ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Lição 1: A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo

Texto Áureo 

"E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor."

(1 Rs 8.11)

Verdade Prática

0 pedido de sabedoria feito por Salomão a Deus aponta para a maturidade espiritual que Deus deseja pare seus filhos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 4.29-34;6.1,11-14

29 - E deu Deus a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar.

30 - E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.

31 - E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e do que Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor.

32 - E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.

33 - Também falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais, e das aves, e dos répteis, e dos peixes.

34 - E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria.

1 Reis 6

1 - E sucedeu que, no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de zive (este é o mês segundo), Salomão começou a edificar a Casa do Senhor.


I - INTRODUÇÃO

Ora, se o fundamento de todo o conteúdo da lição é a palavra de Deus, por quê não priorizar a interpretação dos textos e sua aplicação contextual?


 

domingo, 27 de junho de 2021

ELIÚ - MEU DEUS É

TEXTO: JÓ 36.1-12

Prosseguiu Eliú, e disse: 2 Mais um pouco de paciência e te mostrarei que ainda tenho argumentos a favor de Deus. 3. De longe trarei o meu conhecimento, e ao meu Criador atribuirei a justiça. 4. Porque na verdade, as minhas palavras não são falsas; contigo está quem é senhor do assunto. 5. Eis que Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza; é grande na força da sua compreensão. 6. Não poupa a vida ao perverso, mas faz justiça aos aflitos. 7. Dos justos não tira os seus olhos; antes com os reis no trono os assenta para sempre, e são exaltados. 8. Se estão presos em grilhões, e amarrados com cordas de aflição, 9. Ele lhes faz ver as suas obras, as suas transgressões, e que se houveram com soberba, 10. Abre-lhes também os ouvidos para a instrução, e manda-lhes que se convertam da iniquidade. 11. Se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em delícias e os seus dias em felicidade e os seus anos em delícias.


I. INTRODUÇÃO

De acordo com a Enciclopédia Cultura Bíblica - vol II, "Eliú" vem do hebraico, 'Meu Deus é', e seu discurso se destaca como o mais expressivo no livro de Jó, iniciando no capítulo 32 e se estendendo até o 37.

O contexto nos remete aos acontecimentos envolvendo a vida de Jó, descritos nos capítulo 1 e 2 do livro, para no capítulo 4 ter início o ciclo de debates a partir de Elifaz, o temanita; Bildade, o suíta, e Sofar, o naamantita.

Os discursos se prolongam entre os três amigos e de Jó e do próprio Jó, até se parecer se esgotarem diante do sofrimento e da agonia, restando um silêncio dos debatedores sem resolução das questões que ficaram patentes ao longo das falas. 


II. DESENVOLVIMENTO

Eliú era um rapaz que diante daquele silêncio improducente, ficou irado com os amigos de Jó e com o próprio Jó, tendo como ponto fulcral a visão de Deus em relação aos acontecimentos da vida.

-Para Eliú Deus é maior que o homem/32. v.12.

-As nossas obras não podem nos justificar/v.13.

-Deus fala:

Deus fala por diversas vezes - por meio de sonhos; por meio de visões.

-Deus fala com diversos objetivos: Deus fala para esconder o homem da soberba; para livrar a nossa alma de ir para a cova; para livrar a nossa vida de passar pela espada.


III. FECHAMENTO CONCLUSIVO

Eliú demonstrou um perfil sincero e com visão clara da atuação de Deus na trajetória dos acontecimentos físicos e humanos.

"Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade." Lamentações 3:27

"Jovens, eu escrevi a vocês, porque são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece, e vocês venceram o Maligno." 1 João 2:14


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA. Bíblia Viva. Edição Revista e Atualizada do Brasil. Sociedade Bíblica do Brasil, São Paulo: SBB, 2001.


quinta-feira, 10 de junho de 2021

O GRUPO DOS DOZE

TEXTO: LUCAS 6.12-16

Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles aos quais deu também o nome de apóstolos. Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro; e André seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu e Simão chamado Zelote; Judas, filho de Tiago e Judas Iscariotes, que se tornou o traidor.

No versículo 12, a expressão "naqueles dias" demarcam a fase inicial do ministério terreno de Jesus, naturalmente quando após ter sido batizado por João, nas águas do Rio Jordão. Ele principiou sua missão pregando o evangelho do Reino, especialmente na Galiléia marítima e não demorou para que os milagres e sinais extraordinários atraíssem muitos discípulos. 

Ainda no versículo 12, há uma noção clara de estreito relacionamento que o Mestre tinha com o Pai utilizando como canal de comunicação a oração. O texto destaca que Jesus "retirou-se para o monte a fim de orar", e que "passou a noite orando a Deus."

Orar incessantemente a noite inteira, muitas vezes tendo percorrido longas jornadas durante o dia, sob sol inclemente pareceria um esforço a mais a um corpo cansado, que necessitava de uma boa noite do sono dos justos. Mas, nosso Salvador nutria-se do conforto e fortaleza na presença do Pai, tendo suas energias recobradas nas horas e horas de diálogo, em secreto com Deus.

A oração não era um exercício enfadonho, com meras repetições que colocassem a mente no automático! Era o momento da contemplação, da conversa do filho com o Pai, de onde saía a força e sabedoria para vencer os desafios de cada dia.

No versículo 13, o dinamismo do texto aponta para um novo dia, o amanhecer que surge com uma tomada de decisão: Ele chamou seus discípulos e escolheu dentre eles doze, designando-os, "deu-lhes o nome de apóstolos.

No versículo 14, tem-se a identificação dos doze: "Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro e André seu irmão; Tiago e João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Judas, filho de Tiago; Simão, o Zelote; Judas Iscariotes, que se tornou traidor."

No evangelho de São Marcos, capítulo 16, versículos 15 ao 18, está escrito:

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer, porém, será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem, em meu nome expedirão demônios, falarão novas línguas, pegaram em serpentes; e se tiverem bebido alguma coisa mortífera, não lhe fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos e os curarão."


João B Nunes
Pastor

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA DOMINICAL PARA A VIDA CRISTÃ


Sem delongas e rodeios podemos afirmar que existe, de acordo com a Bíblia Sagrada, um mundo invisível, populoso e poderoso que estar em constante atividade em relação ao mundo dos humanos. Trata-se do mundo espiritual que se divide entre seres espirituais do bem chamados de anjos e os seres espirituais da maldade, os demônios.

A Lição Bíblica deste 1º Trimestre de 2019 sob o título Batalha Espiritual - O Povo de Deus e a Guerra Contra a Potestade do Mal vem ao encontro de uma necessidade imperiosa da Igreja em se apropriar de uma conhecimento particularmente bíblico sobre a existência, natureza e atuação desses seres espirituais entre nós. 

Para o estudioso das Escrituras Sagradas é sempre um prazer evoluir nos assuntos que dizem respeito à nossa comum salvação¹.

___________
[1] Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos, Judas 3.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

ANO NOVO, NOVA DISPOSIÇÃO PARA O ESTUDO DA EBD



SAUDAÇÕES EM CRISTO meus caros estudantes da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus e demais denominações que utilizam as Lições Bíblicas CPAD (Jovens e Adultos). Nesse primeiro trimestre estaremos estudando em nossas igrejas com base no livro de Hebreus A Supremacia de Cristo - fé, esperança e ânimo, sem dúvida, uma instigante jornada desde o Antigo Testamento até o nosso tempo da graça.  

Que Deus nos conceda força e ânimo para enveredarmos pelo fascinante deslumbramento das Escrituras nesse trimestre!


À guisa de introdução, conquanto Deus tenha falado aos pais pelos profetas, agora falou por intermédio de seu Filho. O prólogo afirma o caráter distintivo do Filho. Ele é antes da história, está na história, é superior à história, é a meta da história. Compartilha a essência da Deidade e irradia a glória da Deidade. Ele é a suprema revelação de Deus (1:1-3). 
A passagem seguinte (1:4-14) declara de forma inequívoca a preeminência de Cristo. Ele é superior aos anjos. Estes ajudam os que serão herdeiros da salvação. Cristo, em virtude de sua identidade, de sua nomeação divina e do quer realizou, ergue-se por cima deles. Quão trágico é descuidar a grande salvação que ele proclama. 

Ele cumprirá a promessa feita ao homem de que todas as coisas estarão harmoniosamente sujeitas ao homem. Pode fazê-lo, porque é verdadeiro homem e realizou a expiação pelos pecados. É superior a Moisés. Moisés era servo entre o povo de Deus. Cristo é um Filho que está sobre o povo de Deus. Quão trágico é deixar de confiar nele! Por causa da incredulidade, uma geração toda de israelitas não entrou na terra de Canaã. 

Os crentes são advertidos contra tal incredulidade. Acentua-se tanto a fé como o fervor para se entrar no eterno descanso de Deus. O evangelho de Deus e o próprio Deus esquadrinham o homem. 

O saderdócio de Cristo é também desenvolvido por comparação (4:14 - 10:18). Os requisitos, as condições e as experiências do sacerdócio arônico se enumeram em comparação com Cristo como sacerdorte. Antes de desenvolver com maior amplitude este assunto, o escritor adverte os leitores sobre sua falta de preparação para um ensino mais avançado. 

Somente a sincera diligência nas coisas de Deus os tirará da imaturidade. Cristo, como sacerdote, à semelhança de Melquizedeque, é superior ao sacerdócio levítico, uma vez que sua vida é indestrutível; foi a um tempo sacerdote e sacrifício; seu sacerdócio é eterno. 

Seu santuário está no céu e seu sangue estabelece a validez do novo concerto que é igualmente eterno. 
A perseverança dos crentes nasce da comunhão com Deus, da atividade em favor de Deus, da fé nele e da consciência do que o espera (10:19 - 12:29). 

A cruz como altar cristão e a ressurreição do Grande Pastor são as bases para a ação divina. Estes acontecimentos históricos e redentores estimulam o crente à ação (13:1-25). 

Não se menciona o nome do autor. Com exceção da epístola aos Hebreus e da primeira epístola de João, todas as demais epístolas do Novo Testamento designam seu autor, seja pelo nome, seja pelo título. 

Desde o primeiro século, o problema da autoria da epístola aos Hebreus tem causado muita discussão. Várias são as respostas dadas pelos crentes da igreja primitiva. Na margem oriental do mar Mediterrâneo e perto de Alexandria atribui-se o livro a Paulo. Orígenes (anos 185-254 d.C.) considerava que os pensamentos do livro eram de Paulo, mas a linguagem e a composição pertencial a outrem. 

No norte da África, Tertuliano (155-225 d.C.) sustentava que Barnabé escreveu a epístola aos Hebreus. Embora a carta tenha sido conhecida primeiro em Roma e no Ocidente (I de Clemente, datada ao redor do ano 95 d.C. cita Hebreus com freqüência), a opinião unânime nesta região durante 200 anos foi que Paulo não escreveu a epístola aos Hebreus. Estes crentes da igreja primitiva não disseram quem, a seu ver, havia escrito a epístola. Simplesmente não o sabiam.

Em nossos dias os crentes não devem ser dogmáticos acerca de um assunto mantido em dúvida durante tanto tempo. Todavia, os estudiosos das Sagradas Escrituras devem estudar o livro de Hebreus. Um cuidadoso exame do texto grego diz-nos muitas coisas sobre o autor. O livro está escrito num grego brilhante, da pena de um escritor eloqüente. 

Não se parece, pois, com o estilo de Paulo. Com freqüência, o apóstolo Paulo segue o fio de um novo pensamento antes de haver finalizado o anterior. O escritor da epístola aos Hebreus nunca segue esse processo. O vocabulário, as figuras de dicção e de pensamento apontam a influência alexandrina e filônica (Filo, 20 a.C. a 50 ou 60 d.C.). 

Paulo não tem essa origem intelectual. O escritor da carta aos Hebreus cita o Antigo Testamento diferentemente de Paulo. Frases de Paulo "como está escrito", "a Escritura diz", "boas novas da vossa fé e amor" nunca se encontram na epístola aos Hebreus, embora o escritor cite com profusão o Antigo Testamento. 

Não sendo Paulo o autor, quem será? Apolo parece preencher as condições que se encontram no livro. Vinha de Alexandria. Era homem eloqüente e instruído. Era poderoso nas Escrituras Sagradas. As seguintes passagens do Novo Testamento falam-nos de Apolo: Atos 18:24-28; 19:1; I Coríntios 1:12, 3:4-6, 22; 4:6; 16:12; Tito 3:13. É provável que nunca venhamos a estar seguros do nome do autor; se, porém, lermos a epístola com cuidado, chegaremos a conhecê-lo. 

A data mais aceita para a escritura desta epístola oscila entre os anos 68 e 70 d.C. 

Fonte: A. Berkeley Mickelsen

Doutor em Filosofia e Letras

sábado, 8 de outubro de 2016

INTRODUÇÃO AO 4º TRIMESTRE DE 2016 O DEUS DE TODA PROVISÃO



"O Deus de toda Provisão - Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises" é o título das Lições Bíblicas do 4º Trimestre deste ano de 2016, tendo como comentarista o veterano pastor e educador cristão Elienai Cabral.

Serão, durante esse período, treze temas que destacarão textos do antigo e novo testamentos analisando o fenômeno da crise em seus mais variados contextos, mas sobretudo, destacando as intervenções de Deus como o nosso provedor.

A palavra crise pode ter diversos significados e aplicações, desde "crise pessoal", atingindo o psicológico, o somático (corpo, no caso das doenças etc.) e o social (crise familiar, relacional etc.); "crise econômica", "crise institucional", "crise política".

A crise é própria do dinamismo da vida terrenal. O Patriarca Jó afirmou: "Mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas se levantam para voar", Jó 5:7; o Mestre dos mestres ensinou aos seus discípulos: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo", João 16:33; quanto àqueles que têm a fé segura em Deus, o apóstolo dos gentios sintetizou:  "[...] em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou", Romanos 8:37.

Pode-se falar também sobre crise moral e crise espiritual. A leitura bíblica em classe, nessa primeira lição "A Sobrevivência em Tempos de Crise" destaca o texto do profeta Habacuque, capítulo primeiro, versículos 1-17.

O profeta Habacuque viveu numa das épocas mais conturbadas da história de Israel. Homem de oração, de profunda comunhão com o Senhor, teve o privilégio de ver, com clareza o que estava ocorrendo e as consequências que adviriam de tanta desobediência e afastamento do Senhor.

De acordo com Alexandre Melhoranza (in Teologia com Qualidade, 2013), o problema em Habacuque gira basicamente em torno do mesmo tema de Jó. No final do livro que narra seu drama, Deus aparece para mostrar que a finitude humana não consegue dar respostas para todas as questões da vida; mas, Deus está presente em todos os momentos de dúvidas e aflição pelos quais a humanidade passa. Em Habacuque, a teofania do capítulo três tem a mesma função. Muito embora Habacuque não tivesse todas as respostas, a presença de Deus era suficiente para dar toda a confiança que o profeta precisava para aquele momento.

Habacuque 1:1: O peso que viu o profeta Habacuque.

Aqui a mensagem divina toma forma de uma revelação sobrenatural através de uma visão interna ou de audição do profeta. No livro de Hebreus, no capítulo primeiro, versículo 1 está escrito: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas[...], fica claro que Deus sempre falou e continua a falar de diversas maneiras. O peso da mensagem é sentida de tamanha gravidade que, para o profeta foi um fardo pesado. 

Habacuque 1:2 Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?

A Crise de Judá foi provocada pela quebra da aliança do povo em relação a Deus. O profeta toma para si a dor de clamar e protestar diante de uma aparente indiferença de Deus. "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça", Isaías 59:2.

Habacuque 1:3 Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio.

A crise espiritual, moral e ética produz os sintomas de  cansaço, desânimo, intrigas e desapontamentos. O profeta sofria com essa quadro de degradação de Judá.

Habacuque 1:4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.

O resultado da violência e violações de direitos era o campear da injustiça. Quanto mais distante de Deus, a sociedade se atola na injustiça e no empobrecimento. 

Os demais versículos representam um resposta as primeiras indagações do profeta: Deus não está alheio aos acontecimentos. Seus olhos estão em todo o lugar. "Porque os seus olhos estão sobre os caminhos de cada um, e ele vê todos os seus passos", Jó 34:21.

O juízo de Deus é certo sobre toda a impiedade. Com Judá não foi diferente. Ele suscitou uma nação poderosa para executar sua sentença. 

O texto em tela nos ensina que Deus sempre dará o escape para seus justos mesmo estando diante de uma sociedade moralmente comprometida com a impiedade. 



João B Nunes
Psicólogo e acadêmico de Direito.