ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

terça-feira, 16 de agosto de 2011

NÃO OLHES PARA TRÁS E NÃO PARES


TEXTOS: Gênesis 19: 17/Lc 17.32.

1) "E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças."

2) "Lembrai-vos da mulher de Ló."

INTRODUÇÃO:

Existe uma verdade a qual não podemos fugir, é que Deus tem um plano específico para cada um de nós, e não importa o que aconteça não podemos negligenciar. O ideal de Deus é que rompamos com todas as amarras que nos prendem e nos limitam a visão, e apeguemo-nos a Ele como a Rocha da nossa salvação. Para isto, sabiamente Deus nos deixou exemplos na sua palavra. "Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança" (Rm 15.4).

I. UMA MULHER PRESA AO MATERIALISMO E AO MODELO DE VIDA DE SODOMA E GOMORRA

Ló, embora tenha um caráter fraco e patético, não comparável ao de Abraão, é descrito como justo: "E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas) 2 Pedro 2.7-8; Contudo, não fora fiel o bastante para influenciar aquela sociedade corrompida.

A esposa de Ló, não deixa de apresentar-se como alguém presa aos valores mundanos. O brilho ilusório, as práticas libertinas e execráveis daquela gente pareciam exercer algum tipo de influência sobre ela, a ponto de dominar aos poucos e por completo, seus sentimentos.

II. QUEM OLHA PARA TRÁS:

a) pode perder o ritmo da caminhada. "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, - Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3:13-14);

b) pode ter a falsa impressão de perda. A destruição iminente requereu passos apressados daquela família. Não havia tempo para arrumar as malas, nem fazer outro coisa senão fugir do fogo da destruição! O relato dos grandes desastres mostra que o extinto de escape sempre fala mais alto, e em fração de segundos dispara um gatilho no nosso cérebro que nos impele a tomar a decisão certa: salvar-se da destruição. Mas a esposa de Ló, demonstrando-se presa demais ao povo daquela cidade, presa a sentimentos contrários à palavra de Deus, optou por desobedecer.

III. A SENTENÇA DE DEUS NÃO SE REVOGA SOB DESOBEDIENCIA

Deus havia sido claro que eles não deveriam olhar para trás. Houve exemplos da bíblia que a sentença de Deus foi revogada para beneficiar o justo, o humilhado, o penitente que clamou misericórdia. Mas, a esposa de Ló abusando da benevolência de Deus, por desobediência volveu-se para trás.

Um pouco distante dalí, estava Abraão contemplando uma grande coluna de nuvem negra que o fogo e o enxofre poderam produzir da destruição de Sodoma e Gomorra. Tempos mais tarde, o lugar se tornou na maior concentração de sal do planeta. Via-se uma grande cratera exatamente onde se situavam as cidades da destruição! A violência do fogo destruidor fez com que o lugar viesse a ser a depressão mais expressa da Terra. Um lugar incapaz de produzir vida. Mesmo a bactéria mais resistente do mundo não pode sobreviver naquilo que veio a ser o Mar Morto. Esse fato foi tão impactante que, Jesus ao falar sobre o fim do mundo, recomendou: "lembrai-vos da mulher de Ló!"

A esposa de Ló, olhou para trás, e lá, naquela planície ficou convertida em estátua de sal. Enquanto isso, do alto do Hebron, Abraão assistia um misto de fogo, enxofre e fumaça negra destruir como um grande lençol as campinas de Sodoma e Gomorra, e toda a vida existente naquele lugar. Mas a estátua de sal, ficou parada em silêncio egoísta, como uma advertência severa.

CONCLUSÃO

Esta mensagem, depois de tanto tempo, ainda ecoa nos dias de hoje, clamando para que não olhemos para trás e não paremos, por que isso pode custar nossa própria vida. "PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta" (Hb.12.1).

sábado, 23 de julho de 2011

O MELHOR DE DEUS PARA O MUNDO

TEXTO: João 3.16: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

INTRODUÇÃO

O mundo dos homens, atolado no lamaçal do pecado que distancia-o da presença de Deus recebe do próprio criador o maior de todos os presentes. Até hoje tão incompreensível e tão profundo que traduz a natureza de Deus naquilo que se constitui sua essencia: Deus é essencialmente amor.

I. UMA DÍVIDA QUE NÃO PODÍAMOS PAGAR

A viúva, cujo marido havia morrido, não podendo pagar a dívida herdada, estava na mira dos credores que viriam levar seus filhos como pagamento (2 Reis 4.1); Zaquel, reconhecendo a possbilidade de enriquecimento ilícito, declarou a Jesus que "restituiria quatro vezes mais" (Lc 19.8), porém, o pecado é inegociável, não há dinheiro ou posição social que possa influir. Em salmos 49.8, lê-se que "o resgate da sua alma é caríssima, e os recursos cessariam".

A violação da lei de Deus pelo Homem gerou essa dívida. O pecado que entrou no mundo por causa da desobediência teve como resultado a exigência de um pagamento a altura do dano. Mas que oferta seria feita? E quem estaria disponível e habilitado a cumprir todas as exigências da dívida? Em Romanos 3.10 está escrito: "Não há um justo, nenhum sequer"; "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23).

II. UMA VIDA PELA DÍVIDA UNIVERSAL

Um sacrifício expiatório era a saída. Mas para cumprir as exigências, a vítima ou o cordeiro teria que ser imaculado, puro, sem pecado. O profeta Isaías previu quem seria o cordeiro 600 anos antes de sua aparição: "Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca" (Isaías 53.5-7). Tempos mais tarde, no levantar da poeira do deserto, ás margens do Rio Jordão, João o reconheceu: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1.29).

III. ATRIBUTOS DO AMOR DE DEUS

O amor de Deus envolveu, antes de tudo, um ato. Um ato de doação.

CONCLUSÃO

O COMITÊ DE LAUSANNE PARA A EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL


Lausanne, é a quarta maior cidade suíça, situada na parte francófona (fala predominamentemente françês) do país, às margens do lago Léman (também chamado lago de Genebra) . Capital do cantão de Vaud. Foi nessa importante cidade que se realizaram as edições I, II e III da Comissão de Lausanne para Evangelização Mundial.

A herança evangélica, missionária e de compromisso social legada pelo Avivamento Wesleyano, com as controvérsias ocorridas nos Estados Unidos no início do século passado: Liberalismo vs. Fundamentalismo, Evangelho Individual vs. Evangelho Social, Criacionismo vs. Evolucionismo, tinha conduzido aquele espaço religioso a uma polarização e a uma dicotomia, e ao que um sociólogo da religião denominou de A Grande Reversão, que foi o retraimento do Evangelicalismo dos aspectos sociais, culturais e políticos da missão. Somando-se a isso o dispensacionalismo e a escatologia pré-milenista pré-tribulacionista.

O Congresso de Lausanne foi um evento de evangélicos, descolados dos fundamentalistas, em discordância com os liberais, procurando responder aos desafios seculares da conjuntura, e, em unidade, reafirmar o imperativo missionário da Igreja. Uma retomada do evangelicalismo progressista anterior às controvérsias e polarizações geradoras da Grande Reversão.

Lausanne foi um momento de maioridade e de maturidade para o evangelicalismo mundial, impactou muitas vidas, teve um grande desdobramento e influência, mas não no Brasil. Aqui, as reações não foram entusiásticas. O Congresso foi considerado muito avançado para os conservadores e muito tímido para os teologicamente mais à esquerda. Os ecos foram, de certo modo, abafados. Surpreendentemente, o Pacto foi editado pela CPAD, por iniciativa do missionário Lawrence Olson. E o vazio deixado pela Confederação Evangélica dez anos antes, somente vem conhecer uma tentativa de resposta, com a AEvB, muito depois.

Resumindo, sob a influência do rescaldo do Congresso de Lausanne, a Assembléia de Deus lançou um pacote de desafios conhecidos como "Década da Colheita", visão para o ano 2000, discutidos em congressos nos Estados, estudo nas Lições da Escola Bíblica Dominical, e que se proponha a atingir alvos, objetivos multiplicadores com foco na evangelização do Brasil em 10 anos. Até agora, não se sabe exatamente até que ponto a AD atingiu esses objetivos do projeto Década da Colheira que previa, entre outros, a formação, capacitação e envio de centenas de obreiros para o campo missionário, abertura de milhares de igrejas em todo o território nacional.

O fato é que somos no Brasil, 54,7 milhões de evangélicos, somados os praticantes e nominais, espalhados por um sem número de denominações que a cada dia cresce, muitas vezes, de forma desordenada e sem o crivo da sá doutrina, fazendo emergir uma mistura de tribos para todos os gostos, correndo mesmo o risco de ser confundido com a expansão do evangelho no Brasil.

Acreditamos que Deus tem em sua agenda um grande avivamento espiritual de amplo espectro para tornar mais nítida a ação do sal e luz no mundo, onde se poderá distinguir, por fim, quem realmente entendeu e abraçou a mensagem salvadora do evangelho de Cristo Jesus.




quinta-feira, 7 de julho de 2011

O SENTIDO DA GRATIDÃO

TEXTO: Salmos 116.12 - "Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?"

INTRODUÇÃO

Alguém um dia falou que a gratidão nos faz enxergar situações com profundidade. Ser grato, além do reconhecimento de um ato ou gesto que nos foi feito, que nos trouxe benefícios na maioria das vezes, sem merecermos, é uma questão de olhar. Um olhar sincero.

A gratidão depende de quem olha. Quem tem um olhar agradecido é capaz de ver nas pequenas coisas milagres extraordinários que Deus nos faz e que é naturalmente ignorado pela maioria das pessoas.

Somos humanamente propensos a esquecer aqueles que nos fazem o bem, quanto mais Deus, que tanto bem têm nos feito.

A gratidão é questão de maturidade. Não podemos esperar jamais que um bebê agradeça a mãe pelo cuidado e carinho recebidos. Mas, quando crescemos somos capazes de reconhecer tudo que nos é feito. Devemos desenvolver também essa capacidade para ser gratos a Deus por tudo.

Devemos ser gratos ao Altíssimo como o salmista: "Amo ao Senhor, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica" (Sl 116.1). Quando estamos fragilizados por algum infortúnio, vulnerabilizados por uma calamidade, ou a iminência de uma ameaça mortal nos vem angustiar a alma, podemos sentir a terna presença de Deus, e sua disposição para nos ouvir quando gritarmos por socorro. Glória a Deus por isso! Ainda que turbulências de ventos soprassem violentamente contra nós, há um Deus que sempre nos acalmará com estas palavras: "Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus!" (Sl 46.10).

Devemos ser gratos a Deus, por saber que Ele se inclina para nos ouvir sempre que o invocarmos (Sl. 116.2). Em meio a 7 bilhões de pessoas no Planeta, Ele distingue claramente a súplica de cada um dos que o invocam. Ele conhece e sabe o nome de cada estrela do céu (Sl 147.4), mesmo que elas sejam milhares de milhares, Ele as conta e as chama a cada uma pelo nome, quanto mais a mim e você, Ele nos conhece muito mais.

(Salmos 116:3,4) - Os cordéis da morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; encontrei aperto e tristeza. Então invoquei o nome do SENHOR, dizendo: Ó SENHOR, livra a minha alma. Essa situação desesperadora nós também estamos passíveis de sofrer, contudo, Deus sempre estará atento ao clamor do justo: "Invoca-me no dia da angustia, eu te livrarei e tu me glorificarás" (Sl 50.15).

O Salmista era grato a Deus por que Ele o livrou de laços de mortes, de aflições que lhe trouxeram muita tristeza e angustia, porém, foi exatamente nesse momento difícil que Deus trouxe o alívio! É por essa razão que o mesmo salmista pergunta, numa atitude de gratidão: "Que darei ao Senhor por todos os benefícios que ele me tem feito?"

Na verdade não há nada de bom que possamos fazer para "pagar" o que Deus tem feito por nós, por cada um de nós. Porque por mais que façamos nunca iremos poder retribuir os benefícios de Deus para nossa vida. "É ele quem perdoa todas as nossas iniquidades, quem redime nossa vida da perdição, quem nos coroa de benignidade de sorte que a nossa mocidade se renova como a da águia, é Ele quem sara todas as nossas enfermidades (...), (Salmos 103).

Mas, se numa atitude de adoração a Deus, de reverência e reconhecimento de Seu senhorio sobre as nossas vidas, tomarmos o cálice da salvação e invocarmos o nome do SENHOR (Sl 116.13), então, nosso sacrifício de louvor será aceito, e a gratidão irá transformar nossa vida numa fonte de alegria e nunca mais teremos motivos para dar lugar a murmurações, por isso, sejamos sempre gratos a Deus por tudo!

Agradeço-te Senhor, porque mesmo nos momentos mais difíceis de minha vida, nas noites que pareciam não ter fim, Tu sempre estás comigo e nunca me deixas só. E ainda que cordéis de morte me venham cercar, e a angustia queira tirar minha paz, mas Tu permaneces comigo, e isso me basta, por isso, agradeço-te.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

O PROJETO ORIGINAL DO REINO DE DEUS

Lição 1.

TEXTO ÁUREO: "Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33). Interessante o que nos fala Moody a respeito dessa passagem bíblica. Ele afirma que "os ouvintes de Cristo, que já se declararam às ordens do Rei, devem continuar buscando o Reino, concentrando-se nos valores espirituais e colocando toda a sua confiança em Deus que conhece suas necessidades temporais suprirá o que for necessário. Kretzmann Comentary diz que o emprego dessa expressão está no sentido de "colocar todo o coração na conquista do Reino de Deus".

VERDADE PRÁTICA: O Reino de Deus consiste numa vida de amor, justiça, devoção, paz e alegria no Espírito Santo.

O Reino de Deus estabelece um padrão de vida sadia cujos valores se chocam com o estilo mundano. Enquanto o mundo se afunda numa atmosfera neurotizante, respirando violências em todos os níveis, Deus convoca os súditos do Reino para desfrutarem as delícias de Seu cuidado sempiterno. É vida de amor e paz, de justiça, de alegria no Espírito Santo. Ao nascer de uma novo dia, o crente se renova, sob o poder do Reino.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Marcos 4.1-3, 10-12; Lucas 17. 20,21.

(Marcos 4:1) - "E OUTRA vez começou a ensinar junto do mar [o método de ensino de Jesus, sempre foi estratégico, abrangente, eficaz. Isso era intrigante, pois os mestres de Israel jamais teriam essa visão pedagógica], e ajuntou-se a ele grande multidão, de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar [o bom ensinador, além do conteúdo que transmite, ele cria sinergia entre as pessoas. Há mestres que, pela sabedoria e carisma, podemos ficar longas horas nos deleitando em ouvi-los]. (2) - E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas [o recurso da parábola, narrativa elegórica rica em símbolos, foi e é, um estilo de ensino utilizado largamente por Jesus para, ora revelar, ora deixar em oculto o que se pretendia a cerca de determinado assunto], e lhes dizia na sua doutrina: (3) - Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. (10) - E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. (11) - E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus [(Mateus 11:25) - Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.], mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas, (12) - Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados. [Os mistérios não são ensinos democráticos, aberto para todo mundo. Não privilégios concedidos a uns e ocultos a outros: (Salmos 25:14) - O segredo do SENHOR é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança].

(Lucas 17:20) - E, interrogado pelos fariseus [os ensinos de Jesus eram acompanhados de perto por esse segmento judaico, e nesse ponto, não deixou de criar uma certa expectativa curiosa] sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. (21) - Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.

COMENTÁRIO ADICIONAL

Estão corretos os teólogos triunfalistas ao afirmarem que somos súditos do Reino de Deus e como tais, temos todos os privilégios conquistados por Cristo e seu Reino. Não somos qualquer um, temos um Rei que é campeão invicto e nos garante vitória plena. Eles só carecem de dar também ênfase ao fato de que como súditos do reino, temos responsabilidades a cumprir. Algumas verdades inequívocas a respeito do Reino de Deus:

1) Tem canto marcado para o fiel - Mt 20.21-23;
2) O critério dos súditos é sem acepção de pessoas - Mt 21.31;
3) O Reino é herança do Pai aos benditos - Mt.25.34;
4) É lugar de reencontro definitivo com o Rei - Mt 26.29.




sábado, 25 de junho de 2011

AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA



LIÇÃO 13

TEXTO ÁUREO: “Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu ESPÍRITO sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes.” (Is 44.3).

VERDADE PRÁTICA: O avivamento só é possível quando a Igreja de CRISTO se volta ao estudo sistemático e à obediência incondicional da Bíblia Sagrada.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 19.1-6, 11, 12, 18,19.

Versículo 1º: Enquanto Apolo [Apolo era natural de Alexandria, descrito como homem elonquente e poderoso nas Escrituras, cf At. 18.24] estava na cidade de Corinto, Paulo viajou pelo interior da província da Ásia e chegou a Éfeso [mais tarde, Éfeso veio a se tornar o centro teológico mais importante donde várias doutrinas fundamentais a respeito da salvação, emergiram]. Ali encontrou alguns cristãos [A diáspora, dispersão ocorrida com a morte de Estevão ensejou a disseminação do evangelho de Jesus por várias partes, e aqui, um exemplo] 2 e perguntou: - Quando vocês creram [Para crer é preciso fé, para ter fé, é preciso saber. A fé se liga ao conhecimento da palavra de Deus, Rm 10.17], vocês receberam o ESPÍRITO SANTO? Eles responderam: - Nós nem mesmo sabíamos que existe o ESPÍRITO SANTO [Paulo lhes faz uma pergunta sobre o batismo com o Espírito Santo e constata que eles eram batizados apenas no batismo de João, como sinal de arrependimento]. 3 - Então que tipo de batismo vocês receberam? - perguntou Paulo. - O batismo de João Batista! - responderam. 4 Então Paulo disse: - João batizava aqueles que se arrependiam dos seus pecados. E também dizia ao povo de Israel que eles deviam crer naquele que havia de vir depois dele, isto é, em JESUS. 5 Depois de ouvirem isso, aqueles homens foram batizados em nome do Senhor JESUS [Alguns biblistas tentam suavisar essa expressão, optanto por ignorar que Paulo usou sua autoridade apostólica para batizá-los novamente, só que desta vez, no nome de Jesus, como forma, talvez, de patentear o batismo para arrependimento no nome de Jesus, e não de João, como regra a ser seguida pelos cristãos]. 6 Aí Paulo pôs as mãos sobre eles, e o ESPÍRITO SANTO veio sobre eles. Então começaram a falar em línguas estranhas e a anunciar também a mensagem de DEUS [Por conseguinte, eles foram batizados com o Espírito Santo, como confirmação da doutrina apostólica, anteriormente ensinada pelo próprio Jesus]. 11 DEUS fazia milagres extraordinários [milagres em si, já são extraordinários por fugir da ordem natural das coisas e ao campo das explicações cientificas, quando diz "milagres extraordinários" é por que causavam verdadeiro impacto tais realizações] por meio de Paulo, 12 tanto que as pessoas pegavam lenços e aventais que ele usava e os levavam para os doentes tocarem. E, quando estes tocavam neles, ficavam curados; e de outras pessoas saíam os espíritos maus [Nota-se o poder de Deus fluindo de uma forma não induzida, ou manipulada, sem nenhuma teatralidade, um operar singelo e eficaz do Espírito Santo para curar e libertar]. 18 Então muitos dos que creram vinham e confessavam publicamente as coisas más que haviam feito [Não existe avivamento sem confissão e abandono de pecados]. 19 E muitos daqueles que praticavam feitiçaria ajuntaram os seus livros e os trouxeram para queimar diante de todos [Um perfeito exemplo de falência de empresa: a do sensacionalismo. As pessoas se prendem facilmente a esse tipo de coisa. Só que, quando o genuíno poder de Deus começa a atuar, então, as forças ocultas que antes exerciam atração, perdem o efeito completo]. Quando calcularam o preço dos livros queimados, o total chegou a cinqüenta mil moedas de prata [A fábrica do ocultismo se alimenta de dinheiro, de lucros avultosos. O poder de Deus acessível às pessoas para curar, libertar e salvar é gratuito, não custa absolutamente nada! Nisto reside a diferença].

COMENTÁRIO ADICIONAL

O QUE É AVIVAMENTO, AFINAL? Chega-se ao fim deste trimestre que, em todas as lições, buscou realçar a importância do movimento pentecostal por ocasião da comemoração do Centenário da Assembléia de Deus no Brasil e em vários momentos o tema do avivamento foi pontuado.

Só que nós ainda não sabemos o que seja realmente, com exatidão, em sua plenitude, um avivamento. Tanto é, que estamos ancorados na idéia equivoca de que o avivamento genuíno foi aquele do culto passado, no qual veio "um pregador cospe fogo" e "batizou 8 com o Espírito Santo, teve gente que caiu de tanto poder!". Ato contínuo ao término do culto: todos voltam a seu estado de normalidade como que saindo de um transe hipnótico. Nesses movimentos "ditos" pentecostais é surpreendente assistir pessoas assumindo papéis de semi-deuses e fazendo manobras corporais de deixar qualquer fisioterapeuta impressionado. Quando nos aproximamos um pouco mais do cotidiano de tais supercrentes, vê-se que o destoado bíblico e a defesa da fé que professam não gera efeito algum no meio em que vivem. Pelo contrário, há gente que tem uma péssima reputação, mas estão aí, por aí, cheios de fogo, não o verdadeiro fogo do Espírito que, em primeiro lugar, transforma vidas, dão sentido, revestem o Homem a viver sempre em novidade de vida.

Temos alimentado durante muito tempo a noção de que avivamento se limita ao batismo com o Espírito Santo e ao falar em línguas. E nos damos por satisfeitos por isso! Mas a experiência bíblica mostra que avivamento é algo além. Uma igreja avivada consegue romper os limites das quatro paredes e atingir a comunidade local com a mensagem da cruz, cristocêntrica. Os membros oram não por indução litúrgica, mas por devoção, ardor de um coração compungido que carregam em si as marcas de Cristo. São participativos, inteiramente ativos, cordados, fazem tudo por amor, espírito desprendidos.

Numa igreja avivada, as pessoas são batizadas com o Espírito Santo independentemente de festas e de "pregadores especiais". Eles não se limitam a guardar o que recebeu para si, e por isso querem repartir com outros. Crentes avivados pregam a palavra de Deus incessante nos hospitais, nas ruas, nos colégios e no trabalho. São aptos para aprender, mansos para ouvir, quebrantados. Quando olho para as Escrituras vejo que ainda não sabemos o que é realmente um avivamento genuíno, mas sabemos que Deus está disposto a realiá-lo em nossas vidas, que para atingí-lo é preciso nos doarmos a Deus sem reservas, como sacrifício vivo diante do seu altar.

sábado, 4 de junho de 2011

ASSEMBLÉIA DE DEUS - 100 ANOS DE PENTECOSTES

TEXTO BÍBLICO: Atos 4.19-20

TEXTO ÁUREO:

INTRODUÇÃO

Porquê é importante estudar a história da origem e desenvolvimento da Assembleia de Deus? Primeiro, porque esse ajuntamento de irmãos e irmãs que um dia deram origem ao movimento pentecostal no Brasil representam a identidade da denominação, diz-nos quem somos e a que viemos. (1) Toda organização social tem uma identidade e com a igreja não é diferente já que ela é social e espiritual; social, porque é formada de pessoas, espiritual, porque representa o corpo místico, uma unidade. "E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos" (Atos 11.26). O texto em tela, foca o que se reconheceu num povo que passou a ser chamado de cristão, isto é identidade. Houve o tempo em que cristãos eram identificados nitidamente. Alguém poderia dizer inequivocamente: "aquele ou aquela é da Assembleia de Deus!". (2) A identidade pode nos torna unidos e fortes. O que mais é inculcado nas mentes de adeptos das seitas heréticas é sua história. Narrada com destaques para seus fundadores. O assembleiano, às vezes sabe mais sobre as origens das seitas e heresias do que sua própria história. Arrisco-me a afirmar que cerca de 90% não sabem distinguir o pentecostalismo genuíno dos neo-pentecostais. Acham que tal conhecimento não tem a mínima importância. Outrossim, por não valorizarem sua história, sua identidade, não sabem o quanto somos representativos, o quanto podemos influir em decisões jurídico-administrativas como povo de Deus. A Revista Veja e IstoÉ sabem disso, mas nós, não sabemos! (3) A identidade assembleiana é o espelho doutrinário. Apregoavam os pioneiros: "Jesus Cristo salva, cura e batiza com o Espírito Santo!". A maioria esmagadora dessa nova geração não sabe que por causa dessa pregação, suscitaram-se perseguições de todos os lados. Da frente Romanista, já era previsto tais infortúnios; mas, dentre as próprias denominações fundamentalistas, havia um tratamento generalizado, que ridicularizavam, cerceavam e se opunham aos chamados pentecostais. Os assembleianos foram vítimas por quem hoje também prega essa mesma doutrina.

Com isto, não estou defendendo que o crente assembleiano venha doravante pregar os pioneiros, dando-lhes ou atribuindo poderes especiais, ou pior, defender a denominação Assembléia de Deus acima da autoridade bíblica! Todos os valorosos homens e mulheres de Deus, de ontem e de hoje, são apenas servos, vasos de barro e nada mais. "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós" (2 Co 4.7). Nossa pregação, deve ser, como vem sendo em muitas igrejas, cristocêntrica, e a mensagem é a da cruz!

Não podemos pregar pessoas nem a instituição, mas precisamos conhecer as origens, os eventos e as historias daqueles, que na direção de Deus, puderam deixar este legado, este patrimônio espiritual que está em todo lugar, espalhado pelos grandes centros, pelas áreas periféricas, nas favelas, nos morros, na zona rural, nos prisídios, enfim, em todo lugar, há uma igreja da Assembléia de Deus, para a glória de Deus, Pai, para anunciar as virtudes dAquele que nos chamou das trevas para sua maravilhora luz.