra. Seu nome parece derivar de uma raiz hebraica que significa "abraçar". Jerônimo (quinto século d.C.) declarou que o profeta era chamado "O Abraçador", por causa do seu amor a Deus ou porque lutou com Deus.

Muitos pronunciamentos proféticos são descritos como "sentença", particularmente quando há denúncia de caráter sinistro ou ameaçador. Aqui o profeta deplora a iminente subjugação e devastação do seu próprio povo, de modo que há um aspecto agourento no que se lhe refere. Ao mesmo tempo a sentença é contra os orgulhosos caldeus, cuja força está no seu deus (1:11).

Revelada. A palavra hazâ, "ver", um termo mais ou menos técnico, indica que esta é uma revelação. O Espírito de Deus imprime a mensagem no âmago da consciência dos profetas com tanta força e clareza como se tivessem visto algo com os olhos físicos. Em I Reis 22:17 Micaías diz: "Eu vi todo Israel disperso..."
II. O Profeta se Queixa de Violência Incontrolada em Judá. 1:2-4.

2. Até quando. Ao que parece, o profeta se angustiava por causa da situação reinante em Judá. Pela experiência constatara que o povo parecia não ter consciência e sem dúvida já tinha pedido a Deus que corrigisse tal impiedade, pois ele declara que clamou ao Senhor. Tu não me escutarás. 

Não devemos presumir que o profeta duvidasse de que o Senhor não tivesse ouvido o seu clamor (no sentido de tomar conhecimento). Ele tinha por certo que se Deus ouvisse, também responderia. Como se a sua oração fosse infrutífera (cons. Sl. 22:1, 2). Violência. A referência é à perversidade violenta e cruel. A pergunta é: Quem é o responsável? Presume-se aqui que seja a dolência dos judeus. 

Há os que crêem que, tendo sido usada a mesma palavra em 2:8 e 2:17 para descrever os caldeus, a violência da qual o profeta se queixa era a dos caldeus. Contudo, considerando que seriam o instrumento do castigo que logo seria suscitado, não podiam ser considerados os perpetradores da violência. 

Ela também não pode se referir ao senhor assírio que já controlava Judá há algum tempo, uma vez que parte da queixa do profeta se prende ao fato da lei ter sido afrouxada e a justiça pervertida (v. 4). Estas duas palavras costumam se referir no V.T. ao código mosaico, e parece, portanto, que a dolência consistia nos atos de crueldade e injustiça que permeavam a vida pública e privada de Judá.