ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

sábado, 20 de novembro de 2010

A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS CRISTO

Lição 8. 21 de novembro de 2010.
Texto Áureo:
"E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus" (Lc 6.12)

Verdade Prática:
A vida de oração de Jesus é um exemplo para todo crente que deseja cultivar um relacionamento íntimo com o Pai e agradá-Lo em tudo.

Leitura Bíblica em Classe:

Evangelho de João, capítulo 17. 1-4; 15-17;20-22.

Versículo 1. Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti. O capítulo 17 de João, para mim é um dos momentos mais sublimes do ministério terrestre, ou como dizia os expositores antigos da Bíblia, "terreal de Jesus". Mas, se há um termo que preciso destacar neste versículo é a parte em que Jesus afirma: "...é chegada a hora!". Isto numa clara demonstração de que para aquele momento foi que Ele veio ao mundo. Aquele momento era singular, era a hora em que o Filho seria glorificado no Pai através do sacrifício na cruz. Sua alma estava angustiada, perplexa com as coisas que podia antever a respeito dEle mesmo (Hb 5.5-8; João 12.27). Um turbilhão de pensamentos complexos borbulhava na mente do Nosso Salvador, mas a imagem de seus discípulos, daqueles homens e mulheres que O acompanhavam era tão nítida, tão forte aquele sentimento de quem não os podia abandonar, não importava o que acontecesse Ele os amava e precisava pedir ao Pai por eles. Versículo 2. assim como lhe desse poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. Ao vindicar a glória que tinha com o Pai antes da fundação do mundo (17.24) é evidenciado que a encarnação do Verbo de Deus abriu a porta de acesso à vida eterna (Tito 3.5). E prossegue afirmando o texto do versículo 3: "E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste". No versículo 4, existe a afirmação inequívoca de que Jesus nunca disse algo ou fez ou ensinou sem que tributasse a glória exclusivamente Àquele que O enviou, o Pai ("Eu não recebo glória dos homens!" - João 12.42; "Eu não busco minha glória" - 8.50; "Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo..." - Hb 5.5).
Já no versículo 15, Jesus intercede claramente pedindo ao Pai que nos os tire do mundo, mas que os livre do mal. Quanto a isto não podemos assumir posturas extremadas. Estamos no mundo e por isso não podemos deixar de ter boas relações com nossos colegas de classe da escola ou da universidade, no trabalho, na vizinhança, não podemos assumir uma postura de ermitão vivendo incomunicáveis. A Bíblia chama tal postura de viver ascético. "As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne" (Colossenses 2.23) . Como também, não podemos cair na falácia do mundo gospelinizado, do tipo tudo liberal em amplos sentidos. "Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano (Efésios 4:22). No versículo 16 há o reforço de nossa permanência transitória no mundo e no versículo 17 a expressão exata daquilo que deve acontecer àqueles que, de fato, seguem e pertencem ao Senhor Jesus: eles são santificados na verdade através da palavra de Deus. "Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade."

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE

"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hebreus 4.16)

Verdade Prática: O crente em Jesus desenvolve o seu relacionamento com Deus e a fé cristã por meio da oração constante, confiante e disciplinada.

Leitura Bíblica: Filipenses 4.4-9.

A igreja que estava na cidade de Filipos recebeu de Paulo a gratidão de haver sido uma das que demonstrou liberalidade fraternal e agora, fora lhe dirigida esta palavra de fortalecimento e maturação espirituais. No versículo 4 "regozijai-vos, sempre, no Senhor", Paulo exorta aos fiéis a alegrarem-se não de maneira fortuita, superficial e que dependa de sentimentos transitórios, passageiros. A vontade de Deus em Cristo Jesus é que nos alegremos nEle, e que nossa alegria seja completa (ver João 15.11). Esta verdade deveria está tão impregnada na vida e prática dos cristãos que ele reforça "... outra vez vos digo: "regozijai-vos". Regozijo é uma mistura de prazer com alegria e contentamento satisfatórios. Não é o esboço ou o arquétipo Junguiano, uma espécie de fanático que vivi rindo pelos cantos alheio a quaisquer motivos. É uma alegria nascida de uma compreensão do real, do vivido e estreito relacionamento que tem os crentes com o Senhor Jesus.

JB Nunes

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ORAÇÃO: UMA LIÇÃO DIFÍCIL DE ESQUECER



















Já na terceira lição da Escola Bíblica Dominical, com o título de "O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO - O relacionamento do cristão com Deus" não poderia deixar de narrar algo que ouvi como mero espectador, à mesa com a filha do missionário John McCrafth, Esther, que veio da Ingraterra para fazer missões em Patos, sertão da Paraíba.

"Naquela manhã", dizia ela, "estávamos conversando com alguns irmãos e as crianças brincavam no jardim onde havia galinhas. Uma criança acidentalmente pisou num pintinho e o trouxe aflita pedindo que nós orássemos por ela para que Jesus a tornasse. Mas nós a persuadimos a jogar o pintinho no lixo. Dissemos para ela: - O pintinho infelizmente não vive mais, jogue-o no lixo. Aquela criança preferiu acreditar no que tinha aprendido na Igreja, o que pedirmos a Jesus, com fé receberemos. Ele fechou as mãos como uma concha com o pintinho dentro, e orou em poucas palavras para que Jesus desse vida ao bixinho. E, em poucos segundos de silêncio ela se inclinou e colocou o pintinho vivo no solo. Ele correu para a galinha e juntou-se aos demais. Aqueles adultos ficaram aterrados diante daquele milagre que Jesus operara."

Como é difícil orarmos a Deus como uma criança. Sincera, verdadeira. Nossas orações tem sido carregadas de um sensacionalismo emotivo e vazio, cheio de palavras mas escolhidas, mas longe do sentido real de conversar com Deus. Certo teólogo uma vez falou: é melhor orarmos a Deus sem palavras mas com o coração, do que orar com palavras sem um coração. Em síntese, Deus espera que nos acheguemos a ele sem arrodeios, como aquela criança. Ele espera que oremos com coração contrito e sincero, que falemos com ele como um filho ao seu pai. Com reverência, mas sem cerimônias.

Já presenciei um homem orar por alguém que estava terrivelmente enferma. Ele não amplificou a voz, não precisou gritar para que todos da rua percebesse que naquela casa havia um orador, milagreiro ou coisa desse tipo. Ele apenas falou a Deus, reverente e confiante. A mulher ficou naquele momento miraculosamente curada. "E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados." Tiago 5:15

sábado, 21 de agosto de 2010

O NOME DELE É JOÃO

Depois de um período impossibilitado de postar meus comentários sobre as lições bíblicas dominicais dado ao volume de trabalho, eis que estou de volta para continuar com as reflexões nossa de cada dia. A lição deste domingo trás a seguinte temática: JOÃO BATISTA, O ÚLTIMO PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO.

A última palavra profética do Antigo Pacto encerra uma promessa inquietante: "Eis que eu enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor" (Malaquias 4.5).

Essa palavra permaneceu viva apenas nos oráculos visitada por uns poucos que se dedicavam a estudar os escritos sagrados. Um lapso de tempo que durou 400 anos, o chamado período interbíblico se encarregou de obscurecer essa promessa. Mas no livro de Lucas, no capítulo 1.37, está escrito que "não haverá impossíveis para Deus em todas as suas promessas!". Até que, num certo dia, o Anjo Gabriel foi a cidade do grande rei Davi, anunciar ao sacerdote Zacarias, filho de Abias, que sua esposa Isabel, que era estério daria a luz a um filho. Zacarias, impossibilitado de falar por causa do sinal dado pelo Anjo Gabriel, escreveu: "seu nome será João!" (...) "Porque ele será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe" (Lc 1.15). Mas ainda a promessa de Deus não havia sido cabalmente cumprida. Até que o menino, separado para ser narizeu, foi habitar no deserto e lá, já crescido pôs-se a batizar a todos os que lhe procuravam. O evangelho de João registra no capítulo 1 (para o desconcerto dos espíritas que pregam a reencarnação utilizando o episódio de João, o Baptista), nos versículos 21 a 23: "...Quem és? És tu Elias? Ele disse, não. És profeta? Ele disse, não. Disseram-lhe, finalmente: Quem és, para darmos uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo? Ele respondeu: Eu sou a voz do que clama pelo deserto: Endireitai o caminho do Senhor..." E no versículo 29, quando João viu a Jesus se aproximando dele, exclamou: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!".
João, como o último profeta foi o arauto do Messias prometido. Embora tenha continuado sua missão após batizar Jesus nas águas do Rio Jordão, as promessas de Deus sobre a vinda de Elias havia se cumprido em João. Ele veio na força, na virtude de Elias. Este tão cheio do Espírito Santo quanto aquele, porém, duas pessoas distintas, cada uma com propósitos definidos.
João é o último da linhagem dos profetas: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João” (Mt 11.13).

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A EXCELÊNCIA DO MINISTÉRIO


Lição 11 / Dia do Pastor - 13 de junho de 2010.
Leitura Bíblica: Jeremias 45.1-5

Texto Áureo: Que a nossa única preocupação seja buscar a glória de Deus...

INTRODUÇÃO

Bem vindos ao menor capítulo do livro do Profeta Jeremias. Ele trata do lamento de Baruque, este que era contemporâneo de Jeremias (600 a.C.) e seu secretário, escriba, porta-voz, companheiro e amigo. Foi Baruque quem escreveu a primeira e a segunda edição do livro que registrava tudo o que Deus havia dito a Jeremias a respeito de Judá, Israel e várias outras nações, desde o 13° ano de Josias (626 a.C.) até o 4° ano de Jeoaquim (609). Jeremias ditava e Baruque escrevia. Foi também ele que leu o livro duas vezes, primeiro para o povo reunido no templo em dia de jejum, e, depois, para um seleto grupo de líderes em lugar mais reservado.

Depois de ter escrito o livro, Baruque teve uma crise e desabafou: “Ai de mim! O Senhor acrescentou tristeza ao meu sofrimento. Estou exausto de tanto gemer, e não encontro descanso” , confira no Jr 45.3 (Fonte: Elben M. Lenz César, 2009).

Lenz realça-nos o fato de que, depois de um trabalho muito importante (colocar num livro tudo o que o Senhor tinha dito até então) e de uma oportunidade maravilhosa (ler o conteúdo do livro duas vezes, uma para o povo e outra, para um grupo selecionado de líderes), Baruque entra numa crise emocional séria, mostrando o lado humano inerente a todos os líderes que exercem ministério na Casa do Senhor. A verdade insofismável é que não somos super-crentes, pelo contrário, somos passíveis de exaustão, de esgotamento físico, mental e espiritual. São inúmeras as armadilhas que se constituem riscos sérios para a vida do que milita na obra ministerial. Dentre todas elas, estão as armadilhas do Ego. Vejamos o texto:

Jeremias 45.1,2 - "A PALAVRA que Jeremias, o profeta, falou a Baruque, filho de Nerias, quando este escrevia, num livro, estas palavras, da boca de Jeremias, no ano quarto de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, dizendo: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel, acerca de ti, ó Baruque" (...)
O próprio Baruque, na medida que ouvia as palavras do Senhor, sendo pronunciadas pelo profeta Jeremias, as escrevia e constatava que eram acerca dele mesmo. Às vezes, nós que rotineiramente usamos a palavra para ensinar, corrigir, redarguir conforme 2 Tm 3.16, somos pegos de surpresa quando esta mesma palavra se volta a nós, desnundando a nossa realidade e anseios mais profundos. Foi o caso de Baruque. "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração" (Hb 4.12).

Jeremias 45.3 - "Disseste: Ai de mim agora, porque me acrescentou o SENHOR tristeza sobre minha dor! Estou cansado do meu gemido, e não acho descanso".
Quando assumimos responsabilidades no ministério que nos foi confiado por Deus temos o dever de fazer as coisas com excelência, com qualidade. Isto implica em ser pontual, estar sempre preparado, ser constante, prestativo, resiliente e, em resumo, um bom dispenseiro do Reino. Consequentemente, há um desgaste emocional, físico e muitas vezes até espiritual. Enquanto os membros vem, cultuam a Deus e retornam para seus lares sem preocupação com a organização e andamento eficiente dos trabalhos da Igreja, ao líder recai todas essas e demais preocupações.
Era natural e compreensível que alguém como Baruque protestasse ao afirmar que o Senhor acrescentara tristeza a sua dor. Porque parece que havia uma expectativa em relação ao ministério do profeta Jeremias, quem sabe Judá se arrependeria de suas atos reprováveis, então viriam os louros da vitória. Mas não foi isso que aconteceu.

Jeremias 45.4 - "Assim lhe dirás: Isto diz o SENHOR: Eis que o que edifiquei eu derrubo, e o que plantei eu arranco, e isso em toda esta terra".
A palavra de juízo permanecia e com ela a promessa de Deus. Ele iria destruir tudo o que havia construído e arrancar o que havia plantado. Aquele estado de coisas que já estava com fortes indícios de ruína, ficaria pior.

Jeremias 45.5 - "E procuras tu grandezas para ti mesmo? Não as procures; porque eis que trarei mal sobre toda a carne, diz o SENHOR; porém te darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores".
Em face da destruição iminente que se abateria sobre o povo de Judá, ter a vida poupada por Deus, em si, já era a melhor recompensa. Ora, a lógica de Baruque parecia a mesma de Jeremias que fora privado de casar e ter filhos naquela terra. Era uma terra marcada pelo juízo de Deus. E se para Baruque, possíveis expectativas foram frustradas por falta de discernimento dos tempos, ter a vida preservada era o melhor presente, e a maior recompensa.

CONCLUSÃO

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor (1 cO 15.58). Consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4.18).

sábado, 5 de junho de 2010

O VALOR DA TEMPERANÇA


Lição 10

Texto Áureo: “E não vos embriagueis com vinho em que há contendas, mas enhei-vos do Espírito” (Ef 5.18)

Verdade Prática:
A Igreja de Cristo sempre primou pela temperança. A vida de seus membros tem de ser um eloqüente protesto contra as inconseqüências e vícios.

Texto Bíblico: Jeremias 35.1-5, 8, 18, 19.

Introdução

A temperança é uma virtude (gr: virtus). A origem semântica remonta ao homem, à força. Mas virtus é a tradução do grego areté. Na concepção clássica grega, areté corresponde a excelência e relaciona-se com a realização última do ser humano. Trata-se de alcançar a vida desejável, a vida boa (eudaimonia). Só pode ter uma vida boa o homem de excelência, virtuoso.
No prisma psicológico, a temperança impõe limites que se constituem regras não escritas da boa convivência, da convivência sadia. A ausência da temperança implicaria da quebra das barreiras da censura, consequentemente, haveria uma desarmonia, a instauração de um estado degradante e perturbador, já que as pulsões responsáveis pela sensação de insaciabilidade do prazer estariam sem orientação, sem limite, desenfreada.
O antônimo de temperança é concupiscência. “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (I João 2.14).
O texto de Jeremias, capitulo 35.1-19, tem muito a nos ensinar sobre a temperança.
Esboço da Lição
I. A ORIGEM DOS RECABITAS
II. O ESTILO DE VIDA DOS RECABITAS
III. O EXEMPLO DOS RECABITAS
CONCLUSÃO

Não importa o quanto o mundo esteja absorvido pelo cultura do pós-modernismo e as tradições da Igreja instituída por Jesus, como as doutrinas bíblicas, sejam encaradas como a cultura retrô. Não importa. Quem um dia teve uma experiência espiritual com Jesus e provou o dom do Espírito Santo, nasceu de novo e não vai abrir mão dos seus valores, nem dos princípios espirituais. Não vai querer entrar na onda do relativismo e da desconstrução daquilo que Deus em Cristo estabeleceu como verdadeiro e seguro para aquisição da salvação eterna.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ESPERANDO CONTRA A ESPERANÇA


Lição 9/30 de maio de 2010

Texto Áureo: “Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos” (Jô 14.7)

Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 30.7-11

7 – Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia de Jacó; ele, porém, será salvo dela.

O tom é de lamentação: “Ah! Porque aquele dia é tão grande...”. Uma lamentação que aponta para fatos que já se passaram na História de Israel, que estão se cumprindo e que ainda há de se cumprir. Em Apocalipse, 1, versículo 3 está escrito: “Bem aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. O profeta Obadias afirmou: “Porque o dia do Senhor está perto...” (versículo 15). Expressão que, segundo nota de rodapé da Bíblia Plenitude, significa o advento de “um tempo na história da humanidade em que Deus intervirá diretamente para trazer salvação a seu povo e castigo aos rebeldes”.

Entretanto, continua a nota explicativa: No tempo dos profetas, ele foi revelado por acontecimentos tais como a invasão de Israel por poderes estrangeiros (Amós), a temerosa praga de gafanhotos (Joel) e o retorno dos israelitas exilados no cativeiro (Esdras, Neemias).

O profeta Daniel anteviu esse Dia: “Naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro”, cap. 12.1.

Ainda no versículo 7, uma ênfase característica desse Dia: "não houve outro semelhante...", mesmo que em contextos diferentes, profecias apontassem o dia do Senhor como sinônimo de juízo de Deus sobre algum período de tempo, esse Dia a que se refere o profeta Jeremias é um dia singular, sem igual e que aponta para o tempo do fim. Mas quando chegasse esse tempo final, Jacó seria salva de tamanha angústia a qual nunca houve e como aquela, jamais haverá.

8 - Porque será naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço, e quebrarei os teus grilhões; e nunca mais se servirão dele os estrangeiros.

O que representará aquele grande e terrível dia do Senhor para Israel? A árvore cortada ainda mantém suas raízes. Ela produzirá ao seu tempo renovos que brotarão. A esperança de Israel é que existe alguém em algum lugar do infinito céu que um dia exclamou: "Com grande empenho estou zelando por Jerusalém e por Sião!" (Zacarias 2.14). Esse sim, será o dia da restituição de que falou o Profeta Joel, no capítulo 2, versículos 25-27: "E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós. E comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do SENHOR vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo nunca mais será envergonhado. E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o SENHOR vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado". Quem garantiu isto foi o Redentor de Israel! Jeová é o seu nome.

Esse não será apenas o Grande Dia do livramento de Israel em face do ataque das nações, comandadas por Gogue que representa em Ezequiel capítulo 38 um líder que irá incitar e capitanear os povos contra Israel nesses últimos dias. Esse terrível dia do Senhor, representará a emancipação definitiva de Israel das ameaças das nações. Será o momento em que o jugo e os grilhões serão quebrados definitivamente, e o tempo da servidão se extinguirá.