ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

sábado, 26 de maio de 2012

A IGREJA DE LAODICÉIA



TEXTO: Apocalipse 3. 14-22.

I. INTRODUÇÃO:

Dentre as setes igrejas para as quais fora endereçada a mensagem de JESUS por intermédio de João (Ap. 1.1-2), Laudicéia se destaca negativamente como, para quem admite uma interpretação dispensacionista, o modelo de igreja dos tempos do fim. É o tipo de igreja marcada pelo intenso ativismo urbano do mundo moderno, o mundo do flash, da relação superficial e mercantil, da coisificação do ser, do distanciamento do Deus vivo e verdadeiro.

Não sem razão que Paulo trabalhou arduamente pela igreja Colossos, e principalmente pela de Laudicéia: "Porque quero que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia", Colossenses 2:1. O apóstolo se preocupou com ênfase especial na base doutrinária de Laidicéia, tendo escrito uma carta que deveria circular por aquela igreja, e o mesmo conteúdo deveria ser lido em Colossos também (Cl. 4.16). 

As cidades de Laodicéia, Colossos e Hierápolis (Colossenses 4:13) ficavam no vale do rio Lico. Laodicéia situava-se no local da cidade moderna de Denizli, Turquia, no cruzamento de estradas principais da Ásia Menor. Antigamente, a água da cidade vinha, via aquedutos, das fontes termais ao sul da cidade. Até chegar em Laodicéia, a água ficava morna. A qualidade dela não era boa, e a cidade ganhou a reputação de ter água não potável. Ao engolir esta água, muitas pessoas vomitavam.

II. CARACTERÍSTICAS DE LAODICÉIA

A igreja de Laodicéia absorveu o modelo do sistema mundano de viver. "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre."
(1 João 2:15-17).

2.1 Falsa comunhão

Tem-se comunhão quando se cristaliza uma identidade comum aos membros de determinada grei (Atos 2.42; 1 João 1.7). A mensagem é Cristocentrica, direta, objetiva, sem rodeios, sem amarras: "Salvai-vos desta geração perversa." (Atos 2:40).

A verdadeira comunhão gera em nossos corações o sentimento de interdependência, não importando o status social ou outra qualquer diferenciação. "Eu preciso de você, você precisa de mim, nós precisamos de Cristo até o fim, sem parar, sem vacilar..."

Os crentes laodicenses se ufanavam atolados em seus próprios egocentrismos excentricos. "Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta", Apocalipse 3:17. É um sentimento materialista e egoísta. Autosuciencia foi a mentira mais bem elaborada de Satanás para nos distanciar de Deus. Às vezes ajudas substanciais de gente que pensa assim, são aceitas com louvores nas igrejas, porque no momento é mais fácil dobrar-se a valores do que ao tipo de pessoa que contribui. Isso tem feito calar a boca de muitos profetas que não podem mais pregar a genuína palavra de Deus nem tocar em determinados assuntos nos púlpitos!

2.2 Falsa adoração

Os crentes laodicenses se julgavam tão autosuficientes que a doração ao Senhor era sufocada pela conduta mundana claramente expressa. Eles não sabiam, mas estavam pobres, cegos e nus espiritualmente. Vidas ocas, sem conteúdo.

O orgulho dos discípulos de Laodicéia os cegou ao ponto de não enxergarem os seus problemas. Eles se achavam fortes e independentes, mas Jesus viu o estado real de uma igreja fraca, cega e infrutífera. A cidade de Laodicéia sofreu um terremoto em 60 d.C. e foi reedificada com recursos próprios, sem auxílio do governo romano. Parece que a igreja sentia a mesma atitude de auto-suficiência, perigosíssima num rebanho de ovelhas que precisa seguir o seu Bom Pastor! Numa cidade conhecida por tratamentos de olhos, a igreja se tornou cega e não procurou o tratamento do Grande Médico. Precisavam da humildade dos publicanos e pecadores (Lucas 5:31-32). Numa cidade que produzia roupas de lã, a igreja andava nua, sem a vestimenta de justiça oferecida por seu Senhor (2 Coríntios 5:3; Colossenses 3:9-10).
 Eles se achavam fortes e independentes, mas Jesus viu o estado real de uma igreja fraca, cega e infrutífera. A cidade de Laodicéia sofreu um terremoto em 60 d.C. e foi reedificada com recursos próprios, sem auxílio do governo romano. Numa cidade conhecida por tratamentos de olhos, a igreja se tornou cega e não procurou o tratamento do Grande Médico. Precisavam da humildade dos publicanos e pecadores (Lucas 5:31-32). Numa cidade que produzia roupas de lã, a igreja andava nua, sem a vestimenta de justiça oferecida por seu Senhor (2 Coríntios 5:3; Colossenses 3:9-10).

CONCLUSÃO

Jesus Cristo se apresenta nesta e nas outras cartas de Apocalipse como o modelo para qualquer pessoa que queira alcansar a vitória sobre o mal, a tentação e a apatia comum nesses últimos dias.

Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono: Os vencedores terão o privilégio de reinar com Cristo (veja 2:26-27; 20:4). Tal honra não seria para os orgulhosos e auto-suficientes, mas para os humildes e obedientes. Jesus foi obediente ao Pai aqui na terra para ser exaltado ao lado dele no céu (Filipenses 2:8-9). "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas".
(Apocalipse 3:22).

terça-feira, 22 de maio de 2012

NÓS SOMOS CARTA DE CRISTO

TEXTO: 2 Coríntios 3.2
"Vós sóis a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens..."

INTRODUÇÃO

O apostólo Paulo, ao escrever à Igreja que estava na cidade de Corinto, declarou "vóis sóis a nossa carta". A primeira impressão é de que "eles", os integrantes daquela igreja eram portadores das credenciais legadas pelo apostólo. A figura bem empregada de uma 'carta' implica que esta tem como função primordial transmitir uma mensagem. Não há carta sem conteúdo. A regra básica que justifica a existência da carta implica na clareza e objetividade da mensagem, ou seja, o teor que ele se presta a transmitir. Uma carta permite ao leitor atento, ler o explícito ao mesmo tempo interpretar o implícito nas entrelinhas da mensagem. De uma forma ou de outra, Paulo queria que eles se conscientizassem de que, como carta, estariam abertas as várias possibilidades de leitura. Mas que eles não seriam cartas comuns. O versículo 3 diz que eles são "manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo (...)".

Outra impressão interessante é que, nessa linha de pensamento o texto  deixa claro que o teor da carta é "conhecida e lida por todos os homens" (v. 2). Ora, a pregação do evangelho de Cristo pode se processar ou não, dependendo da disposição de quem sai a evagelizar. Mas a carta conhecida e lida por todos os homens certamente é algo que vai além do verbalizar, de pregar a palavra para quem quiser ouvir. A carta escrita e lida é a nossa própria vida expressa e ofuscante, sem margens para nebulosidades, nem dubiedade. É a vida transparente, testificante e, por isso mesmo, comunicante.

Ao frisar que o teor da carta não foi escrito com tinta em tábuas de pedra, mas sim, em tábuas de carne em nosso próprio coração, o apostólo deixa claro que essa leitura só é válida a partir do ponto zero. É possível zerar a vida mesmo tendo experienciado fatos, pessoas e situações desconcertantes? A bíblia afirmar que sim, mesmo em face de contestações! "Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já se passaram, eis que tudo se fez novo" (2 Co. 5.17); "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito, por que a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus me livrou da lei do pecado e da morte" (Romanos 8.1-2); "Mas, se andarmos na luz, como Deus na luz está, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (1 João 1.7).

O teor da carta parece ser mais impactante na vida do mais vil pecador, do que na vida do "certinho de mais" que nunca se deviou. Talvez seja por isso que há um ponto zero a partir do qual passamos a ser carta de Cristo e o mundo que ficou para trás é página rasgada de nossa história. Mas, é preciso cuidado: "Convém atentarmos diligentemente para as coisas que ouvimos para que em tempo algum nos desviemos dela" (Hebreus 2.1). O versículo seguinte de segundo capítulo aos Hebreus indaga: "Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?".

O rigor punitivo da palavra de Deus àqueles que brincam com as coisas espirituais se traduz no fato de que em Cristo temos liberdade, mas essa grande liberdade tras consigo grande responsabilidade. Este é o verdeiro teor contido na carta que somos nós, conhecida e lida por todos os homens. 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A VISÃO DO CRISTO GLORIFICADO




Lição 2 EBD


[9] Eu, João [Yoshanan, filho de Zebedeu, discípulo amado de Jesus], que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino [Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará. 2 Timóteo 2:12], e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos [A ilha ficava fora da costa da Turquia, prisão para onde eram degredados os considerados inimigos políticos de Roma do Primeiro Século e início do Segundo], por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo [Num período turbulento em que se pregar a palavra de Deus em Roma, sob o domínio de Domiciano* era se expor frontalmente à morte, por essa causa, João havia sido desterrado para uma prisão onde deveria ficar incomunicável].

[10] Eu fui arrebatado [O corpo permaneceu no mesmo lugar em que estava, mas seu espírito elevou-se em visões (1ª Coríntios 15.50)] no Espírito no dia do Senhor [Do grego: en tê kuriakê êmera, Dia singular, dia do Juízo, O julgamento final. Em termos simples, o que os profetas do Antigo Testamento como Ezequiel e Daniel não tiveram viram em sua completude, João teve o privilégio de ver com uma cortina descerrada no céu, clara e objetivamente nesta revelação], e ouvi detrás de mim uma grande voz ["A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade. , como de trombeta, Salmos 29.4; Trovejou desde os céus o SENHOR; e o Altíssimo fez soar a sua voz, 2 Samuel 22.14],

[11] Que dizia: Eu sou o Alfa e o Omega [a voz que João ouviu era o próprio Verbo de Deus, glorificado], o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro [Voz que incumbe a João a missão de escrever descrevendo tudo que ele vê nessa visão], e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia [A revelação tinha endereço certo, às sete igrejas da Ásia, numa primeira perspectiva. Biblistas há que associam aos sete períodos dispensacionais da Igreja de Cristo na Terra, numa segunda perspectiva, esta, por sua vez, é espiritual]: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia [Um tipo ou fase de Igreja preocupante presente nos tempos do fim].

[12] E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro ["Menorot", Candelabros 'de Ouro', Êxodo 25.31-40, que ficavam fora da segunda cortina do Tabernáculo eram peças únicas, feitas de ouro puro, sem mistura nem remendo entre suas ligações];

[13] E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro [A visão real do Cristo glorificado. Suas vestes são a um só tempo de sacerdote (Êxodo 28), Rei e Juíz].

[14] E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca [O ancião de dias, Daniel 7.9-10], como a neve [Realce de linguagem que evoca a pureza do branco, do que habita em santidade], e os seus olhos como chama de fogo;

[15] E os seus pés, semelhantes a latão reluzente [As igrejas da Ásia ficavam dentro dos limites da Próvincia de Roma, portanto, a visão que se tem do Cristo glorificado é mais forte do que o resplendor fugaz, passageiro, com que os imperadores costumavam aparecer. Jesus, aparece como o Grande Conquistador, cheio de glória, força e poder irresistíveis] , como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.

[16] E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios [O Verbo de Deus pronto para julgar]; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.

[17] E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último [Um título do próprio Deus, Isaías 48.12];

[18] E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.

[19] Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer [Mood destaca que este versículo tem sido tradicionalmente dividido triplamente: "as coisas que viste" (passado), "as que são" (presente referente às sete igrejas do capítulo 2) "e as que depois destas devem acontecer" (restante do livro, ao espectro mais amplo), se bem, pondera: "tal interpretação é inexata já que a mesma palavra meta tauta = depois destas, aparecem nove vezes, cf: 4.1; 7.1; 7.9; 9.12; 15.5; 18.1; 19.1; 20.1];

[20] O mistério das sete estrelas [Assim como as estrelas não possuem luz própria, essas necessitam da luz do Sol da Justiça para brilharem, Malaquias 4.2], que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.
Apocalipse 1:9-20
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*Imperador Domiciano: Tito Flávio Domiciano (em latim Titus Flavius Domitianus) imperador romano de 14 de setembro de 81 d.C. até a sua morte a 18 de setembro de 96. As fontes clássicas descrevem-no como um tirano cruel e paranoico, localizando entre os imperadores mais odiados ao comparar a sua vileza com as de Calígula ou Nero. Domiciano acreditava firmemente na religião romana tradicional e dirigiu uma intensa política com o objeto de ressuscitar os antigos costumes e restabelecer a moral romana. A fim de justificar a divina posição da dinastia Flaviana, enfatizou as fictícias conexões com a deidade romana mais importante, Júpiter. Era o ressurgimento do Culto Imperial, razão pela qual, mais uma vez inúmeros cristãos foram mortos das formas mais cruéis possíveis. Uma tradição baseada nos escritos de Eusébio de Cesareia defende que cristãos e judeus foram implacavelmente perseguidos em finais do seu reinado. Os conterrâneos eruditos acreditavam que o livro do Apocalipse foi escrito durante o reinado de Domiciano como reação à intolerância religiosa do imperador.

sábado, 31 de março de 2012

APOCALIPSE DE JESUS CRISTO




[1] Revelação* de Jesus Cristo [A fonte da revelação é o próprio Jesus Cristo, agora não mais nas feições de servo sofredor, mas como Deus glorificado], a qual Deus lhe deu [essa expressão demonstra a perfeita harmonia do Trino Deus, coexistente na pessoa do Filho, do Pai e do Espírito], para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer [Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas. Amós 3:7]; e pelo seu anjo as enviou [o veículo da transmissão da revelação foi um anjo, como as demais revelações de grande importância profética], e as notificou a João seu servo [João foi o canal difusor dessa revelação destinada, primeiramente, às sete igrejas da Ásia Menor];

[2] O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto [João veio a ser testemunha fiel por ter sido partícipe do ministério terreno de Jesus, portanto, sua autoridade para testificar o teor dessa revelação está acima de qualquer questão].

[3] Bem-aventurado [ditoso, mais que feliz] aquele que lê [Seja pela escassez de livros à época, seja pelo aspecto da retenção literária do escrito santo, de uma forma ou de outra, é um privilégio ler essa revelação profética], e os que ouvem as palavras desta profecia [A mesma bem-aventurança é reservada ao que ouvi], e guardam as coisas que nela estão escritas [...Sendo que os dois processos anteriores, ler e ouvir, tornam-se nulos, sem esse último]; porque o tempo está próximo.

[4] João, às sete igrejas [No final do primeiro século a Eclésia ainda tinha feições de reuniões de cristãos que formavam a comunidade da comunhão] que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir [Expressão que revela a transcendencia de Jesus, como Deus. Ele é o verbo encarnado (João 1.1-3) e o verbo glorificado (Ap. 19.13)], e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono [As figuras de imagens utilizadas ao longo de todo o livro são marcantes com destaque para o número sete que evoca o ideal de perfeição de Deus, sendo que sete espíritos podem representar um só espírito com sete manifestações distintas];

[5] E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra [Fiel testemunha, primogênito dos mortos, apontam para o passado; Principe e Aquele que nos ama, se refere ao presente imediato e guarda relação com o futuro próximo]. Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,

[6] E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai [Êxodo 19. 6; I Pe. 2.5,9; Ap. 5.10]; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.

[7] Eis que vem com as nuvens [Note que Ele vem com as nuvens, Daniel 7.13], e todo o olho o verá [Imagine que Deus, sendo Soberano, não necessita de um complexo e avançado sistema de satélite para se fazer ver ao mesmo tempo em toda a terra. Jesus tornará essa visão global realizável. E Ele irá além, os mortos O verão], até os mesmos que o traspassaram [Zacarias 12.10]; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele [Confira Salmos 2]. Sim. Amém.

[8] Eu sou [Uma expressão de autoridade soberana que implica em dizer "Eu sou o que sou" (Êxodo 3.14), autoexistente, em relação ao mundo e as coisas criadas Ele é pré-existente, autosuficiente, eterno, Colossenses 1.15-16] o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso [Um reforço linguístico para mostrar que Ele não está sujeito ao tempo e ao espaço nem a quaisquer limitações fisicas e metafisicas].
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Notas explicativas: * Revelação: apokalupsis "descobrimento, divulgação, revelação". Esta palavra grega é usada no Novo Testamento em diversas ocasiões, por exemplo, no ato de Jesus tirar o véu de trevas que cobria os gentios (Lc 2.32; Is. 25.7); revelar instrução à igreja (1 Co. 14.6,26) e, por último, a previsão simbólica das imagens que anunciam o tempo do fim (Ap. 1.1-3). Apokaluptõ significa "descortinar, descobri, desvelar, revelar". É formado por 'apo'="de" e 'kaluptõ' "cobrir. (VINE, 2006).

sexta-feira, 30 de março de 2012

O ÚNICO DEUS

TEXTO: Deuteronômio 6.4: "Ouve Israel; o Senhor Nosso Deus é único Senhor"

INTRODUÇÃO

Essa sentença pronunciada no versículo quarto do capítulo sexto do Código Deuteronômico era usada pelos judeus de todas as idades em ocasiões solenes; o velho, o jovem e a criança diziam em voz alta: "-Ouvi ó Israel, Jeová é Um!", o que na Teologia se destaca o principal atributo de Deus a 'unitas singularitatis', isto é, não há deus antes, não há depois e nunca haverá Deus como o Altíssimo.

Essencialmente, Deus na Sua singularidade é Um. É único, benevolente, amoroso, presente, imanente, transcedente, invisível, real e oniponte. Deus é tão grande, mas apesar de Sua grandeza, habita no coração do simples. Ele é tão amoroso que enviou Seu Filho, num gesto de infinito amor e compaixão para cumprir nEle o propósito da salvação.

A sorte de Israel estava no ouvir a Deus, ao único Deus. A desgraça, estava em ouvidá-lo. A distancia de Deus empobrece, a proximidade, enriquece, humaniza. A plenitude de Deus é o céu, a excassez de Deus é o inferno. Sendo que, estando com Deus e Ele estando conosco até o inferno se transforma em paraíso e a mais tenebrosa das tempestades se converte em bonança.

Estando com Deus, as muitas águas não conseguem nos submergir, nem as chamas do fogo têm poder para destruir, nem os espinhos, sufocar. Deus é o diferencial. Mas não qualquer um Deus, o Único Deus! Não o deus das conveniências, o deus imediatista, ou o deus desse século que tem segado o entendimento dos incrédulos.

O Deus Único, pelo Sua singularidade, não quer se relacionar apenas momentaneamente com as pessoas, mas, sim, ter um relacionamente concreto, próximo e real com as pessoas, com Seus adoradores. Nesse caso, sim, o Único Deus pode se revelar da forma mais especial possível em nossas vidas.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O VERBO DE DEUS

Texto: João 1.1-3: "No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele e sem ele nada do que foi feito se fez."

Introdução

O verbo em si, analisando pelo prisma filosófico, fora em algum tempo, considerado como princípio ativo, ou razão de todas as coisas, o logos que pôs ordem ao caos. O apóstolo João, vivendo num ambiente grego cuja cultura respirava ora o misticismo pré-socrático ora a filosófia dos sofistas entre outras, achou por bem realçar a figura do logos em termos cristocêntrico, não aquele logos concebido pela filosófia, mas o Logo personificado na pessoa santa de Cristo Jesus, o galileu que morreu em Jerusalém e que ressucitou vindo a ser a causa da salvação eterna ("e, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem", Hebreus 5.9).

O texto do capítulo primeiro de João no versículo 1º começa afirmando que "no princípio era o Verbo...", considerando que o profeta Isaías afirmou em relação ao Messias que ele é "Deus Forte, Pai da Eternidade" (Isaías 9.6) nos levando a inferir que Jesus é preexistente com o Pai, além de ser Ele mesmo o que deu origem a própria eternidade e que num dado intervado de tempo criou todas as coisas. ("Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nEle foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam principados, seja potestades, tudo foi criado por Ele e para Ele, Ele é antes de todas as coisas e sem Ele nada do que foi feito se fez", Colossenses 1. 15-17).

No livro de Hebreus, no capítulo primeiro e versículos 1-3 lê-se: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais pelos profetas, nestes últimos dias falou-nos pelo Filho, a quem constitui herdeiro de todas as coisas e por quem também fez o mundo; sendo Ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder...".

Pelo que se observa textualmente, Jesus é incriado, pré-encarnado, préexistente, coexiste com Deus e Ele mesmo é Deus. E essa doutrina tornara-se mais acessível na extensão de sua compreensibilidade para qualquer grego justamente pela abordagem, o Verbo de Deus que ao mesmo tempo era Deus. O mais surpreendente de tudo é que esse mesmo Jesus, excelso, sublime, soberano e grande em força e poder, quando de sua encarnação, "e o Verbo se fez carne", deixou a mais alta lição de humanidade, de amor, de compaixa. E isso Ele provou morrendo num madeiro, assumido no seu corpo a maldição de todos nós, tornando acessível a salvação como o bem mais precioso que alguém pode desejar.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MAIS PROFUNDO QUE O MAR




'The Mariana Trench' (A Fenda Mariana), localizada entre os mares do Japão e Filipinas, no Oceano Pacífico é o lugar mais profundo do planeta, medindo aproximadamente 2550 km por 69 km de largura! Haveria alguma maneira de uma pessoa chegar ao fundo desse abismo sinistro?

Bem, existe um ponto em algum lugar dessas profundezas chamada de profundidade Challenger a 36.000 pés, o equivalente a 11 quilômetros de profundidade, muito menos que isso, um corpo humano não resistiria à pressão intensa comprimindo seu corpo e estourando seus órgãos internos começando pelos pulmões!

Mas o impressionante de tudo isso é que a Bíblia Sagrada afirma que "nas tuas mãos [Deus] estão as profundezas da terra" (Salmos 95.4). Isso nos move a refletir quão profundo é o próprio Deus a ponto de conter em suas mãos as profundezas da terra.

Outra associação que podemos fazer é que as profundezas desse mar é lugar de esquecimento, sepultamento, quem adentrou jamais voltou, o que caiu ali nunca mais fora resgatado, por representar uma viagem sem retorno. No plano espiritual, a nossa situação diante de Deus é esta: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3.23). Ser destituído é privar alguém de uma condição anterior. Ou seja, o Homem Adão tinha no Éden plena comunhão com o Criador, sendo participante da glória de Deus.

A honra e o privilégio eram tais que ele ouvia e se comunicava abertamente com Deus, "a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia" (Gêneses 3.8). Por haver ele desobedecido ao Criador, toda a humanidade ficou privada dessa glória, que seria restabelecida com o Messias, mediante o sacrifício por todos nós na cruz do Calvário.

A existência inteira clama por essa glória, porque existe, num lugar onde habitava a plenitude da comunhão com o Pai, um vazio tão profundo, frio, denso e escuro, os recônditos da alma, profundos como a Fenda Mariana, e inexplorável, a não ser que a pessoa abra essa coração para Deus e permita Sua visitação. "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo" (Apocalipse 3.20).

É por essa razão que mesmo com todos os carnavais do mundo, bebidas fortes, drogas, promiscuidades, sempre haverá um desejo maior por uma sensação de plenitude que nunca atinge seu clímax. Há pessoas que dizem que já provou de tudo e voltou a estaca zero. Não há mais novidade até surgir uma droga mais forte e devastadora para se entrar num novo ciclo destruidor. Porque a plenitude de toda satisfação real está em Deus, essa lacuna só Deus, por meio do Filho Jesus, pode preencher satisfatoriamente! "Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância" (João 10.10); "E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça" (João 1.16).

Quando nos volvemos para Ele, desarmados de quaisquer empecilhos ideológicos, nos entregamos de coração Ele transporta-nos das trevas do abismo existencial para o Reino do Filho de seu amor, lugar de luz. Então toda a nossa vida passa a ser iluminada, irradiando brilho por onde quer que andarmos. Mas o melhor de tudo: o que retorna para as profundezas mesmo são os nossos pecados! "Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniqüidade, e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na sua benignidade. Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar." (Miquéias 7:18-19).

Psicólogo e Evangelista João B Nunes.