ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

domingo, 12 de fevereiro de 2012

NADA ALÉM DE UMA BOTIJA DE AZEITE




TEXTO: 1 Reis 4.1-2

"E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos. E Elizeu lhe disse: que te hei de fazer? Dize-me o que é que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite".

INTRODUÇÃO

Qual é o maior tesouro de uma mãe? Os filhos. Por eles era é capaz de fazer o inacreditável. Numa terra marcada pela escassez e a fome era comum os credores levarem como paga das dívidas além dos bens, os filhos. Existem casos em que a família inteira era levada como escravos para saldar as dívidas. No Novo Testamento temos um exemplo: "E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse." (Mateus 18:25).

I - UM DEUS GRANDE PARA UM PROBLEMA DIFÍCIL

A mulher era viúva, desprovida de bens materiais, nada tinha senão uma botija de azeite. Seus dois filhos eram seu único tesouro. Seu mundo estava prestes a desmoronar, os credores estavam à porta e iriam levar seus filhos. Não consigo imaginar quão amargo não seria para aquela mulher. Mas ela não baixou a cabeça diante daquela tribulação. Ela não se isolou ou se pôs a amaudiçoar a vida. Ela teve atitudes positivas: 1) Buscou comunicar sua tribulação com pessoas espirituais, o homem de Deus, chamado Elizeu. 2) Ela tinha a referência de seu marido. Vivo, ele era dos filhos dos profetas. Era também homem de Deus. 3) O marido falecido podia não ter conta na terra, mas no céu ele tinha: "Tu sabes que meu marido temia ao Senhor! (v.1)."

Para um problema tão difícil, só buscando a intervenção do Deus grande!
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
2 Reis 4:2
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.

Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.

Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.

Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia.

E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou.
2 Reis 4:2-6
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.

Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.

Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.

Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia.

E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou.
2 Reis 4:2-6
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
2 Reis 4:2
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
2 Reis 4:2
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
2 Reis 4:2
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
2 Reis 4:2
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
2 Reis 4:2

II - COMO POSSO AJUDÁ-LA?

A Nova Versão Internacional traduz essa indagação do profeta Elizeu desta forma: "Como posso ajudá-la?". Diante daquela triste situação aquela mulher precisava de ajuda urgente. Ela sabia que o lugar da milagre estava em Deus! Não sabia como, mas que algo Deus iria fazer! "Vós, os que temeis ao SENHOR, confiai no SENHOR; ele é o seu auxílio [amparo] e o seu escudo".
(Salmos 115:11); "E disse: Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz" (Jonas 2:2).


III - O QUE VOCÊ TEM EM SUA CASA?

Uma lição que aprendo: o milagre de Deus poderia ser ordenado alí, naquele exato momento. Afinal, o profeta Elizeu, como homem de Deus poderia declarar a vitória ali mesmo. Mas ele pergunta: "Dize-me o que é que tens em casa" (cf. v. 1-2).

A casa é nosso lugar secreto. Lugar de intimidade. A Constituição brasileira diz que é lugar inviolável! A lugar de encontro da pessoa com Deus. No silêncio do quarto, em secreto com Àquele que tem poder para ordenar à bravesa do mar e ele lhe abedecer!

Ele diz que não tem absolutamente nada em casa! Para não zerar no todo, ela diz que tem apenas uma botija de azeite. Uma vazilha apenas! Um objeto que perde sua utilidade diante de uma escassez como a daqueles dias! Mas ela tinha alguma coisa!

O milagre acontece a partir daquilo que temos e não do que não temos! Eu tenho fé. Ótimo! "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe [Deus]; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11:6). Mas a fé em si, isolada, sozinha, é inoperante! É preciso ter atitude! "Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2:26).

As atitudes da mulher: 1) Ela identificou o problema: era grande, urgente, inadiável. 2) Ela se mobilizou para o enfrentamento do problema. Crise não se deve guardar, nem se ficar postergando, é preciso agir. 3) Ela buscou ajuda de pessoas certas. Pessoas realmente espirituais são habilitadas por Deus para ajudar efetivamente aos que a eles se achegam. Quem focaliza o problema é fuxiqueiro e inápto. Profeta Elizeu, sem pestanejar perguntou: "Em que posso ajudá-la? O que você tem em casa?" E pronto! Homens e mulheres de Deus agem assim.

IV - DEUS CONVERTE O NADA EM TUDO!

O profeta Elizeu mandou que ela agisse conforme o que se tinha: "Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas". (2 Reis 4:3). Acredito que a vizinhança naturalmente começou a achar estranho aquele comportamento. Num tempo de escassez, de fome, a mulher saiu pedindo emprestado vasos vazios! Em grande quantidade! Uma santa loucura! "Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens" (1 Coríntios 1:25).

"Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia"(2 Reis 4:4). Ela vez axatamente o que o profeta de Deus havia de ordenado.

Veja como se dá o processo de encontro com o milagre! No âmbito do lar. "Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos". Depois que eles, reunidos dentro da casa, foram postas todas as vasilhas agrupadas num canto da casa e a mulher começou a encher casa vasilha com uma única botija de azeite! Um dos elementos decisivos da fé é a obediência, o outro é a fé! O volume de azeite saído de um único recipiente quebrou a lei da física das capacidades volumétricas! Ora, se Àquele que ordenou ao mar e o vento para que se calassem e se aquietassem não tem poder para operar milagrosamente na vida dos que O buscam?


CONCLUSÃO

Recetemente presenciei a aflição de uma mãe que recebera um telefonema anônimo no qual a pessoa se dizia ter raptado sua filha. Toda a assistência das pessoas próximas não puderam acalmar seu coração. Ele tremia convulsivamente clamando a Deus pela sua filha. Depois de alguns minutos que pareciam durar uma eternidade, constatou-se que tudo não passava de uma tentativa de extorsão mediante um falso sequestro! A filha estava sã e salva na sala de aula junto com seus colegas de escola.

Imagine a mãe viver a expectativa de nunca mais ver seus dois filhos, ela já sendo viúva! Não consigo imaginar num problema tão complexo e difícil com este dessa mãe. Mas a palavra de Deus diz: "Porque para Deus nada é impossível" (Lucas 1.37). "Pela opressão dos pobres, pelo gemido dos necessitados me levantarei agora, diz o SENHOR; porei a salvo aquele para quem eles assopram." (Salmos 12:5).

"E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou". Note a expressão: "o azeite parou", diferente de "o azeite acabou". (2 Reis 4:6).

A ordem foi para que a mulher negociasse e adminitrasse bem o azeite, o milagre de Deus!

Deus está desejoso para fazer milagres em nossa vida em qualquer tempo, em todo o lugar. Mas é preciso nos aproximarmos dEle, confiarmos nEle para que algo extraordinário possa fluir do céu ao nosso encontro. Não importa se seu problema é de ordem física, espiritual, material, afetiva. Se é financeiro como o era o desta mulher da narrativa, não importa!

Deus quer fazer um milagre! Algo que fique marcado! Para que o Seu nome seja sempre glorificado em nossas vidas! Confie e busque o milagre de Deus, os céus estão cheios da graça e do poder para o nosso bem.
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.

Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.
2 Reis 4:2-3

domingo, 22 de janeiro de 2012

ELE SERÁ COMO ÁRVORE JUNTO A RIBEIROS

"Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará" (Salmos 1.3).

Vejo-me refletindo sobre esse versículo do salmo primeiro. Uma oração condicionada a uma postura comportamental, que se traduz pelo ideal de uma vida plena de felicidade, simbolicamente descrita na figura de uma árvore. Há uma lei que rege o dinamismo que gera essa felicidade. É a lei da justa retribuição. Quando a gente se dispõe a buscar o conhecimento da palavra de Deus, debruçando-se com humildade e constância, um horizonte se abre diante de nós. Logo descobrimos que o prazer de Deus, nosso Criador é tornar-nos felizes, bem aventurados. E tudo começa pela ética cristã: 1) não andar segundo o conselho dos ímpios; 2) não se assentar na roda dos escarnecedores; e, 3) não se deter no caminho dos pecadores.

Se atentarmos para o que a palavra diz descobrimos que não precisamos absorver essas influências destacadas acima, como que para manter uma vida social fosse preciso nos submeter a pessoas e coisas que nos afastam de Deus e sua palavra. Pelo contrário! A pessoa que medita na palavra de Deus com prazer, como uma árvore plantada junto a ribeiros de água, uma fonte de vida brota do seu interior. O salmo 104, versículo 16 está escrito que as árvores que o Senhor plantou fartam-se de seiva. Assim é a pessoa que rege a sua vida pela palavra de Deus, é cheia de vida transbordante. Tem raízes. Sabe a que Deus pertence. Tem segredo com Deus e Deus com ele. É como a árvore, frondosa, abençoa a quem estiver por perto. O impio não tem esse dom. É por isso que deve ser preterido em benefício da palavra de Deus.

A pessoa que segue essa receita de vitória não se preocupa com dias maus, nem com crise econômica, nem com quaisquer outras coisas abaladoras, porque a seu tempo produzirá frutos. Suas folhas nunca cairão e tudo quanto fizer prosperará.

Enquanto os impios pela sua frivolidade, passam como a moinha que o vento espalha, as pessoas que observam os preceitos do Senhor e guardam seus mandamentos sempre permanecerão, frutíferos e prósperos. A palavra nos mostra quem é o impio: é aquele que embora diga ser amigo, no fundo... Trama contra você pelas costas: "O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes" (Salmos 37:12); Arma ciladas procurando acabar com sua vida: "O ímpio espreita ao justo, e procura matá-lo" (Salmos 37:32); Não tem ética, é corrupto e corruptor: "O ímpio toma presentes em secreto para perverter as veredas da justiça" (Provérbios 17:23); o fim do ímpio é conhecido pelo Senhor: "Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá" (Salmos 37:10).

Em dias exigentes como os nossos, nessa pós-modernidade fria, de relações sociais superficiais e desumanas, precisamos aprender com essa salmo e buscar assumir essa postura comportamental de sucesso e prosperidade a partir de uma relacionamento mais próximo com Deus e sua palavra. A vida realmente próspera e feliz só é possível através da adoção dessa e prática dessa postura.

Que a benção do Senhor e salvador Jesus Cristo esteja com você e sua família.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

VOCÊ NÃO É TEÓLOGO DA PROSPERIDADE?

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim." (João 5.39).

O movimento conhecido como Teologia da Prosperidade é uma heresia. Heresia (do latim haerĕsis, por sua vez do grego αἵρεσις, "escolha" ou "opção") é a doutrina ou linha de pensamento contrária ou diferente de um credo ou sistema de crenças tidos como certos e/ou verdadeiros. Talvez Essek William Kenyon (nascido em 24 de abril de 1867, falecido em 19 de março de 1948) não tivesse ideia de quantos males traria à visão tradicional e por isso tenha lançado as bases do que hoje se identifica como confissão positiva.

A confissão positiva, como o próprio nome já o diz, consiste em pôr a fé para agir, de forma turbinada, através daquilo que eu evocar. Verbalizando de forma imperativa, estarei assumindo minha posição no Reino, a de filho de Deus e co-herdeiro de Cristo. Kenneth Erwin Hagin (McKinney, 20 de agosto de 1917 — Tulsa, 19 de setembro de 2003), considerado o pai do Movimento Palavra de Fé, conseguiu traduzir o pensamento de William Kenyon através de inúmeras obras publicadas e isso tem atingido ao longo de décadas centenas de países e tem chegado ao Brasil desde a década de 1980 revolucionando a maneira de agir e de pensar de milhares de piedosos cristãos, como a pastora Valnice Milhomes (Ministério Palavra da Fé/Igreja Nacional) e tantos outros.

O rescaldo desse verdadeiro incêndio teológico produziu o cenário perfeito para a instauração do Neopentecostalismo no Brasil. Primeiro, a meu ver, porque a mensagem é sedutora. Fala de bem-estar, de prosperidade, riquezas, libertação e curas. Quem não conhece a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, a IURD-Igreja Universal do Reino de Deus do Bispo Edir Macedo, a mais recente, a Igreja Mundial do Poder de Deus do Apóstolo Valdomiro Santiago. Quando me refiro a essas denominações logo me vêm à mente as megas concentrações comuns a elas, que conseguem reunir facilmente centenas de milhares de pessoas, numa verdadeira demonstração de poder de mobilização.

Segundo, porque salvo exceções, a chamada que se faz é extensiva a todos os adeptos das demais crenças e linhas filosóficas, havendo espaço até para "ateus". Esse sincretismo religioso descomprometido tem se ligado apenas pelo que GUARESCHI identificou em seu estudo sociológico intitulado "Sem Dinheiro não Há Salvação". Dessa premissa tem originado os verdadeiro impérios neopentecostais em plena pós-modernidade, como quem diz, é Terceiro Milênio mais as demandas espirituais não conhecem limites nem espaços de tempo e o homem de hoje sempre terá referencia no de ontem.

Mas, chegando ao clímax da questão, pego-me folheando a revista da CPAD, 1º Trimestre/2012, discorrendo sobre o movimento da teologia da prosperidade. Muito bem. Vamos debater nas nossas escolas bíblicas sobre esse assunto. Contudo, não podemos nos esquecer que somos também teólogos da prosperidades. Uns defendem com unhas e dentes sem o saber. Esses são os obreiros despreparados teologicamente que abarrotam os púlpitos no domingo à noite. Outros, em menor número, são teólogos da prosperidade sim e sabem que são.

A maioria de nossos pregadores das Assembleias de Deus tem como ponto culminante de suas pregações o movimento de curas, distribuições de bençãos incluindo chaves de carro virtuais, mas é preciso a pessoa estender a mão em sinal de recebimento. Eles fazem verdadeiros shows que para ser completos precisavam incluir a pirotecnia. Mas a mensagem da cruz, a palavra de arrependimento e salvação pouco se vê. As mensagens são predominantemente de autoajuda. Expressões que são verdadeiros mantras noutras religiões ouvem-se em nossos cultos.

Nunca dantes de ouviu ou viu algo dessa natureza nas Assembleias de Deus, mas hoje tornou-se comum: campanha da libertação; campanha das sete semanas etc etc. Isso é teologia da prosperidade puríssima, mas veraz que aquela que criticamos em nossa lição. Pergunto: você não é teólogo da prosperidade? Coisas do tipo: vire-se para o seu irmão e diga... Não nasceu na Assembleia de Deus, é coisa importada.

O que nasceu na Assembleia de Deus foi a pregação genuína da palavra de Deus ("Eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse", Jeremias 23.31/"Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo", 1 Coríntios 1.17/"prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina", 2 Timóteo 4.2/"Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus", 1 Coríntios 1.18).

A proeminência é a pregação da palavra de Deus. A mensagem deve ser integralmente salvacionista ("aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? — diz o SENHOR", Jeremias 23.28). Todas as demais coisas ou fenômenos são secundários. Primeiro Jesus ordenou: "Ide e pregai". O que vier após isto pode ser uma benção indescritível, mas é secundário, nunca primário! ("E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura; Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado; E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. ", Marcos 16.15-18).

Jesus não autorizou nenhum especialista em curas, nem incitadores do batismo com Espírito Santo, nem quaisquer outros tipos de sinais que vemos proliferar em nossas igrejas sob o rótulo de poder de Deus, desprovidos da mensagem salvadora. Se isso acontece com frequência e temos contribuído solenimente para que tal movimento cresça entre nós, é porque somos ou temos sido teólogos da prosperidade tanto quanto eles, os originais.


domingo, 15 de janeiro de 2012

ELE PARTIU PARA UMA TERRA LONGÍNQUA

TEXTO: "Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando distante do seu lar." (Pv. 27.8); "E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente." (Lc. 15.13).

INTRODUÇÃO

A Bíblia Sagrada parece insistir num fato importante: todos nós existimos em função de um lugar. No salmo 104, versículos 16 em diante está escrito que "as árvores do Senhor fartam-se com a seiva, os cedros do Líbano que ele plantou, onde as aves se aninham; quanto à cegonha, sua casa é nas faias. Os altos montes são para as cabras monteses, e os rochedos são refúgio para os coelhos... O lugar onde crescemos e nos desenvolvemos, onde temos o apoio necessário ao preparo para encarar o mundo como pessoas adultas e responsáveis, chama-se lar.

I. O ACONCHEGO DE UM LAR

O versículo 8, do capitulo 27 de Provérbios lança mão de um comparativo entre a ave distante do seu ninho e o homem distante do seu lar para deixar subtendido que tanto um como o outro padece de um mesmo mal, a falta de sossego, de paz, de tranquilidade.

A palavra ‘ninho’ transmite a ideia de aconchego. Quem está no conforto de seu lar, por mais simples que seja, sente-se seguro, ao lado de pessoas de sua convivência.

O filho da parábola narrada por Jesus, tinha tudo a seu dispor. Era rico, seu pai tinha trabalhadores a seu serviço. Ele tinha tudo, menos a percepção exata de sua felicidade, como muita gente que não poupa palavras para reclamar da vida, embora possuindo o bastante.

Certo dia, conta-nos a parábola, o filho disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que tenho direito. E o pai, repartiu entre eles seus haveres. Não passando muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo que tinha, partiu para uma terra longínqua. Parece ficar claro, que o jovem já tinha um roteiro em mente. Foi-se para além dos limites de sua família, de sua gente, de seu país.

A experiência mais comum demonstra que, enquanto temos dinheiro e bens não faltam "amigos", são exatamente os companheiros oportunistas, amantes da ocasião, das baladas, nas noitadas que nos acham o máximo. São capazes de, no calor das emoções, jurarem amizades eternas, numa relação de quase irmandade.

O rapaz, distante de seu lar, num outro país, passou a viver dissolutamente, era o típico jovem esbanjador. Gastando sem repor, sem medir consequências até que se viu totalmente sem dinheiro. Essa situação logo o transforma num andarilho. Sem dinheiro, sem amigos, sem lar, sem alimento, sem ter onde descansar. Vendo o tempo passar e sua situação piorar ao extremo. Ele sendo judeu, agregou-se a cidadãos daquele lugar e estes o enviaram para trabalhar em seus campos. E deram-lhe a cuidar de porcos. Ele estava tão vunerabilizado, reduzido ao nada, despessoalizado, uma vergonha encontrar-se com alguém conhecido. Talvez não. Quem o reconheceria daquele jeito?

Ele vendo os restos que os porcos sobejava, desejava comer, mas nem isso lhe fora dado.

Então, ele começou a pensar. Claro, para onde ir se já atingiu todos os limites inferiores. Com tempo para a reflexão, agora restava equacionar bem sua situação. Continuar naquela vida era o fim. (Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor - Rm. 6.23). Além do mais, a fome extremada o compelia a uma atitude do tipo "tudo ou nada". "Quantos dos trabalhadores do meu pai tem pão com abundância e eu aqui padeço de forme!" Ele reagiu decididamente: "Levantar-me-ei e irei ao encontro de meu pai!"

O texto é nítido e preciso ao mostrar que o pai foi quem o avistou ao longe. Dando-nos uma ideia de que possivelmente o pai nunca havia desistido dele e guardava bem no fundo de seu coração a esperança de vê-lo voltar algum dia, exatamente como sucedeu.

"Correndo o abraçou e o beijou. Mandou que trouxessem um anel e pôs em seu dedo, roupas e sandálias novas, e mandou matar um novilho cevado e disse: comamos e nos alegremos porque esse meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a se alegrar."

Quem sairia ao encontro de um derrotado? Um rico e dono de terras? Dificilmente sairia. Quem abraçaria um moribundo e beijaria não querendo nem ouvir seus argumentos de arrependido? Acho que dificilmente alguém se portaria dessa forma. A não ser que esta pessoa fosse movida por um sentimento chamado compaixão.

II. A FORÇA DA COMPAIXÃO

O pai sabia exatamente que poderia ignorar o filho desertor. Em vez disso, correu e o abraçou e beijou, recebendo-o não como um de seus empregados, mas como filho. Dando-lhe, de novo, a restituição de sua antiga posição como filho. A compaixão é um sentimento que nos move a agir assim. Para quem tem compaixão, não interessa as consequências dos atos e até danos que outros tenham causado. Esse é o verdadeiro sentido. A pessoa tem toda a condição de subjulgar, de reduzir o ofensor a pó, mas em vez disso, o abraça e beija, e se alegra por reavê-lo vivo.

Naturalmente, aquele jovem não fazia ideia de que iria ser recebido assim. Sem críticas acusativas, sem apontamentos ou cobranças. O mais provável seria um encontro frio e cheio de rancor, afinal, ele saiu de casa, deixando um coração ferido, o de seu pai. Mas o pai, cheio de termo amor aguardou aquele dia em que o veria novamente. Para quem ama e tem compaixão a volta, o retorno, o arrependimento, se reveste de uma motivação superior que envolve, reanima, dar novo sentido a vida.


CONCLUSÃO

HOW MUCH DO WE SEE?




"Having eyes, see ye not? and having ears, hear ye not? and do ye not remember?" (Mark, 8.18).

What the eye does not see the heart does not grieve over. We have quoted the old saw innumerable times. But how often have we realized its deep truth in relation to our work for God? Or how often have we faced up to the searching implication of the familiar proverb with regard to our task in this dark day?

A good deal is being said about the moral laxity which is haunting our times. If finds newspaper headlines. It rears its ugly head in our factores and camps. It impudently whips our face in the street. But how many of our hearts really grieve over it?

We suffer the pains and restraints caused by the wickedness and pride of men. Our lives are dominated on the physical plane by the conflict which has plunged the entire world into unrest and sorrow. We say that it is all because men have forgotten God.

But do our hearts really grieve over these major disasters that have thrown the world into chaos? We try to peer into the future for wich a multitude of plans and blue prints are being provided, and we say, for the hundredth time, that unless men build on a better foudation we shall soon slip back into the old round of sowing winds and reaping of sowing winds and reaping whirlwinds. But do our hearts really grieve over the lack of certainty in sense of direction?

Do we feel as keenly about these things as we should, for instance, about the plight of a child with its foot caught in a gate? Do we feel we must push and pull and struggle and contrive and go on doing somethings, the best we can do, until we achieve release?

While I maintain constant watch for signs of concern - the constructive concern which acts effectively - I must confess that I see more of the shrugged shoulder than grieved heart. How much do we see? Lord, that we may receive our sight!

We do not allow the Divine point of view that shines forth steadily from the Bible to determine our own point view. "For the Son of man is come to seek and to save that which was lost" (Luke 19.10).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O QUE HÁ PARA VER NUM DESERTO?




TEXTO: Êxodo 3. 1
"Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro, que era sacerdote de Midiã. Um dia levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus." (Versão NVI).

INTRODUÇÃO

Se esbarrarmos apenas nesse texto de Êxodo 3.1, iremos nos deparar com um homem barbudo, aparentemente de feições rudes, com um cajado na mão e um grande rebanho de ovelhas pertencentes a seu sogro. Seu nome era Moisés. Moisés, como todas as pessoas, tinha um passado que alí, naquele deserto parecia está longínquo na proporção que o tempo passava. E, no relato de Estevão (Atos 7.30) esse senhor já havia estacionado naquele deserto durante 40 anos!

Talvez ele pensasse que sua vida se resumiria naquela rotina, deslocando ovelhas em busca de lugares menos áridos e de pastagens. Quando a vida se torna uma rotina nós tendemos a limitar o campo de nossa visão. Isso pode gerar dentro de nós um sentimento de autoanulação, de impotência, de coisas que nos impedem de acessar potenciais que o tempo sublimou. Pois, aquele sujeito barbudo havia não era qualquer um: "Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e veio a ser poderoso em palavras e obras" (Atos 7:22); ele um dia foi alguém que estava cotado para ser príncipe do Egito! (Confira: Hebreus 11.23-24).

A vida é assim. Somos hábeis avaliadores e julgadores de pessoas pelo que nos mostram as aparências. Jesus já advertia seus discípulos a esse respeito dizendo: "Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos" (João 7:24) .

Moisés, num dia desses qualquer, deslocou o rebanho para a parte mais ocidental do deserto, para o outro lado, defronte ao Monte Horebe, no Sinal, naquela cadeia de montanhas cujo pico mais alto chegava a 2 461,54 m. Foi nesse monte que Moisés teve uma surpresa que mudou radicalmente sua vida.

I. O que há para ver num deserto?

Jesus ao testemunhar a respeito de João falou: "O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?" (Mateus 11:7). Esse ilustração serve para mostrar que o deserto não é lugar para ver coisas interessantes.

Moisés sabia disso claramente, afinal, 40 anos são uma eternidade para quem todos os dias se punha a fazer a mesma coisa. De dia, um calor extasiante, um suor sufocante, uma poeira constante. Um som estranho provocado pelos galhos secos afastados pelo bafo quente isento de água. Isso é deserto! De noite, um frio gélido e seco.

No deserto não há muito para se ver além de extensões infindáveis de terras arenosas, de vegetação pobre e minguada, sem vida.

Desertos podem servir de ilustração em relação a nossa própria vida. Ou mesmo que se prestem a servir de exemplo para uma situação nacional, local, uma realidade difícil de um povo, uma particularidade emocional, ou escarces de condições, não importa se é deserto, está ligado a vida dura, pouco produtiva, sem expressão, sem colorido, mas o Deus que nós servimos é poderoso para transformar realidades marcadas pela esterilidade em mananciais de água! "O deserto e a terra ressequida se regozijarão; o ermo exultará e florescerá como a tulipa" (Isaías 35.1); "Águas irromperão no ermo e riachos no deserto" (Isaías 35.6); "Abrirei rios nas colinas estéreis, e fontes nos vales. Transformarei o deserto num lago, e o chão ressequido em mananciais." (Isaías 41.18); "Àquele que conduziu seu povo pelo deserto, O seu amor dura para sempre!" (Salmos 136:16).

II. É no deserto que coisas pequenas se tornam grandes!

Algo chamou a atenção de Moisés. Ele poderia dizer que já havia visto de tudo ao longo desses 40 anos naquele ambiente, mas o que aquele dia tinha reservado para ele era simplesmente inexplicável! "Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo que saía do meio de uma sarça. Moisés viu que, embora a sarça estivesse em chamas, esta não era consumida pelo fogo." (Êxodo 3:2).

Primeiro, Moisés se vê contrariado diante de tudo que aprendeu com a ciência dos egípcios, e olha que não era coisa pouca, porque além de ter sido o Egito centro de saberes universais, lugar onde primeiro se desenvolveram técnicas na área da astronomia, matemática, geometria, medicina, ele é descrito na Bíblia como alguém que "havia se tornado poderoso em palavras e obras!".

Ele viu, sem embaraço algum, o Anjo do Senhor falando diretamente com ele, numa chama de fogo que saía do meio de uma sarça! A sarça, "Seneh" em hebraico para designar um arbusto de regiões secas, de galhos resistentes, porém, pequeno, de feições insignificantes! Como o conjunto de tudo aquilo que se tem num deserto que não há nada para ver.

2.1 O Deus Todo-Poderoso transforma realidades

Aonde está a presença de Deus, mesmo nos lugares secos e vazios, a glória de Deus os transforma na maior e melhor novidade de todos os tempos! A disposição físico-mental que antes só enxergava deserto, começa, com a presença de Deus, a ver novos prismas, novas perspectivas, e a vida ganhando alegria e brilho. "Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! (2 Coríntios 5:17). "Ele os guiará às fontes de água viva." (Apocalipse 7.17).

2.2 A presença de Deus torna as coisas insignificantes em especiais

A sarça que era capaz de passar despercebida por qualquer um que passasse por aquele mesmo local, de repente foi o centro de total atenção de Moisés, pois a presença de Deus transformou algo insignificante num receptáculo do poder de Deus na forma de um fogo abrasador, mas que não consumia! E a voz que saia daquele fogo bradava de maneira inconfundível, chamando pelo seu nome: "Moisés, Moisés! " (Êxodo 3:4). Era como que dizendo, tu estás pensando que vais terminar a vida nessa mesmice de sempre! Eu tenho planos sobremodo excelentes para tua vida! Ao que lhe respondeu: "Eis-me aqui" (Êxodo 3:4).

A partir desse encontro, Moisés começou a se apropriar do conhecimento de sua missão, ele que viria a ser o guia do povo de Deus, o legislador de Israel, profeta e juiz!

No deserto da vida, Moisés foi rejeitado por muitos de seus irmãos, perseguido, ignorado, esquecido. Mas Deus transformou radicalmente a vida dele, dizendo: "Dou-lhe a minha autoridade perante o faraó..." (Êxodo 7.1). Mesmo depois de sua partida, podia de ouvir falar a seu respeito: "Em Israel nunca mais se levantou profeta como Moisés, a quem o Senhor conheceu face a face. Pois ninguém jamais mostrou tamanho poder como Moisés nem executou os feitos temíveis que Moisés realizou aos olhos de todo o Israel." (Deuteronômio 34:10,12).

Conclusão

Quando estamos no deserto parece que, de fato, não há nada para ver. Tudo parece está dominado pelo tédio, pela rotina. E nós nos sentimos desmotivados, pouco producentes, apáticos até. Mas quando entramos em sintonia com a glória de Deus, coisas insignificantes ganham brilho, a vida se enche de cores e prazer, e nós começamos a ver sob novas perspectivas. Nesse momento, não temos outra saída a não ser adorarmos ao Senhor que encheu nossa boca de rizo e o nosso coração de contentamento!

domingo, 13 de novembro de 2011

ARREPENDIMENTO E FÉ

Por Daniel B. Pecota

O arrependimento e a fé são os dois elementos essenciais da conversão. Envolvem uma “virada contra” (o arrependimento) e uma “virada para” (a fé). As palavras primárias, no Antigo Testamento, para expressar a ideia de arrependimento são shuv (“virar para trás”, “voltar”) e nicham (“arrepender-se”, “consolar”). Shuv ocorre mais de cem vezes no sentido teológico, seja quanto ao desviar-se de Deus (1 Sm 15.11; Jr 3.19), seja no sentido de voltar para Deus (Jr 3.7; Os 6.1). A pessoa também pode desviar-se do bem (Ez 18.24,26) ou desviar-se do mal (Is 59.20; 3.19), isto é, arrepender-se. O verbo nicham tem um aspecto emocional que não fica evidente em shuv; mas ambas palavras transmitem a ideia do arrependimento.

O Novo Testamento emprega epistrephô no sentido de “voltar-se” para Deus (At 15.19); 2 Co 3.16) e metanoeô/metanoia para a ideia de “arrependimento” (At 2.38; 17.30; 20.21; Rm 2.4). Utiliza-se de metanoeô para expressar o significado de shuv, que indica uma ênfase à mente e à vontade. Mas também é certo que metanoia, no Novo Testamento, é mais que uma mudança intelectual. Ressalta o fato de uma reviravolta da pessoa inteira, que passa a operar uma mudança fundamental de atitudes básicas.

Embora o arrependimento por si só não possa nos salvar, é impossível ler o Novo Testamento sem tomar consciência da ênfase deste sobre aquele. Deus “anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam” (At 17.30). A mensagem inicial de João Batista (Mt 3.2), de Jesus (Mt 4.17) e dos apóstolos (At 2.38) era “Arrependei-vos!” Todos devem arrepender-se, porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23).

Embora o arrependimento envolva as emoções e o intelecto, é a vontade que está profundamente envolvida. Quanto a isso, basta citarmos como exemplos os dois Herodes. O evangelho de Marcos apresenta o enigma de Herodes Antipas, um déspota imoral que encarcerou João Batista por ter este denunciado o casamento com a esposa de seu irmão Filipe, mas ao mesmo tempo “Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo” (Mc 6.20). Segundo parece, Herodes acreditava em algum tipo de ressurreição (6.16). Portanto, possuía algum entendimento teológico. Dificilmente poderíamos imaginar que João Batista não lhe tenha proporcionado uma oportunidade de se arrepender.

Paulo confrontou Herodes Agripa II com a própria crença do rei nas declarações proféticas a respeito do Messias, mas o rei não quis ser persuadido a tornar-se cristão (At 26.28). Não quis arrepender-se, embora não negasse a veracidade do que Paulo lhe dizia a respeito de Cristo. Todos nós precisamos dizer, assim como o filho pródigo: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai” (Lc 15.18). A conversão subentende “voltar-se contra” o pecado, mas igualmente “voltar-se para” Deus. Embora não devamos sugerir uma dicotomia absoluta entre duas ações (pois só quem confia em Deus dá o passo do arrependimento), não está fora de propósito uma distinção. Quando cremos em Deus e confiamos totalmente nEle, voltamo-nos para Ele.
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Fonte: sitio da CPAD Escola Dominical: Texto extraído da obra: “Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal”, editada pela CPAD.