ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A PUREZA DO MOVIMENTO PENTECOSTAL

Lição 9

TEXTO ÁUREO: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra" (Atos 1.8).

TEXTO BÍBLICO: Atos 2. 1-4, 14-17.

INTRODUÇÃO

O movimento é sempre uma dinâmica social mobilizadora que une pessoas em torno de uma bandeira, de um ideal. Nesse sentido, o movimento pentecostal é experiência única, fundamentada na palavra de Deus.

No dia de pentecostes, em At. 2, ao serem cheios do Espírito Santo, os discípulos de Jesus falaram em línguas. Na casa de Cornélio, os gentios falaram em línguas e glorificaram a Deus (At. 10.46). Posteriormente, o próprio Pedro reconheceu a legitimidade daquele evento, afirmando que Deus havia derramado o Espírito santo sobre os gentios na casa daquele centurião romano (At. 11.15). Em Éfeso, os crentes foram batizados e tanto falavam em línguas como profetizavam (At. 19.1-6).

Ao longo da história, vários irmãos experimentaram a glossolalia, isto é, o falar em línguas. Por isso, a repetibilidade dessa experiência, ao longo do tempo, e nos dias atuais, não é mero emocionalismo, antes se trata de uma realidade fundamentada na Sagrada Escritura.

A análise histórica nos demonstra que homens e mulheres de fé, embasados pela Palavra de Deus, defendiam e testemunhavam o sobrenatural do Espírito, ressaltando sua evidencialidade, dentre eles destacamos: Justino Mártir (100-165), Irineu de Lyon (115-202), Teófilo de Antioquia (?-181), Tertuliano (160-220), Orígenes (180-254), Eusébio de Cesaréia (260-340), João Crisóstomo (304-407), Agostinho (354-430), Gregório o Grande (540-604), Simeão, o Novo Teólogo (949-1022), Hildegard de Bingen (1098-1179), Gregório Palamas (1296-1359), Francisco de Assis (1182-1226), Inácio de Loyola (1491-1556), Martinho Lutero (1483-1546), Jonathan Edwards (1703-1758) e John Wesley (1703-1791)

sábado, 21 de maio de 2011

O GENUÍNO CULTO PENTECOSTAL

Lição 8 de 22 de maio de 2011.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 14:26-33,39-40.

TEXTO ÁUREO

“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 14.26).

VERDADE PRÁTICA

O genuíno culto pentecostal é marcado pela reverência, ordem e profundo temor a DEUS, propiciando, assim, o contínuo derramamento do ESPÍRITO SANTO sobre a Igreja de CRISTO.

INTRODUÇÃO

Culto, vem de cultuar. Cultuar é próprio da natureza humana. O Homem, gênero, se inclina, reverencia, adora aquilo que é - para ele ou ela - seu objeto de veneração. Nesse sentido, um fenômeno da natureza pode ser objeto de adoração, como por exemplo, a água, as plantas, o sol, a lua, os astros cósmicos etc. Cultuar é revestir algo ou alguém de sentido afetivo e místico. Adora-se o rei do Rock, o rei da música romântica, o pregador do lenço ungido, o cantor gospel fashion e por aí em diante. A marca do cultuar está na reverência e devoção.

Mas, quando tratamos especificamente sobre as bases da fé cristã, o culto se reveste de profundo significado para os crentes em Jesus. É um ato de reverente e fervorosa adoração a Deus, por meio do Filho Jesus. Sendo assim, a palavra-chave é: disciplina. A disciplina no culto diz respeito a ordem estabelecida. Todos temos liberdade de adorar a Deus das mais variadas formas possíveis, porém, com ordem e decência, buscando promover a edificação.

ANALISE DO TEXTO BÍBLICO 1 CORÍNTIOS 14. 26-33/39-40.

Se estudarmos o capítulo 14 da carta de Paulo aos crentes que residiam em Corinto, com base na divisão por seções, diríamos que os versículos 26-40 formam a mais importante de todo o capítulo, por expressar o que há de mais genuíno, o mais conceitual possível, sobre a natureza, singularidade e pureza do culto cristão.

O evangelista Moody ao comentar sobre esta porção das escrituras neotestamentária contrapôs duas palavras para as quais devemos atentar: liberdade espiritual e informalidade espiritual.

Na igreja de Corinto parecia haver muita liberdade no espírito, porém, pouca ou nenhuma ordem estabelecida. É como se todos os que estavam alí, nos cultos diários, estivessem apenas para dar, sem que estivessem dispostos a também receber. Imaginem a confusão de se ouvir inúmeras pessoas falando em línguas estranhas ao mesmo tempo, outras, profetizando, e tantas outras salmodiando e cantando, e tantas outras falando sobre as revelações obtidas. Simplesmente, não havia ordem que coordenasse as oportunidades.

Não podemos usar de nossa liberdade espiritual para dar ocasião a carne. Toda essa confusão tira o caráter e a finalidade do culto, reduzindo o ajuntamento cristão à informalidade. Não que Deus se sinta à vontade no formalismo tradicional, afinal, "aonde está o Espírito de Deus aí há liberdade", mas se esta estiver fora da ordem, não há como promover a edificação.

(I Corintios 14:26) - Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais (no ajuntamento dos cristãos [eglésia] qual deve ser o comportamento adequado à ocasião?) , cada um de vós tem (reconhece-se que o Espírito Santo dotou a Igreja em sua individualidade para beneficiar a coletividade, cf.: 1 Co. 12.6-7; 11), salmo (Recitar ou cantar os salmos foi um excelente recurso de adoração a D'us (Deus) legado das comunidades judaicas), tem doutrina (uma explanação instrutiva dada ao crentes das comunidades locais; poderia ser uma exposição textual da autoridade apostólica, ou idéias fundamentadas nos Escritos sagrados que regiam o comportamento cristão, era o ethos cristão), tem revelação (uma φανέρωσις phanerosis, uma manifestação extraordinário do Espírito Santo mostrando o que estava oculto, trazendo à luz), tem língua (glossalalia, falar noutras línguas, línguas estranhas, falar movidos, inspirado pelo Espírito Santo, tem interpretação (Uma tradução movida, inspirada pelo mesmo Espírito, do falar em línguas, daquilo que é dito em línguas estranhas). Faça-se tudo para edificação (Figura de realce que mostra inúmeros elementos ou componentes envolvido num só processo, algo que converge para um só lugar, uma construção da coletividade para atingir o uno.

(I Corintios 14:27) - E, se alguém falar em língua desconhecida (Não se impõe aqui nenhuma proibição do falar em línguas no culto, cf. 1 Co. 14.39, mas se estabelece um marco delimitador até que ponto posso falar em línguas), faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete (Quem fala em língua deve orar para que a possa interpretar (1 Co. 14.6).

(I Corintios 14:28) - Mas, se não houver intérprete (De fato, a ausência ou até mesma a inexistência dum interprete é algo lamentável no culto, imagino quantas maravilhas poderíamos ouvir da parte de Deus por meio das línguas estranhas), esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.

(I Corintios 14:29) - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.

(I Corintios 14:30) - Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro (Até como forma de educação e principalmente pelo fato de Deus não ser de confusão, cf.: versículo 33 deste capítulo).



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Fontes Pesquisadas:
Moody - Comentário VT/NV.
Thayer and Smith. "Greek Lexicon entry for Phanerosis". "The New Testament Greek Lexicon".

sábado, 14 de maio de 2011

OS DONS DE PODER


Lição 7

Texto Bíblico: Atos 8.5-8; 1Coríntios 12.4-10.

Verdade Prática:

Através da operação de sinais e prodígios, pelo poder do ESPÍRITO SANTO, o Senhor JESUS confirma a ação evangelizadora e missionária da Igreja no mundo.

Introdução:

Neste domingo, a grande maioria das Igrejas Assembléias de Deus e demais denominações que utilizam as Lições Bíblicas CPAD estarão discorrendo nas classes de jovens e adultos sobre a segunda etapa do estudo das classificações dos dons, e nesta oportunidade o tema será dons de poder.

Devo admitir que fiquei particularmente surpreso ao assistir uma entrevista com um certo advogado, jovem, aparentando ser bastante devoto do romanismo, que tornou-se destaque no Brasil ao afirmar que tem o dom da palavra da sabedoria e do conhecimento, e que ele não apenas ouve como fala com Nossa Senhora, a Peregrina, a qual lhe transmite várias instruções aos fiéis, do mesmo modus operandi com que as igrejas pentecostais o fazem, tendo a evocação exclusiva do Espírito Santo por meio de Jesus, o único mediador entre Deus e os homens "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1 Tm 2.5).

Surpreso, por constatar que o conhecimento técnico dos textos bíblicos utilizados por ele são precisos e pontuais do ponto de vista da exegese bíblica, coisa de envergonhar a muitos pregadores de nossos púlpitos que não se esforçam para mergulhar no profundo da palavra de Deus, então, eis a pergunta: Podem os Dons do Espírito Santo atuar na vida de alguém ou de uma instituição que se denomine igreja com a evocação de outro nome senão o nome de Jesus?

A bíblia não nos deixa a menor dúvida. Primeiro, porque o nome de Jesus está acima de quaisquer outros nomes: "Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre [que está acima de] todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2.9-11). Segundo, porque foi Jesus quem conquistou a nossa eterna salvação na Cruz do Calvário: "E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem" (Hebreus 5.9). Terceiro, porque foi Jesus quem enviou o Espírito Santo para habitar apenas e exclusivamente na vida dos que obedecem a palavra de Deus: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós" (João 14. 16-17); "E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem"(Atos 5.32).

A fora isto, a experiência pentecostal mostra que só é possível receber os dons do Espírito Santo se passar pela experiência do novo nascimento e do batismo com o Espírito, isto é, a experiência do falar em línguas (Atos 2). É claro que nenhuma dessas experiências podem ser validadas pela Bíblia se a pessoa não receber a Cristo como único e suficiente salvador: "A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação (Romanos 10.9-10); "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador. Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna (Tito 3. 5-7).

Então, o que realmente ocorre alí, no meio romanista: Além das estratégias nascidas no Período da Contra-Reforma, e do fracasso total e escandaloso da Santa Inquisição que perseguiu, prendeu, torturou e matou milhares dos verdadeiros cristãos nos séculos XVI-XVIII, descobriu-se que a melhor investida para se conter o avanço da Igreja seria abraçar os fenômenos espirituais que tanto combateram por centenas de anos.

E qual a origem desses fenômenos que eles, ancorados na Bíblia, afirmam ser dons espirituais? São fenômenos mentais naturais que encontram explicação tanto na psicologia e psicanálise quanto na psiquiatria. Os que dizem ser portadores de tais dons muitas vezes são pessoas de idoneidade moral exemplar, pessoas das comunidades, profissionais liberais etc. , e que foram instruídas por uma instância maior clerical, levadas a pensarem e agir como que possuídas do poder sobrenatural do Espírito Santo. Mentes predispostas.

É claro que, naquele meio, como no nosso, há indivíduos hábeis na arte da manipulação, que dizendo-se ou fazendo-se entender como "profetas e profetizas exclusivas" atraem para si os holofotes da grande massa que vê num Deus imediatista a solução de seus problemas urgentes, sem que para isso, tenhamos que nos apresentar perante Ele em santidade e retidão, e lhe Prestar obediência à Sua Palavra.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"EREIS GUIADOS PELOS ÍDOLOS MUDOS"

O capítulo 12 da primeira carta de Paulo aos crentes que estavam em Corinto, uma das principais cidades do mundo grego, por isso, rica na variedade de demonstrações de credo, os ídolos dominavam a vida das pessoas. No século VI a. C. houve a primeira tentativa de rompimento com essas crendices através do surgimento das Escolas Filosóficas, que questionavam até mesmo a existência desses deuses a quem se atribuiam poderes fantásticos.

Filósofos como Tales e Anaximandro de Mileto, Platão, Aristóteles começaram a questionar muitos aspectos da vida dantes pertencentes aos deuses. Mas, eles e outros não conseguiram atingir mentes e corações, porque tratavam apenas de questionar sem apresentar algo forte e impactante o suficiente para fazer as pessoas abandonarem por completo a aliança com os ídolos. E por essa razão, todo aquele que se deixava levar e ser guiados por essas crendices, o apóstolo Paulo os chama de "ignorantes", isto, aquele ou aquela, falto do saber, do verdadeiro conhecimento.

Mesmo aqueles novos crentes que experimentaram o mover do Espírito Santo em suas vidas nos tempos de Paulo, careciam ainda aprofundar o assunto para livrarem-se das confusões do saber ou do não-saber. [1] "Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. [2] Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados".

Paulo mostra que noutro tempo, os neoconversos se deixavam "levar" e ser "guiados" pelos ídolos mudos. E no versículo 3 desse mesmo capítulo é nos apresentado a noção clara daquele que hoje é guiado pelo Espírito Santo: é gerado convicção em seu interior! "Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo".

Não simplesmente um falar de boca, uma expressão apenas verbal. Mas a convicção gerada pelo Espírito Santo no interior do Homem, o faz declarar 'Jesus é Senhor' e jamais 'Jesus é anátema'. Porque essa convicção foi gerada por Aquele que é enviado por Deus, através do Filho para nos guiar em toda a verdade. "Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir" (João 16.13).

A diferença é que, quem é guiado pelo Espírito Santo de Deus não tem atitudes dúbias, fraquejar de palavras, inseguro. Pelo contrário, é ousado: "E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus" (Atos 4.31). É seguro e sabe a que veio, e disso não abre mão: "Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia" (2 Timóteo 1.12).


OS DONS DO ESPÍRITO SANTO


TEXTO: 1 CORÍNTIOS 12,1, 4-11, 28; ROMANOS 12. 6-8.

VERDADE PRÁTICA
Dons espirituais são dotações sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO sobre o crente, capacitando-o para glorificar a CRISTO e realizar a obra de DEUS.

INTRODUÇÃO

O que a Bíblia chama de 'dom'? É possível distinguirmos no grego algumas variantes importantes a compreensão da palavra dom. Primeiro, dõron, cognato de didõmi (cf. Dic. VINE, pag.576), sentido de "dar", é usado acerca de presentes como expressão de honra (Mt. 2.11); "doações" para sustento do templo e de pobres (Mt. 15.5); e, salvação pela graça como "dom" de Deus (Ef. 2.8).

Já a palavra dõrea denota "presentes grátis", acentuando o caráter gratuito daquilo que é dado, sempre usado no Novo Testamento acerca de um dom espiritual ou sobrenatural (Jo 4.10; At. 8.20; 11.17). Há ocorrências no NT em que o "dom" é o próprio Espírito Santo (At. 10.45; 11.17).

Por fim, charisma, "dom da graça", dom envolvendo a graça (vem de charis) por parte de Deus como Doador ocorrendo em dois momentos: a) ao pecador para remissão (Rm 5.15, 16; 6.23) e como dotações especiais aos crentes mediante a operação da Pessoa do Espírito Santo.

Logo, quando falo de Dons Espirituais devo estar me referindo a dotação sobrenatural com a qual o crente é investido, ornado, para glorificar a Deus, em primeiro lugar, e realizar a obra de Deus cada um segundo o dom que recebeu do Senhor. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1Pe 4.10).

I. TERMOS BÍBLICOS DESIGNADORES DOS DONS:

a) Dons espirituais (pneumatikos).
b) Dons da graça (charismata).
c) Ministérios 'Dons Ministeriais' (diakoniai).
d) Operações (energemata).
e) Manifestação (phanerosis).

1.1 - Quanto a classificação dos dons espirituais, podem ser como:
a) Manifestações do ESPÍRITO.
b) Dons de ministério prático.
1.2 - Alvo e resultado dos dons (1 Co 12.7b). São propósitos dos dons espirituais:
a) A glorificação do Senhor JESUS (Jo 16.14).
b) A confirmação da Palavra de DEUS (Mc 16.17-20; Hb 2.3,4).
c) O crescimento em quantidade e qualidade da obra de DEUS (At 6.7; 19.20; 9.31; Rm 15.19).
d) A edificação espiritual da Igreja (1 Co 12.12-27).
e) O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.11, 12).

1.3 - O exercício dicisplinador dos dons espirituais (1 Co 14.26, 32, 33, 40). Toda energia e poder sem controle são desastrosos.

II. OS DONS ESPIRITUAIS NO MINISTÉRIO CRISTÃO

- PALAVRA DE SABEDORIA: (pequena parte da sabedoria de DEUS a respeito do futuro) At 27.22 Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perder] a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.

- PALAVRA DE CONHECIMENTO: (pequena parte do conhecimento de DEUS a respeito de algo conhecido em outra parte, porém não no local revelado) At 27.10 Dizendo-lhes: Senhores, vejo que a navegação há de ser incômoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas.

- DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS: At 16.18 E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de JESUS CRISTO, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.

- FÉ: (Dom necessário para ressurreição de mortos - crer no impossível) At 20.10 Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.

– MILAGRES ou Maravilhas (Agindo sobrenaturalmente na natureza) At 28. 5 Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não sofreu nenhum mal.

– DONS DE CURAR: At 28. 8 E aconteceu estar de cama enfermo de febre e disenteria o pai de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs as mãos sobre ele, e o curou.

- PROFECIA (Edificação, Exortação e Consolação) Ts 4.13 Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.
– DOM VARIEDADE DE LÍNGUAS: 1 Co 14. 18 Dou graças ao meu DEUS, porque falo mais línguas do que vós todos.
– DOM DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS: 1 Co 14. 13 Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar (Este não está claro, porém por dedução, como estava ensinando, muito provavelmente era o que acontecia com ele próprio).

III. RESPONSABILIDADE QUANTO AOS DONS

1. Conhecer os dons. "Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes" (1 Co 12.1).
2. Buscar os dons. "Procurai com zelo os melhores dons" (1 Co 12.31).
3. Zelar pelos dons. "Procurai com zelo os dons espirituais" (1 Co 14.1).
4. Ser abundante nos dons. "Procurai sobejar neles, para a edificação da igreja" (1 Co 14.12).
5. Ter autodisciplina nos dons. "E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas" (1 Co 14.32).
6. Ter decência e ordem no exercício dos dons. "Mas faça-se tudo decentemente e com ordem" (1 Co 14.40).

CONCLUSÃO

Em 1 Coríntios 12.4~6, Paulo ensina que há dons (gr. charismatõn) diferentes, ministérios (gr. diakoniõn) diferentes e resultados (gr. energêmatõn) diferentes. Isto é, cada dom pode ser exercido através de ministérios diferentes e produzir resultados diferentes, sendo que todos honrarão a Deus. Paulo, usando a analogia dos diferentes membros do corpo, diz que Deus distribui os membros no Corpo conforme Ele deseja, dando~nos ministérios diferentes com resultados variados. O esboço em 1 Coríntios 14 trata da função prática. Incrível diversidade, incrível praticabilidade!

1. Devemos exercer o nosso ministério proporcionalmente à nossa fé.
2. Devemos concentrar a nossa atenção nos ministérios
que sabemos possuir, e aprimorá-los.
3. Devemos manter as atitudes certas: contribuir com generosidade, orientar com diligência e ter alegria em demonstrar misericórdia.
4. Todos temos funções diferentes no corpo de Cristo, e devemos compreender o relacionamento com o corpo inteiro
5. Os dons devem edificar a todos, e não somente ao indivíduo.
6. A ninguém cabe o senso de superioridade ou inferioridade, pois cada membro é igualmente importante.
7. Os dons são dados a nós, mas não os alcançamos por nossos méritos. A vontade e a soberania de Deus determinam essa distribuição. Sua ação específica de distribuir os dons na Igreja é demonstrada pelos seguintes verbos: "dar" (Rm 12.6; Ef4.11) e "por" (1 Co 12.28). Paulo afirma ainda, em 1 Coríntios 12.28~31, que devemos concentrar nossos esforços nos ministérios que sabemos que Deus nos tem dado.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

WHAT REALLY MATTERS?!


There are many things in life that we believe necessary, but what really matters to you? What really matters is not what money can buy. There are people who could buy whatever they wanted, yet their lives are a real bore.

The parable of the prodigal son shows us this clearly: and the younger of them said to his father, Father, give me the portion of [thy] substance that falleth to me. And he divided unto them his living.And not many days after, the younger son gathered all together and took his journey into a far country; and there he wasted his substance with riotous living.

And when he had spent all, there arose a mighty famine in that country; and he began to be in want. And he went and joined himself to one of the citizens of that country; and he sent him into his fields to feed swine.

And he would fain have filled his belly with the husks that the swine did eat: and no man gave unto him. But when he came to himself he said, How many hired servants of my father's have bread enough and to spare, and I perish here with hunger!

I will arise and go to my father, and will say unto him, Father, I have sinned against heaven, and in thy sight: I am no more worthy to be called your son: make me as one of thy hired servants.

As the father should receive it? After all he wasting the estate, preferring to live apart from his father!

The parable continues: And he arose, and came to his father. But while he was yet afar off, his father saw him, and was moved with compassion, and ran, and fell on his neck, and kissed him.And the son said unto him, Father, I have sinned against heaven, and in thy sight: I am no more worthy to be called thy son.

But the father said to his servants, Bring forth quickly the best robe, and put it on him; and put a ring on his hand, and shoes on his feet: and bring the fatted calf, [and] kill it, and let us eat, and make merry:for this my son was dead, and is alive again; he was lost, and is found. And they began to be merry.

What really matters is not cost us anything! However much the world has hurt you, made ​​you cry, suffer, God teaches us through his word that the doors are open and their arms are ready to welcome you.


sábado, 23 de abril de 2011

BECO SEM SAÍDA - LUGAR DE MILAGRES




TEXTO: Êxodo 14.1,2.

"[1] Então falou o SENHOR a Moisés, dizendo: [2] Fala aos filhos de Israel que voltem, e que se acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o campo junto ao mar".

INTRODUÇÃO

Em Êxodo, no capítulo terceiro, Moisés, habitando agora no deserto de Midiã com seu sogro Jetro, apascentava ovelhas no lado ocidental do deserto que dava para o Monte Horebe, conhecido tanto pelos judeus como também pelos árabes. Chegando-se ao Monte, "apareceu-lhe o anjo do SENHOR em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia" [3:2].

Deus se revelou para Moisés e o comissionou para uma missão: "Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus" [6]. "Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito" [10].

Depois de Deus mostrar o seu poder aos filhos de Israel e aos egípcios através das nove pragas, na décima, a pior de todas, Faraó fê-los sair do Egito apressadamente! E eles saíram, somente de homens, 600 mil, sem contar mulheres e crianças, saindo de Ramsés e Sucote.

E eis que no deserto, já no capítulo 14, Deus fala a Moisés para que eles retrocedam, voltem e acampem junto ao mar; "diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom". Em outras palavras, Deus os havia posto num beco sem saída, porque, cercados de todos os lados, "os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR" [10].

I. O BECO SEM SAÍDA SERVE PARA NOS TIRAR DA ZONA DE CONFORTO

Humanamente, somos todos propensos a ficar na zona de conforto. É a área do conformismo, da acomodação, da indiferença. Procuramos nos acomodar a situações cada vez mais alto-suficientes, como que pudéssemos viver e triunfar, sem Deus! Ou mesmo o cultivo da concepção de um Deus imediatista, uma espécie de acessório que ficasse em determinado lugar para ser acessado apenas quando nos sentíssemos em apuros, na tribulação!

1.1 - Na zona de conforto somos tendentes a confiar mais no Homem que em Deus. "Porque a força de Faraó se vos tornará em vergonha, e a confiança na sombra do Egito em confusão" (Isaías 30.3); "Vós, os que temeis ao SENHOR, confiai no SENHOR; ele é o seu auxílio e o seu escudo" (Salmos 115:11).

1.2 - Na zona de conforto somos tendentes a andar mais por vista que pela fé. Os filhos de Israel, ao verem os egípcios se aproximarem com seus carros e cavaleiros começaram a achar que Deus os abandonou. "...esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver" (Salmos 78: 11); Se Deus que os tirou com braço forte do Egito os colocou naquela situação é porque algo grande e terrível estava para acontecer! No beco sem saída nos encontramos com a nossa limitação zero e tudo que podemos fazer é confiar em Deus, porque somente dEle virá a resposta.

II. O BECO SEM SAÍDA SERVE PARA NOS FAZER CRESCER NA FÉ

Nossa mente é assim. Quando nos acostumamos a ver curas em nível de dores de cabeça e de estômago ou coisa parecida, limitamos a operação de Deus numa escala mais profunda. Embora afirmemos que "cremos", há sempre um porém. Era mais fácil para Deus enviar um anjo daqueles que, numa noite apenas fez o que o exército americano não faria em 3 meses! "Então saiu o anjo do SENHOR, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, quando se levantaram pela manhã cedo, eis que todos estes eram corpos mortos" (Isaías 37:36).

Deus nunca trabalhou de acordo com nossas expectativas. Pensamos uma coisa, Deus sempre irá nos surpreender! Ele vai pelo caminho mais difícil, por lugares que a lógica humana se sente desafiada! Ele podia ter liquidado a Faraó no Egito, mesmo antes dele sair em perseguição a Israel. O beco sem saída sempre revelará a providência de Deus nos meios onde nunca imaginaríamos! "Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa" (Salmos 57:2).

III. O BECO SEM SAÍDA SERVE PARA VERMOS O MILAGRE ACONTECER

Aos rumores da aproximação de Faraó e seu exército, na iminência de um contato visual, Israel começa a criar uma situação desesperadora, afinal, aquele encontro seria assolador! Começaram a blasfemar! "Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver" [13].

Em muitas situações Deus permite que o ponteiro do relógio se aproxime ao máximo da hora final, para aparecer com providência! Foi alí, naquele instante final, que Deus aquietou os corações, demonstrando através de Moisés completo controle da situação. Deus é tão grande que até em seus inimigos, tem o Nome glorificado! O beco sem saída é o lugar do milagre!

Após Moisés ferir as águas, um vento oriental soprou durante toda a noite e Israel entrou no meio do mar, pois duas grandes paredes de água abriram caminho para eles atravessarem a pé enxuto! De dia uma grande nuvem os guiava, de noite um grande clarão de fogo, até o dia em que Deus ordenou ao anjo, que ia à frente do povo, para ficar a reta guarda, e o milagre em si grandioso, Deus o tornaria mais extraordinário ainda: "Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar retornou a sua força ao amanhecer, e os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o SENHOR derrubou os egípcios no meio do mar" [27].

CONCLUSÃO

O beco sem saída representa muitas situações difíceis que todos nós enfrentamos no dia-a-dia. Muitas vezes por não suportar esse nível de aprendizado, muitas pessoas desistem até de viver, vêem-se tão aflitas e exaustas que não conseguem enxergar o fato de que existe para cada situação de nossa vida, um milagre específico. Mas, tudo que já foi dito, não podemos jamais esquecer: DEUS ESTÁ NO COMPLETO CONTROLE DE TUDO e não importa o grau de complexidade, mesmo que tudo deponha contra determinada circunstância, há um Deus que nunca desistirá de mim e de você! "[2] Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. [3] Porque eu sou o SENHOR teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador" (Isaías 43.2,3).