ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

sábado, 29 de janeiro de 2011

O MILAGRE DA PORTA FORMOSA


O templo judaico, segundo Flávio Josefo, tinha nove portas, que eram revestidas de ouro e prata em todos os lados, mas havia uma porta, que estava fora da casa santa e era de bronze de Corinto e muito excedia aquelas que eram apenas revestidas de ouro e prata. A magnitude das outras portas era igual em todas. Contudo, a porta de Corinto, que abria para o Oriente, em oposição À porta da própria casa santa, era muito maior, pois sua altura era 50 côvados, isto é, cerca de 25 metros, e era adornada da maneira mais rica, tendo placas mais ricas e mais grossas de prata e ouro que as outras. Esta última é, provavelmente, a porta chamada Formosa, porque era no exterior do templo, para a qual havia fácil acesso e visto que era, evidentemente, a de maior valor.

Um contraste excepcional entre o resplendor ofuscante da Porta Formosa e um pobre homem que era diariamente colocado ali para pedir esmolas aos frequentadores do Templo. O capítulo terceiro de Atos dos Apóstolos obedece a uma dinâmica literária. No versículo 1, Pedro e João estão indo ao Templo na hora nona, as três horas da tarde, para orar. Existe a explicação teológica que situam três momentos de oração ritualistica para o judeu em lugar dos sacrifícios realizados no antigo tempo. Como neste mesmo texto, aparece o pórtico de Salomão, acredito que eles se reuniam neste local para fazerem suas orações não mais como pertencentes aos seguidores legalistas, mas sim como cristãos.

O versículo segundo, diz "era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam". Portanto, não restava dúvida alguma quanto a condição física e social do homem. Era notório tratar-se de um coxo, alguém que traziam uma anormalidade séria que o impossibilitava de andar, tanto é que era trazido por outras pessoas. Note o emprego do verbo: traziam, punham. Era uma deficiência congênita, um problema que nasceu com ele. Veja: "desde o ventre de sua mãe".

Ele viu a Pedro e João (ver. 3) que iam entrando no Templo, quando lhes pediu uma esmola. "E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós." O versículo 4 há uma expectativa sendo gerada no homem coxo. O versículo 5, explica a natureza dessa expectativa: "E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa". É claro que, psicológicamente, o homem não tinha referência anterior que sustentasse a tese de um milagre, não envolvendo Pedro e João. Era uma expectativa de receber no máximo um bom donativo. O que foi logo desarmada diante da oportunidade de um ganho infinitamente maior: "E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda". O resultado foi surpreendente e inexplicável do ponto de vista médico-científico: "E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram". Era a realização espontânea de um milagre!

Milagres não ocorrem segundo o mérito de alguém. Eles cumprem finalidades objetivas associadas com o crescimento do Reino de Deus.

a) Milagres acontecem para glória exclusiva de Deus;
b) Milagres acontecem para que a Igreja do Senhor Jesus saiba que Ele está cumprindo o que prometera: "Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos!"
c) Milagres acontecem para confirmar a obra de evangelização e crescimento do Reino de Deus.

Não são propriedades de alguma denominação, ou privilégio concedido a um líder religioso específico, mas sim, uma obra do Espírito Santo para beneficio dos que acreditam no poder que há no nome de Jesus.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTES.


Lição 3, 16 de janeiro de 2011.

Texto Bíblico: Atos 2. 1-6,12.

Amanhã as escolas dominicais de todo o Brasil tratará de um tema palpitante: o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. É tema atual porque cremos pela Bíblia e pela experiência pessoal de milhões de irmãos que Deus continua derramando do seu Espírito na vida dos que crêm para promover a edificação e consolação da Igreja, sobretudo, para capacitá-la a fazer a obra de evangelização com poder do alto.

Entendendo o que aconteceu no Pentecostes

O Festival de Pentecostes ou das semanas era tradicionalmente parte das três principais festa anuais judaicas, onde acorriam para Jerusalém judeus que haviam sido disperso por toda a vasta região do Império Romano e até mesmo para além das fronteiras (Ex 23.14-17; 34.18-23).

Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento (Ex 23.14-17; 34.18-23). Originalmente, essa festa é referida com vários nomes:

Festa da Colheita ou Sega - no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada, essa festa ganhou esse segundo nome. Provavelmente, hag haqasir Festa da Colheita é o nome original (Ex 23.16).

Festa das Semanas - no hebraico, hag xabu´ot. A razão desse nome está no período de duração dessa celebração: sete semanas. O início da festa se dá, cinqüenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo (Dt 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10).

Dia das Primícias dos Frutos - no hebraico yom habikurim. Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Nm 28.26). Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do antigo calendário bíblico. Na primeira, Páscoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda, Colheita ou Semanas, entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa, Tabernáculos ou Cabanas, o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara e figo, especialmente.

Festa de Pentecostes. As razões deste novo nome são várias: (a) nos últimos trezentos anos do período do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito popular entre os judeus. Os nomes hebraicos - hag haqasir e hag xabu´ot - perderam as suas atualidades e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é cinqüenta dias depois (da Páscoa). Como o Império Grego assumiu o controle do mundo, em 331 anos antes de Jesus, é provável que o nome Pentecostes ganhou popularidade a partir desse período.

O capítulo 2 de Atos dos Apóstolos relata que "E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar" (v.1). Quem? Os que receberam as instruções expressas pelo próprio Senhor no Monte das Oliveiras. Antes de este ser assunto ao céu: "E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes." (At.1.4). Onde? Obviamente, num cenáculo, onde era possível reunir de 120 a 500 discípulos de Mestre. Quando? Exatamente no final do festival.

No versículo 2.2 vemos "E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados." Foi possível perceberem que a origem do barulho era do céu! Um vento forte e impetuoso invadiu o recinto. E eles, o que faziam no momento? Estavam todos sentados. Esse é o detalhe que quero destacar. Se você tiver compromisso com a verdade das Escrituras ira transmitir exatamente isto para sua classe: "Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos." (Zacarias 4.6).

Eles nem mesmo estavam orando e não há registro de que cantavam. Estavam simplesmente sentados. Obedecendo ao que Jesus lhes havia determinado. O que quero dizer é que muitos movimentos que se dizem pentecostais estão mais preocupados em fazer rituais de batismos com o Espírito Santo levando os fiéis a ficarem afônicos de tanto gritarem e por fim, quando são batizados eles experimentam uma vida fazia de propósitos por não estarem alicerçados na Palavra de Deus, muitos dos quais acabam desviados.

É claro que para ser batizado é preciso crer, buscar em oração, mas também na Palavra de Deus se alicerçar! Quem foi que disse e onde está escrito na Bíblia que para ser batizado com o Espírito Santo é preciso ir além das nossas forças? Seguir rituais estranhos? O versículo 2 deixou claro que o Espírito Santo veio sobre eles naturalmente de forma sobrenatural, ou seja, eles não precisaram extrapolar em nada! Quem batiza é Jesus. João disse "Eu vos batizo com água para arrependimento, mas aquele que vem após mim é mais poderoso que eu. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.

A razão do Batismo com o Espírito Santo.

O Apóstolo Pedro afirmou: "Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós". Em outras palavras tudo tem sua razão. E a razão do batismo com o Espírito Santo é cumprir com os objetivos estabelecidos por Deus através do Filho:

1.Ousadia para testemunhar Jesus Cristo (At 1.8,22);
2.Poder para realizar milagres (At 5.1-11);
3.Carisma para ministrar à Igreja (At 6.3,5);
4.Oração em língua para edificação espiritual (1 Co 14.2,4).

Espero ter contribuído positivamente para sua edificação espiritual enquanto professor de escola bíblica de sua congregação. Boa aula.

sábado, 11 de dezembro de 2010

A ORAÇÃO QUE CONDUZ AO PERDÃO














Texto Áureo: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto" (Salmos 51.10)

Verdade Prática: Um espírito quebrantado em oração é um poderoso instrumento para restaurar a comunhão com Deus.

Leitura Bíblica em Classe: Salmos 51.1-13.

Autoria. (Ano possível 992 a 991, há 1018 anos passados, ref. 2010) O texto do salmo 51 é atribuído a Davi, tendo-se como base o momento posterior ao encontro do Profeta Natã (1 Sm 11 e 12). Este, expôs todo o mal que Davi havia cometido. Num ato penitente, Davi evoca não a justiça de Deus, cabível ao ato, mas a misericórdia.

Gênero Literário. Esse tipo de salmo, comum no seu conjunto, pode ser classificado como um salmo penitencial. A penitência, compreendida como uma disposição mental que - em face de uma penalidade pré-anunciada - o infrator volve-se para seu Senhor com coração arrependido pela falta cometida, contrito e humilhado suplica pelo perdão.

Texto. (Versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel) Versículo 1: "[Salmo de Davi para o músico-mor, quando o profeta Natã veio a ele, depois dele ter possuído a Bate-Seba] Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

Observemos que Davi, evoca a misericórdia de Deus. Tal fato me faz lembrar um dos princípios bíblicos: A justiça de Deus é implacável (Porventura perverteria Deus o direito? E perverteria o Todo-Poderoso a justiça? Jó 8:3); porém, cheia de misericórdia (Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias... 2 Coríntios 1.3).

A palavra hebraica 'Kapar', segundo nos mostra Wycliffe, encerra o sentido de cobrir o pecado da vista de Deus (Salmos 78.38; cf. Dt 21.8; Jr 18.23). E esta era a razão de existir dos sacrifícios oferecidos pela expiação da culpa (Levítico 14.13-14) e pela existência do Ministério Sacerdotal (Hebreus 5.1-3).

Mas Davi apela não para os rituais do ofício sacerdotal (como iremos ver amais adiante) e sim para a "multidão das misericórdias de Deus". Ele clama para que Deus APAGUE suas transgressões apontando para Aquele que viria espargir, um dia, seu próprio sangue em favor dos pecadores.

Versículo 2:"Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado".

Davi, nesse versículo, sente e expressa em seu clamor uma verdadeira necessidade de ver-se lavado completamente de sua iniquidade. A consciência, esse juízo que ora nos defende, ora nos condena está sempre no mesmo lugar de nossas almas para nos fazer sofrer com a repugnância de atos vergonhosos. Chegamos a enojar só em pensar nas consequências pessoal, social e espiritual dos atos que poderiam ser evitados pelo comando de nosso arbítrio. Ele conclui: "purifica-me!"

Davi evidenciou, através desse clamor, a possibilidade da alma purificada através de um sacrifício vicário, isto é, num futuro mais à frente de sua época, Jesus haveria de vir, o Verbo haveria de encarnar para então dar sua própria vida, derramar seu próprio sangue em nosso resgate. "e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (1 João 1:7).

Versículo 3:"Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim".

O perdão, só pode se processar em minha vida se eu me dispuser a buscá-lo, aniquilando toda a propensão de autojustificação. Davi foi no alvo da questão: "Conheço as minhas transgressões!".

Versículo 4: "Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares".

Um passo decisivo na vida de qualquer transgressor é reconhecer sua real condição: "pequei", "fiz o que é mal". E contra quem? "Contra ti", "à tua vista". Davi colocou a justiça de Deus acima das contradições humanas: "Para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares". Ou seja, no momento em que o Eterno Juíz, pronunciasse a sentença, Davi, na condição de réu já havia reconhecido a culpa e exatamente por isso, anuladas toda e qualquer possibilidade de defesa diante do pecado praticado ele apela para a misericórdia de Deus.

Versículo 5:"Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe".

Nesse versículo, Davi mostra a inerência do pecado na natureza humana, assim como Paulo a frisou em Carta aos crentes que estavam em Roma: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23).
De modo, que ninguém pode se justificar diante de Deus, senão através do Filho. Ele veio para nos salvar e justificar diante do Pai.

Versículo 6: "Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria".

Se a natureza essencial de Deus é constituída pela verdade, e na verdade de funda a verdadeira sabedoria, Ele se compraz em ensinar-nos a sabedoria para nos fazer entender e guardar a verdade no íntimo. A verdade deve se situar em nós traduzida pela pureza, santidade e justiça de Deus.

Versículo 7: "Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve".

No ritual sacerdotal, o Sumo Sacerdote, tendo imolado o cordeiro, embebe o sangue derramado numa espécie de esponja, de um arbusto chamado hissope, (Hb 9.19) e então asperge sobre o povo. Davi clama para o único que pode torná-lo puro, mais alvo que a neve, o Sumo Sacerdote de nossas almas, Jesus Cristo. "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã" (Isaías 1.18); "Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hebreus 4.14-16).

Orientação Pedagógica. Quando estivermos diante da classe, eis aí o grande desafio educacional. Podemos simplesmente nos limitar a comentar superficialmente o tema da lição, levando o ensino para o lado emotivo; ou assumirmos a postura de um verdadeiro educador cristão, que sem rodeios, transmite habilmente o conteúdo não deixando para trás nenhum de seus múltiplos aspectos.

Por fim, lembremo-nos disso: a lição e o comentário são partes acessórias do livro principal que é a Bíblia. Logo, a lógica sugere que o texto bíblico em classe não seja relegado a um segundo plano, muito menos esquecido. Obrigado e boa aula.

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Lições Bíblicas/4º Trimestre de 2010/CPAD.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A ORAÇÃO NA VIDA DE JESUS
















A Bíblia Sagrada no Antigo Testamento mostra onde foi possível ir através da oração. Orar e ser respondido é a prova de que alguém tem, de fato, ligação com os céus. Elias, Josué, Daniel, Ana eram homens e mulheres de oração. Mas é no Novo Testamento que encontramos o exemplo mais fiel do grau de intimidade cultivado por meio da oração: Jesus.

Jesus viviam constantemente em contato com o Pai em oração. Noites e noites foram por Ele dedicas ao diálogo com Deus. Em Mateus 14.23, Jesus mostra que a solidão muitas vezes é necessária para nos encontrarmos com Deus em oração. "E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só". Porque existe assuntos em nossa vida que precisam ser tratados exclusivamente com Deus. São coisas que só Ele entende. Jesus, desde a sua mais tenra idade soube que não poderia contar com ninguém para dizer aquilo que afligia o mais profundo de sua alma. Mas a Deus, tudo podia ser dito. Ele nos conhece por dentro e por fora e é quem penetra no mais profundo do nosso ser.

Jesus foi quem disse que a oração não dependia de excessos de palavras gramaticalmente corretas. Preciosismos e latinismos não acrescentam nada a oração. Disso os hipócritas entendiam bem. A oração é uma conversa tão pessoal, singela e sincera que o procedimento é descrito pelo próprio Mestre a seus discípulos: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente" (Mateus 6.6).

Quando você for orar lembre-se disto. Deus quer lhe ouvir, sem rodeios, sem meias palavras... Com toda sinceridade do seu coração. Você irá se surpreender com as coisas em seu redor, com as pessoas, com as maravilhas advindas da parte de Deus por meio da oração.

sábado, 20 de novembro de 2010

A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS CRISTO

Lição 8. 21 de novembro de 2010.
Texto Áureo:
"E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus" (Lc 6.12)

Verdade Prática:
A vida de oração de Jesus é um exemplo para todo crente que deseja cultivar um relacionamento íntimo com o Pai e agradá-Lo em tudo.

Leitura Bíblica em Classe:

Evangelho de João, capítulo 17. 1-4; 15-17;20-22.

Versículo 1. Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti. O capítulo 17 de João, para mim é um dos momentos mais sublimes do ministério terrestre, ou como dizia os expositores antigos da Bíblia, "terreal de Jesus". Mas, se há um termo que preciso destacar neste versículo é a parte em que Jesus afirma: "...é chegada a hora!". Isto numa clara demonstração de que para aquele momento foi que Ele veio ao mundo. Aquele momento era singular, era a hora em que o Filho seria glorificado no Pai através do sacrifício na cruz. Sua alma estava angustiada, perplexa com as coisas que podia antever a respeito dEle mesmo (Hb 5.5-8; João 12.27). Um turbilhão de pensamentos complexos borbulhava na mente do Nosso Salvador, mas a imagem de seus discípulos, daqueles homens e mulheres que O acompanhavam era tão nítida, tão forte aquele sentimento de quem não os podia abandonar, não importava o que acontecesse Ele os amava e precisava pedir ao Pai por eles. Versículo 2. assim como lhe desse poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. Ao vindicar a glória que tinha com o Pai antes da fundação do mundo (17.24) é evidenciado que a encarnação do Verbo de Deus abriu a porta de acesso à vida eterna (Tito 3.5). E prossegue afirmando o texto do versículo 3: "E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste". No versículo 4, existe a afirmação inequívoca de que Jesus nunca disse algo ou fez ou ensinou sem que tributasse a glória exclusivamente Àquele que O enviou, o Pai ("Eu não recebo glória dos homens!" - João 12.42; "Eu não busco minha glória" - 8.50; "Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo..." - Hb 5.5).
Já no versículo 15, Jesus intercede claramente pedindo ao Pai que nos os tire do mundo, mas que os livre do mal. Quanto a isto não podemos assumir posturas extremadas. Estamos no mundo e por isso não podemos deixar de ter boas relações com nossos colegas de classe da escola ou da universidade, no trabalho, na vizinhança, não podemos assumir uma postura de ermitão vivendo incomunicáveis. A Bíblia chama tal postura de viver ascético. "As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne" (Colossenses 2.23) . Como também, não podemos cair na falácia do mundo gospelinizado, do tipo tudo liberal em amplos sentidos. "Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano (Efésios 4:22). No versículo 16 há o reforço de nossa permanência transitória no mundo e no versículo 17 a expressão exata daquilo que deve acontecer àqueles que, de fato, seguem e pertencem ao Senhor Jesus: eles são santificados na verdade através da palavra de Deus. "Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade."

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE

"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hebreus 4.16)

Verdade Prática: O crente em Jesus desenvolve o seu relacionamento com Deus e a fé cristã por meio da oração constante, confiante e disciplinada.

Leitura Bíblica: Filipenses 4.4-9.

A igreja que estava na cidade de Filipos recebeu de Paulo a gratidão de haver sido uma das que demonstrou liberalidade fraternal e agora, fora lhe dirigida esta palavra de fortalecimento e maturação espirituais. No versículo 4 "regozijai-vos, sempre, no Senhor", Paulo exorta aos fiéis a alegrarem-se não de maneira fortuita, superficial e que dependa de sentimentos transitórios, passageiros. A vontade de Deus em Cristo Jesus é que nos alegremos nEle, e que nossa alegria seja completa (ver João 15.11). Esta verdade deveria está tão impregnada na vida e prática dos cristãos que ele reforça "... outra vez vos digo: "regozijai-vos". Regozijo é uma mistura de prazer com alegria e contentamento satisfatórios. Não é o esboço ou o arquétipo Junguiano, uma espécie de fanático que vivi rindo pelos cantos alheio a quaisquer motivos. É uma alegria nascida de uma compreensão do real, do vivido e estreito relacionamento que tem os crentes com o Senhor Jesus.

JB Nunes

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ORAÇÃO: UMA LIÇÃO DIFÍCIL DE ESQUECER



















Já na terceira lição da Escola Bíblica Dominical, com o título de "O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO - O relacionamento do cristão com Deus" não poderia deixar de narrar algo que ouvi como mero espectador, à mesa com a filha do missionário John McCrafth, Esther, que veio da Ingraterra para fazer missões em Patos, sertão da Paraíba.

"Naquela manhã", dizia ela, "estávamos conversando com alguns irmãos e as crianças brincavam no jardim onde havia galinhas. Uma criança acidentalmente pisou num pintinho e o trouxe aflita pedindo que nós orássemos por ela para que Jesus a tornasse. Mas nós a persuadimos a jogar o pintinho no lixo. Dissemos para ela: - O pintinho infelizmente não vive mais, jogue-o no lixo. Aquela criança preferiu acreditar no que tinha aprendido na Igreja, o que pedirmos a Jesus, com fé receberemos. Ele fechou as mãos como uma concha com o pintinho dentro, e orou em poucas palavras para que Jesus desse vida ao bixinho. E, em poucos segundos de silêncio ela se inclinou e colocou o pintinho vivo no solo. Ele correu para a galinha e juntou-se aos demais. Aqueles adultos ficaram aterrados diante daquele milagre que Jesus operara."

Como é difícil orarmos a Deus como uma criança. Sincera, verdadeira. Nossas orações tem sido carregadas de um sensacionalismo emotivo e vazio, cheio de palavras mas escolhidas, mas longe do sentido real de conversar com Deus. Certo teólogo uma vez falou: é melhor orarmos a Deus sem palavras mas com o coração, do que orar com palavras sem um coração. Em síntese, Deus espera que nos acheguemos a ele sem arrodeios, como aquela criança. Ele espera que oremos com coração contrito e sincero, que falemos com ele como um filho ao seu pai. Com reverência, mas sem cerimônias.

Já presenciei um homem orar por alguém que estava terrivelmente enferma. Ele não amplificou a voz, não precisou gritar para que todos da rua percebesse que naquela casa havia um orador, milagreiro ou coisa desse tipo. Ele apenas falou a Deus, reverente e confiante. A mulher ficou naquele momento miraculosamente curada. "E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados." Tiago 5:15