ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A REBELDIA DOS FILHOS


Lição 08 


TEXTO ÁUREO
“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6). A Nova Versão Internacional diz "educa o menino". O ato de educar em si implica disciplina. Uma vida disciplinada, construída com amor certamente trilhará o caminho certo e mesmo na velhice, não se desviará desse caminho.

VERDADE PRÁTICA
Os pais que negligenciam a educação dos filhos, estão cometendo grave pecado diante de Deus. A rebeldia dos filhos encontra explicação, com raras exceções, na forma como eles são educados. A postura dos pais modelam o comportamento dos filhos para melhor ou para pior.

TEXTO BÍBLICO: 1 Samuel 2.12-14,17,22-25


Versículo 12: "Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial [são descritos como filhos da impiedade, inclinados à desordem e desumanidade]; não conheciam ao SENHOR [uma declaração tácita de que, embora atuassem como sacerdotes (Hb. 7.5) faziam questão de desonrarem a Deus com suas atitudes e corações obstinados]".  

Versículo 13-14: "Porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo [retrata um contínuo de ações que envergonhavam a ordem sacerdotal, demonstrando abuso de autoridade e vida promíscua, irresponsável] era que, oferecendo alguém algum sacrifício, estando-se cozendo a carne, vinha o moço do sacerdote, com um garfo de três dentes em sua mão; E enfiava-o na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto o garfo tirava, o sacerdote tomava para si [tiravam a primazia devida a Deus para usufruto próprio, dando expansão à toda sorte de carnalidade sob o véu da autoridade sacerdotal]; assim faziam a todo o Israel que ia ali a Siló.

Os versículos 15 e 16, respectivamente, denunciam um comportamento glutão, do tipo que se apropria dos manjares com avidez voraz

Versículo 17: "Era, pois, muito grande o pecado [na lista das abominações   se destacam a imoralidade sexual praticada por eles, cf. ver. 22, a violência, cf. ver. 16 e demais transgressões, pelo que o Senhor os queria matar, cf. 25] destes moços perante o SENHOR, porquanto os homens desprezavam a oferta do SENHOR [de tanto presenciarem a impiedade dos filhos de Eli, o povo, gradativamente, foi deixando de adorar a Deus em Siló]." 

INTRODUÇÃO


Criar filhos não é tarefa fácil. Mas, de uma coisa tenho certeza. É bem menos complicado entende-los hoje que nos antigos tempos. Com Philippe Ariès¹, aprendemos que a criança não é uma espécie de adulto miniaturizado como era vista até a Idade Média, a criança começa com a fase que se convencionou chamar de infância. Com Freud e Winnicott descobrimos algo mais ligado ao mundo interno da criança, Anna Freud² segue nessa mesma direção psicanalítica, o mundo psíquico que envolve os impulsos da sexualidade, com Pavlov aprendemos que o comportamento pode ser moldado. E o que dizer de Piaget e tantos outros? 

Qualquer educador cristão, consciente de sua responsabilidade, não pode ignorar a contribuição desses teóricos. Contudo, a Bíblia permanece atual e plenamente aplicável seja em que época for, à educação dos filhos.

I – A DISCIPLINA EVITA A REBELDIA


É provável que a rebeldia dos filhos de Eli seja produto de uma educação permissiva, aquela em que os pais não estabelecem limites. Por pertencer a uma ordem sacerdotal, uma posição especial, Eli como pai deveria desde cedo ter inculcado em suas mentes a Lei do Senhor (Cf. Dt. 6. 2; 7) e os testemunhos do Senhor (Sl. 78.4).

Disciplinar, implica muitas vezes na necessidade de corrigir uma eventual desobediência dos filhos com o castigo (Pv. 19.18; 29.17). Quando olhamos para o texto de Provérbios 13.24, parece não soar harmonicamente com os ideais da pós-modernidade. "O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga." Como é? "fazer uso da vara"? Claro, quando a Bíblia fala em "vara", em "castigo" em relação a pais e filhos certamente não está se referindo a agressão desmedida, a atos desumanos e condenáveis pelo próprio Deus. Mas sim, a uma medida de correção dosada, cuidadosa.

Muito discutido o Projeto de Lei nº 7672/10, de autoria da Deputada Teresa Surita (PMDB-RR), que se tornou conhecida como a Lei da Palmada, trazia no texto original claro teor incriminatório a qualquer tipo de castigo dado à criança. Era na verdade uma emenda ao ECA-Estatuto da Criança e do Adolescente que coloca em pé de igualdade todos os atos de castigo dos pais aos filhos, associando-os aos atos agressivos e desumanos como um todo. Dando caráter punível aos pais, estes não poderiam exemplar seus filhos, mesmo através de atos mais comuns como uma simples palmada.

Isso gerou uma avalanche de debates, mas por força das pressões representativas evangélicas das Igrejas mais do que pela Bancada na Câmara e no Senado como deveria, de fato, acontecer, esse PL, após percorrer as principais comissões e receber, inclusive parecer favorável pela aprovação, teve o texto modificado em sua essência no artigo 18, alínea A “A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos res-ponsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los."

Sendo que no Parágrafo único, o legislador fez questão, sem rodeios, de dizer-nos que o é considerado castigo: "I – castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento ou lesão à criança ou ao adolescente.

O que a Bíblia chama de castigo que deve ser administrado ao filho desobediente, quando todas as chances de diálogo se esgotam, é fazê-lo sentir dor momentânea, sem quaisquer excessos, sem marcas, sem sofrimento. Nós adultos, como filhos de Deus somos tratados assim, quando necessário: "Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te." (Ap. 3.19). Importante conferir Hebreus 12.5-6. De igual modo, devem os pais, disciplinar os filhos com amor e ternura para produzir cidadãos e cidadãs de bem em nossa sociedade.

II – FILHOS REBELDES


Todos pais devem partir da seguinte indagação: qual a causa da rebeldia? Toda rebeldia tem uma origem. Se os pais assumem comportamentos desajustados, os filhos provavelmente serão. Se os pais optam por criar os filhos de forma permissiva, sem educá-los quantos aos limites, obviamente eles terão sérias dificuldades em lidar com o mundo real, com os direitos individuas e coletivos.

Porém, onde está o erro, quando os pais buscam educar os filhos no temor do Senhor, conduzindo-os à igreja, dando o bom exemplo e mesmo assim eles assumem comportamentos inadequados? Quando acontece isso, a análise deve ser feita de maneira multifatorial, isto é, a raiz do problema pode estar numa única explicação, ou em várias. Por exemplo, determinado filho pode sofrer de hiperatividade e desencadear um comportamento típico do TDAH - Transtorno de Défict de Atenção. Ou, como frequentemente acontece, o filho ou filha pode ter sido vítima de abuso sexual e, dependendo do grau de comprometimento psicológico, pode desenvolver um quadro de rebeldia, dentro do conjunto de sintomas.  

E isso pode acontecer no lar genuinamente cristão? Claro que sim. Enquanto estivermos no mundo estaremos passiveis de sofrer tudo que acontece a qualquer pessoa. Alguém pode até negar esse fato, até lhe acontecer algo semelhante ou pior. O diferencial é estarmos firmados em Cristo para superar todas essas coisas (Rm. 8.37).

III – O QUE FAZER DIANTE DA REBELDIA DE UM FILHO


Achei importante o comentário da sessão 'Dinâmica do Reino' da Bíblia Plenitude (Provérbios 13.24) ao afirmar que "a disciplina é o outro lado do ensino. Uma criança com espírito de aprendizagem precisa de muitas explicações, muita paciência e oportunidades para tentar e experimentar, incluindo o direito de falhar e aprender através dos erros. Mas uma criança que é pega em desobediência voluntária (Pv. 29.15), rebeldia (1 Sm. 15.23) ou insensatez obstinada (Pv. 22.15), impede a eficácia do ensino e desfaz a harmonia da família. A resposta de Deus a isso é uma disciplina firma e amorosa".

A Bíblia faz clara distinção entre disciplina e abuso físico. A disciplina pode ser dolorosa, mas não é prejudicial. Nunca deveríamos causar dano a uma criança (Pv. 23.13), mas às vezes, a dor pode ser parte da correção eficaz. Deus descreve a si mesmo como um disciplinador severo. Embora ele nos discipline sempre por amor e para o nosso próprio benefício, a sua correção pode nos causar dor (Hb. 12.5-11). Da mesma forma, Deus requer que os pais corrijam adequadamente os seus filhos. Até mesmo o destino eterno de uma criança pode depender da disciplina piedosa estabelecida pelos pais.

Contudo, a regra áurea da qual não podemos fugir, na criação dos filhos é: 1) criá-los num ambiente de diálogos abertos e francos. Exercitá-los no jogo de exposição das razões, e estas devem ser verdadeiras. Não basta dizer ao filho ansioso com aquela caixa de brinquedo na mão que simplesmente não vai comprá-lo e pronto. É preciso explicar amorosamente, demonstrando atenção, o porquê não pode comprar, aproveitando para dar uma aula sobre economia doméstica. Conquiste pelo diálogo e nunca precisará recorrer às palmadas. A doutrina que filho só aprende apanhando é do diabo! 2) vencidas todas as tentativas de diálogo, diante da desobediência, e não de um simples erro, os pais, com toda a sensatez e amor, executa as palmadas dando ciência do porquê daquele castigo. 

CONCLUSÃO


Imagine uma reta seguida de três pontos. No primeiro ponto da extremidade está o tipo de criação permissiva, aquela que não impões limites. A outra ponta da extremidade representa o tipo de criação autocrática, na qual os pais são inflexíveis. E o ponto do meio, representa o tipo de criação equilibrada, aquela que conduz a criação na base do diálogo, da compreensão, da disciplina corretiva, como último recurso. Pitágoras, um pensador grego, afirmou certa vez: "educai as crianças para que não seja necessário punir adultos." 

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¹Ariès, Philippe in História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1981; ². Freud, Sigmund; Anna Freud, Winnicott, teóricos psicanalíticos. O primeiro é considerado o pai da psicanálise, a psicologia profunda que investiga os fenômenos do inconsciente. Pavlov, visiologia russo que estudou o comportamento numa perspectiva de estimulo e resposta, modelagem etc.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A DIVISÃO ESPIRITUAL NO LAR

TEXTO ÁUREO: I Pe. 3.1  
"Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus maridos, a fim de que, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de sua mulher." (Versão NVI)

LEITURA BÍBLICA: I Co. 7.12-16

I. INTRODUÇÃO

O ideal Bíblico é que o lar seja integralmente composto por membros comunicantes da mesma fé, da comunhão em Cristo Jesus. Como membro da Igreja, poderia suavizar essa exposição afirmando que o lar cristão é um céu aqui na terra; mas, como psicólogo, assumo o risco de fugir dessa tendência para destacar que tanto o lar do não-crente como o lar do crente, os problemas de relacionamento sempre existirão. Estresse, contas à pagar, filhos para educar, trabalhos para administrar, e a relação conjugal para se conduzir com muito cuidado.

É claro que, no transcurso de nossa trajetória, nós construímos o tipo de cama na qual vamos dormir e o tamanho do lençol com o qual iremos nos cobrir (Isaías 28.20). Isto me referindo as escolhas que fazemos. Se alguém resolve se envolver com uma pessoa incrédula, estreitam-se os laços e se casam ou vivem maritalmente, conhecendo a palavra de Deus, o resultado dessa relação tende a convergir para incompatibilidades penosas, duras de suportar muitas vezes; mas essa pessoa, achegando-se Deus para Serví-lo com integridade de coração, deve suporta toda essa situação. Não apenas isso, mas conquistar o (a) cônjuge pregando "sem palavras" (I Pedro 3.1), através de um procedimento fiel.

Posturas no lar não condizentes com a palavra de Deus: 1) contrariar o marido crente ou incrédulo sob pretexto de colocar Deus em primeiro lugar. É um engano recorrente. A Bíblia diz: "Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor..." (Efésios 5.22); 2) cultivar um ambiente de intensas discussões. A Bíblia põe a mulher cristã como exemplo para servir de modelo: "Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos" (Tito 2.4); 3) convém a mulher se conduzir com prudência num lar dividido entre crentes e não-crentes. "A casa e os bens são herança dos pais; porém do SENHOR vem a esposa prudente." (Provérbios 19.14).

Observei num culto repleto de pessoas, um casal bastante jovem sentado num dos bancos próximos da área central da igreja; ele não cessava de beijar-lhe as mãos a cada minuto que passava. Uma conduta que, a vista dos menos experientes denotava amor. Puro engano. Amor é um sentimento profundo, terno, respeitável, de entranhável afeto, algo que não se traduz em - como diria um sertanejo - "pantim" e jogos de encenação. Já conheci casais que na Igreja se tratam por "môzim" e "filhinho", "filhinha", mas que fora daquele contexto se digladiam, agridem-se mutuamente. Deus abomina uma vida de encenação. Mas ama a sinceridade, a verdade.

A Bíblia nunca se preocupou em apresentar lares cristãos acima de qualquer suspeita, pelo contrário, ela pinta sem retoques lares de homens e mulheres de Deus marcados por conflitos familiares, mas que, na dependência de Deus essas imperfeições são combustíveis para manter acesa a chama do amor. 

Valorize sua família, não se permita jamais desprezá-la, conduza-a ao Senhor em demonstração de obediência a palavra de Deus e você descobrirá um tesouro inestimável.


CONCLUSÃO

O lar cristão, cheio de imperfeições representa o ambiente perfeito para exercitar o amor de Cristo derramado em nossos corações. Não podemos alimentar uma vida de fingimentos e encenações como se o nosso lar fosse o modelo de perfeição. Capa pessoa é um universo, cada mente é um poço profundo, precisamos administrar nossos sentimentos e emoções, desenvolver a misericórdia através da tolerância, da aceitação incondicional.

sábado, 4 de agosto de 2012

DESPENSA VAZIA

Lição 06
TEXTO ÁUREO: "Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão." Salmos 37:25.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Rs 4.1-7.

INTRODUÇÃO: 

O mundo da Pós-Modernidade chegou anunciando um tempo de profundas mudanças no pensamento e comportamento humanos. Nesse, particular, temos que admitir que o pensamento teológico também mudou de tal forma que se torna difícil, mesmo para as denominações tradicionais, barrar certas tendências. Antes era comum identificar algum pensamento associando-o à denominação, hoje, já é mais complicado. 

Para ser mais claro, pensar o cristão fiel, cumpridor de seus deveres, ativo na obra de Deus passando necessidades é assunto inaceitável para a teologia da prosperidade. Isto porque, justificam, o crente fiel não passa por esses tipos de situações próprias do infiel.

Quando se analisa a Bíblia se descobre um Deus da provisão (Jeová Jiré), mas como descobrir a essência dessa provisão senão pela experiência das necessidades? "E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás" (Salmos 50.15).

O psicólogo comportamental Abraham Maslow (1908-1970) teorizou sobre a hierarquia das necessidades humanas idealizando uma pirâmide na qual a base representa as necessidades fisiológicas como alimentação, reprodução, abrigo, entre outras; em seguida, as necessidades de segurança. Estas podendo ser segurança física, segurança financeira, saúde, bem-estar etc. Destaca-se também as necessidades de associação, por exemplo, criar vínculos de amizade é uma necessidade; as necessidades de estima representada pelo desejo humano de ser aceito e valorizado. E, por último, no topo da pirâmide, as necessidades de auto-realização, ou seja, o sentido que representa o potencial máximo do ser. Para chegar aqui, é necessário ter satisfeitas todas as demais necessidades. Esse seria o ideal de pessoa plena, realizada. 

No entanto, a Bíblia diz mostra através de inúmeros textos que a alma do homem nunca se farta, quanto mais tem, mas aquilo que se constituía numa ausência de prazer passa a perder o significado para uma nova necessidade e a pessoa muitas vezes perde a visão do que realmente pode lhe fazer feliz. Foi nesse contexto que Jesus repreendeu o rico insensato: "E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens;
E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.
Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" Lucas 12:18-20.

Psicologicamente a natureza humana persegue um alvo com simbolo máximo de seu desejo, quando adquire-o, novas necessidades tornam a reproduzir o mesmo vazio anterior. Por que? A nossa plenitude, o sentimento de completude de todas as lacunas só pode vir de Deus que é a fonte da eterna felicidade.

O salmista Davi, aquele mesmo que precisou comer o pão da proposição (1 Samuel 21.6) que não lhe era devido, mas a necessidade imperava, cantou a Deus respaldado por toda sua experiência: "Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi um justo desamparado!", porque Deus cuida de cada um dos seus. A existência de um necessidade servirá apenas para glorificar o Seu santo nome e contemplar que Deus é Deus de milagres. 

Recomendo a leitura da postagem: NADA ALÉM DE UMA BOTIJA DE AZEITE

domingo, 22 de julho de 2012

SUPERANDO O TRAUMA DA VIOLÊNCIA SOCIAL


TEXTO ÁUREO: Gênesis 6.11
VERDADE PRÁTICA: A Igreja deve acolher com todo amor e hospitalidade, toda pessoa vítima de violência.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 6. 5-12.
I. INTRODUÇÃO
A violência é um conceito multidimensional, pode se dá em níveis pessoal, intrapessoal e interpessoal. Pode se manifestar de forma local, regional e/ou global. Quanto a natureza a violência pode ser de ordem espiritual, social e conjuntural.
II. ORIGEM E CAUSA DA VIOLÊNCIA
A Bíblia situa a origem da violência como conseqüência do pecado (Gn. 6.4-12; Jo. 8.32).
III. A VIOLÊNCIA NO MUNDO ATUAL
3.1 Concentração urbana; 3.2 Narcotráfico; 3.3 Disputa territoriais
IV. A VIOLÊNCIA DEIXA MARCAS
O trauma psicológico é um tipo de dano emocional que ocorre como resultado de um algum acontecimento. Pressupõe uma experiência de dor e sofrimento.  O trauma consegue produzir pessoas amargas e complexadas (Sl. 143.11; 2 Co.10.4-5)) Complexo de inferioridade; de autopiedade; de rejeição; de derrotismo etc.
a) a Igreja é o lugar da cura (Is. 43.25; Ef. 4.2)
b) o amor é o remédio mais eficaz (Hb 10.24)
c) a comunhão intensa é cicatrizante (Ef. 3.17)
CONCLUSÃO

Acesse: escoladominicalrevista.blogspot.com

quarta-feira, 18 de julho de 2012

ELE VENCEU COMO HOMEM



TEXTO: JOÃO 1.14

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." 

INTRODUÇÃO

A minha motivação para seguir a Cristo não está fundamentada em shows dos que, mercadejando a palavra de Deus, mobilizam multidões, arrastando após si verdadeiros fãs clubes de seguidores fanatizados pelas manobras psicológicas e frases de efeito como se Deus, para manifestar seu Poder, precisasse de "ajudinhas de auditórios". A razão da minha fé é outra. "Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (1 Pedro 3:15).

Olhando um pouco mais atentamente para a Bíblia Sagrada, por entre os evangelhos que descrevem a trajetória e ministério de Jesus, descubro algo, para mim, edificante e realmente motivador: Ele venceu como homem! Sim, a maior vitória de todos os tempos foi realizada na cruz do Calvário por alguém que precisou abrir mão de todo seu poderio para conquistar a nossa salvação eterna.

É por isso que o Apóstolo dos Gentios o classificou: "Jesus Cristo, homem": "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1 Timóteo 2.5). Isto implica dizer que, para se tornar homem, ele se vestiu da humanidade. Três bases bíblicas me dizem claramente a natureza desse fato: 1) "o verbo se fez carne" - Foi concebido pelo Espírito Santo ("Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.", Mateus 1.18; "Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens", Filipenses 2.7); 2) Como homem, teve o ciclo de desenvolvimento psicossocial comum a seres humanos. Nasceu, desenvolveu-se na infância, pré-adolescência, adolescência e idade adulta, não exatamente seguindo esses conceitos modernos de desenvolvimento, mas essas fases, naturalmente ele as vivenciou. ("E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido.", Lucas 2.21). Desenvolveu plenamente a capacidade intelectual ("E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa." Lucas 2:42); o raciocínio lógico ("E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. Lucas 2:46). Ademais, o cotidiano de Nazaré, uma cidade sem expressão em relação às outras da redondeza, era de bastante trabalho para o jovem Jesus, como não poderia ser diferente para o judeu mediano da época; e 3) Como homem ele desenvolveu a capacidade de analisar e interpretar o que é a natureza humana. Ele foi fiel cumpridor da lei (“ Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.", Mateus 5:17; "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" Gálatas 4:4); Ele estava sujeito as mesmas exigências orgânicas e limitações fisiológicas e motoras comuns a seres humanos: sentiu cansaço e fadiga ("E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta." João 4:6; "E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo." Mateus 8:24); fome: ("E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome.", Marcos 11:12); ele foi tentado em todos os aspectos: ("Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo". Mateus 4.1; “... um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.", Hebreus 4.15); Tinha sentimentos e emoções fortemente ligados à sua espinhosa missão: ("O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. "  Hebreus 5:7-8. 

Qual a razão de tudo isso? Ele precisava vencer como homem... ("E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.", Hebreus 2:14-15)... Para que a justiça de Deus pudesse ser estendida a cada um de nós ("Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos". Romanos 5:15; "Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante". 1 Coríntios 15:45); "Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos." Romanos 5:19).

CONCLUSÃO

Cristo Jesus, homem, tendo consumado a obra redentora na cruz, nos motiva a perseverarmos na fé ("Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.", Hebreus 12:2). Ele conhece a natureza humana e sabe qual é a nossa estrutura. Ele pode se compadecer dos fracos e convalescentes, dos oprimidos, dos pecadores, porque ele os conheceu e conhece. Ele é capaz de interceder por cada um de nós ("Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.", Hebreus 7.25).

Essa é minha motivação.

João Nunes
Psicólogo e Teólogo




domingo, 15 de julho de 2012

A MORTE PARA O VERDADEIRO CRISTÃO


TEXTO ÁUREO
“Porque para mim o viver é CRISTO, e o morrer é ganho” (Fp 1.21).


VERDADE PRÁTICA
Para o crente, a morte não é o fim da vida, mas o início de uma plena, sublime e eterna comunhão com DEUS.


TEXTO BÍBLICO: 1Co 15:51-57.


INTRODUÇÃO


A natureza humana não convive em paz com a realidade da morte. Existe uma tendencia à fuga dessa realidade assustadora. Ela é descrita no imaginário como um "mostro personificado numa capa preta e foice na mão", outros, tentam de todas as formas negar o término da vida acreditando na reencarnação, mas o que a Bíblia diz sobre a morte? E, o crente? Quais as suas convicções?


Palavras-chaves: thanatos (Gr.); Obitus (Lt.); vida terrenal extinguida; vida eterna.

I - O QUE É A MORTE (Gn 3:19; 49:33; Dt 31:16; Jó 14:2; 7-15; 16:22; Sl 115:17; Mc 5:39; Jo 11:11; At 7:60; II Cor 5:1;II Pe 1:4; Lc 12:20; At 5:10; Fp 1:23).

II - A VIDA APÓS A MORTE
Sheol superior - era o antigo paraíso, todos os salvos de Adão a Jesus iam para lá ( Jó 14.13; Gen 37.35; Lucas 16.19-31). Esta é uma crença dos Judeus e Cristãos bíblicos.
Sheol inferior - este é o inferno temporário onde todos os desobedientes ficam em sofrimento aguardando o dia do juízo.
Abismo - prisão dos anjos que encarnaram-se para ter relações com as mulheres (Gên 6.1-4; Judas 6).
Atual paraíso - quando Jesus morreu ele foi ao " Sheol superior" e resgatou as almas que estavam ali e as levou ao paraíso no céu (Efésios 4.7-10; Mateus 27.52-53; II Cor 12.2-4; Apoc 6.9-11). Todos salvos que morrem desde então, são levados ao paraíso no céu.

III - MORTE, O INÍCIO DA VIDA ETERNA
Iniciou-se com o pecado de Adão (Gên 2.16-17; Rom 5.12) só findará no dia do juízo final (Apoc 20.14); A eternidade (Salmos 90.3-5; 103.15-16; Isaías 40.6-8; Jó 9.25-26; salmos 144.4) " sono", refere-se ao corpo e não ao espírito e a alma (I cor 11.30; Dan 12.2; I Tess 4.13-14; Mateus 27.52).

CONCLUSÃO

Ao contrário do que muitos pensam, Jesus venceu, como homem e não como Deus, àquele que tinha o império da morte, a saber, o Diabo, para que, com seu sacrifício,livrasse a todos os que, "comedo da morte, estavam sujeitos à escravidão" (Hb. 2.14-15; 5. 5-10).

sábado, 26 de maio de 2012

A IGREJA DE LAODICÉIA



TEXTO: Apocalipse 3. 14-22.

I. INTRODUÇÃO:

Dentre as setes igrejas para as quais fora endereçada a mensagem de JESUS por intermédio de João (Ap. 1.1-2), Laudicéia se destaca negativamente como, para quem admite uma interpretação dispensacionista, o modelo de igreja dos tempos do fim. É o tipo de igreja marcada pelo intenso ativismo urbano do mundo moderno, o mundo do flash, da relação superficial e mercantil, da coisificação do ser, do distanciamento do Deus vivo e verdadeiro.

Não sem razão que Paulo trabalhou arduamente pela igreja Colossos, e principalmente pela de Laudicéia: "Porque quero que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia", Colossenses 2:1. O apóstolo se preocupou com ênfase especial na base doutrinária de Laidicéia, tendo escrito uma carta que deveria circular por aquela igreja, e o mesmo conteúdo deveria ser lido em Colossos também (Cl. 4.16). 

As cidades de Laodicéia, Colossos e Hierápolis (Colossenses 4:13) ficavam no vale do rio Lico. Laodicéia situava-se no local da cidade moderna de Denizli, Turquia, no cruzamento de estradas principais da Ásia Menor. Antigamente, a água da cidade vinha, via aquedutos, das fontes termais ao sul da cidade. Até chegar em Laodicéia, a água ficava morna. A qualidade dela não era boa, e a cidade ganhou a reputação de ter água não potável. Ao engolir esta água, muitas pessoas vomitavam.

II. CARACTERÍSTICAS DE LAODICÉIA

A igreja de Laodicéia absorveu o modelo do sistema mundano de viver. "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre."
(1 João 2:15-17).

2.1 Falsa comunhão

Tem-se comunhão quando se cristaliza uma identidade comum aos membros de determinada grei (Atos 2.42; 1 João 1.7). A mensagem é Cristocentrica, direta, objetiva, sem rodeios, sem amarras: "Salvai-vos desta geração perversa." (Atos 2:40).

A verdadeira comunhão gera em nossos corações o sentimento de interdependência, não importando o status social ou outra qualquer diferenciação. "Eu preciso de você, você precisa de mim, nós precisamos de Cristo até o fim, sem parar, sem vacilar..."

Os crentes laodicenses se ufanavam atolados em seus próprios egocentrismos excentricos. "Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta", Apocalipse 3:17. É um sentimento materialista e egoísta. Autosuciencia foi a mentira mais bem elaborada de Satanás para nos distanciar de Deus. Às vezes ajudas substanciais de gente que pensa assim, são aceitas com louvores nas igrejas, porque no momento é mais fácil dobrar-se a valores do que ao tipo de pessoa que contribui. Isso tem feito calar a boca de muitos profetas que não podem mais pregar a genuína palavra de Deus nem tocar em determinados assuntos nos púlpitos!

2.2 Falsa adoração

Os crentes laodicenses se julgavam tão autosuficientes que a doração ao Senhor era sufocada pela conduta mundana claramente expressa. Eles não sabiam, mas estavam pobres, cegos e nus espiritualmente. Vidas ocas, sem conteúdo.

O orgulho dos discípulos de Laodicéia os cegou ao ponto de não enxergarem os seus problemas. Eles se achavam fortes e independentes, mas Jesus viu o estado real de uma igreja fraca, cega e infrutífera. A cidade de Laodicéia sofreu um terremoto em 60 d.C. e foi reedificada com recursos próprios, sem auxílio do governo romano. Parece que a igreja sentia a mesma atitude de auto-suficiência, perigosíssima num rebanho de ovelhas que precisa seguir o seu Bom Pastor! Numa cidade conhecida por tratamentos de olhos, a igreja se tornou cega e não procurou o tratamento do Grande Médico. Precisavam da humildade dos publicanos e pecadores (Lucas 5:31-32). Numa cidade que produzia roupas de lã, a igreja andava nua, sem a vestimenta de justiça oferecida por seu Senhor (2 Coríntios 5:3; Colossenses 3:9-10).
 Eles se achavam fortes e independentes, mas Jesus viu o estado real de uma igreja fraca, cega e infrutífera. A cidade de Laodicéia sofreu um terremoto em 60 d.C. e foi reedificada com recursos próprios, sem auxílio do governo romano. Numa cidade conhecida por tratamentos de olhos, a igreja se tornou cega e não procurou o tratamento do Grande Médico. Precisavam da humildade dos publicanos e pecadores (Lucas 5:31-32). Numa cidade que produzia roupas de lã, a igreja andava nua, sem a vestimenta de justiça oferecida por seu Senhor (2 Coríntios 5:3; Colossenses 3:9-10).

CONCLUSÃO

Jesus Cristo se apresenta nesta e nas outras cartas de Apocalipse como o modelo para qualquer pessoa que queira alcansar a vitória sobre o mal, a tentação e a apatia comum nesses últimos dias.

Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono: Os vencedores terão o privilégio de reinar com Cristo (veja 2:26-27; 20:4). Tal honra não seria para os orgulhosos e auto-suficientes, mas para os humildes e obedientes. Jesus foi obediente ao Pai aqui na terra para ser exaltado ao lado dele no céu (Filipenses 2:8-9). "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas".
(Apocalipse 3:22).