ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

sexta-feira, 18 de março de 2011

AS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE PAULO


Lição 12 / 20 de março de 2011

Texto Áureo

"E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (At. 13.2).

Prestando um pouco mais a atenção no verbo "servindo" que vem do grego originário do vocábulo DULIA é derivado de DOULÉUO que trás como equivalente, servir, ser escravo, subserviente. Este verbo é usado para expressar o nosso dever de servir a Deus aparecendo em passagens como Mateus 6:24 - Atos 20:19 – Romanos 12:11;14:18 e outras mais. Indicando dedicação submissa do DOULOS (Servo) a seu Senhor. Tal fato se reveste de três verdades insofismável:

1º. Deixa claro que é possessão absoluta de Cristo. Jesus o amou e o comprou mediante um alto preço (1 Co. 6.20). Por isso, não pode pertencer a mais ninguém além de Jesus Cristo.

2º. Deixa claro que deve a Cristo obediência absoluta. O escravo não tem vontade própria; sua vontade é fazer a vontade do seu senhor. As decisões do seu senhor são as que regem a sua vida. Paulo não tem outra vontade senão a de Cristo. Seu projecto de vida é obedecer a Ele. Por fim;

3º. Deixa claro que ser servo de Cristo é a maior honra. Esse é o mais elevado dos títulos. A escravidão cristã não é uma sujeição humilhante e degradante; pelo contrário, como disse Agostinho, quando mais servos de Cristo somos, mais livres nos sentimos. Ser escravo de Cristo é ser rei. Ser escravo de Cristo é o caminho para a liberdade perfeita. Porque somos escravos de Cristo, somos livres da penalidade, da escravidão e da degradação do pecado.

Daí o Espírito Santo dizer "Separai-me a Barnabé e a Saulo para uma obra a que os tenho chamado".

É claro que, para uma compreensão razoavelmente aproximada do texto de Atos 13, necessitaríamos de um mapa geográfico e histórico. Porque é a partir de onde iremos identificar e pontuar os vários níveis de embates próprios das viagens missionárias paulinas.

Verdade Prática

A expansão da igreja é um processo que envolve a ação do Espírito Santo e a obediência irrestrita do crente ao mandato evangelístico de Jesus.

Texto Bíblico

Atos 13.1-5; 46-49.

1. E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores*, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.

2.E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

3. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.

4. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

5. E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.
___________________
profetas e doutores* A respeito desses dois elementos ministeriais presentes na Igreja, o Pr. Estevão Ângelo de Souza (In memória) tratou de descrevê-los em livro de sua autoria Títulos e Dons do Ministério Cristão. Editado pela CPAD.

O subsídio CPAD destaca de forma simplificada o seguinte:

Na primeira viagem missinária as igrejas na Galácia são estabelecidas (At 13 – 14). As cartas de Paulo aos Gálatas foram enviadas para estas igrejas.

Na segunda viagem, o evangelho foi levado até a Macedônia, e fundaram-se igrejas em Filipos e em Tessalônica (At 15.36 –18.22). Na Acaia, Paulo fundou a igreja em Corinto, e apresentou seus ensinos na mais alta instância filosófica do mundo ocidental: o Areópago em Atenas (At 17.19-34).

Na terceira viagem, Paulo permaneceu mais de dois anos em Éfeso, formando ali uma importante comunidade cristã (At 19). O evangelho se espalhou pela Ásia Menor, chegando a Colossos e a Laodiceia.

Quando lemos sobre as viagens missionárias do apóstolo Paulo nos capítulos 13,14,16–20 de Atos dos Apóstolos, verificamos a estratégia missionária de Paulo em torno do seguinte tripé: estabelecimento da igreja local; estabelecimento de obreiros; confirmação da Igreja.

sexta-feira, 4 de março de 2011

O EVANGELHO PROPAGA-SE ENTRE OS GENTIOS


Lição 10. 06 de março de 2011.

TEXTO BÍBLICO: Atos dos Apóstolos 10.44-48/11.15-18.

Atos 10.44-48 - "E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.
Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?
E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias."

SUBSÍDIO ADICIONAL:
1. Cesaréia: sede do governo romano na Palestina; centurião era comandante de 100 soldados; corte era um regimento de 600 a 1000 soldados; (50 km de Jope, aproximadamente)

INTRODUÇÃO

JESUS se notabilizou em seu ministério por não permitir que seus pensamentos forem permeados por sentimentos mesquinhos de separatismos, ou separativismos, seja de natureza política, religiosa ou de gênero. Como prova disto, são comuns expressões narradas nos Evangelhos nas quais o Mestre do Amor é rotulado por estar "comendo" com publicanos e pecadores, "sendo recebido em casa de homens e mulheres" de reputação não condizente com os rigores sociais da época. Ele via além das aparências, conseguindo enxergar os recôndidos mais profundos da alma humana, por isso, que as pessoas, e não as convenções, estavam em primeiro lugar. "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lc 19.10).

Ainda tem muita gente hiperenganada com rótulos denominacionais, com avaliações superficiais, com egos inflados que se portam com ares de superioridade, que não tem nada com o verdadeiro evangelho do Reino, restaurador, valorativo e cheio de graça. "Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens" (Tito 2.11).

I. QUEM ERAM OS GENTIOS?

‘Gentio’ – nome que designava todas as nações, afora a judaica (Is. 49:6; Romanos 2:14; 3:29). Os judeus eram o povo escolhido por Deus. Tinham religião sublime, cuja verdade contrastava com as falsidades das religiões dos gentios. Tinham leis que impediam a corrupção dos costumes e a alteração das práticas religiosas, em contacto com o paganismo, numa prova inconteste de que eles se achavam superiores. Tudo isto levou o povo judeu a desprezar injustamente os gentios.
A escolha do povo judeu tinha um fim, que era servir de luz para os gentios (Isaías 49.1-6). Os gentios também estavam incluídos na promessa (veja em Is 2.2-4; Amós 9.12; Zacarias 9:7).
Segundo comentário de John D. Davis (‘Dicionário da Bíblia’), a atitude dos hebreus faz lembrar a conduta dos brâmanes indianos que não queriam comer junto com os seus patrícios de classe inferior na sociedade, e ainda muito menos com aqueles que eram desclassificados, ou com os estrangeiros. O apóstolo S. Pedro, instruído pela visão que teve em Jope, rompeu com estas restrições, foi visitar Cornélio, que era gentio e comeu com ele, o que deu motivo a que os cristãos convertidos ao judaísmo se escandalizassem (Atos 10. 28; 11, a partir do versículo 1°).


II. PEDRO, UM XENÓFOBO CONVERTIDO

Xenofobia (do grego ξένος, translit. xénos: "estrangeiro"; e φόβος, translit. phóbos: "medo." é o medo irracional, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros, a desconfiança em relação a pessoas estranhas ao meio daquele que as julga ou que vêm de fora do seu país.
A xenofobia pode manifestar-se de várias formas, envolvendo as relações e percepções do ingroup ou endogrupo em relação ao outgroup ou exogrupo, incluindo o medo de perda de identidade, suspeição acerca de suas atividades, agressão e desenho de eliminar a sua presença para assegurar uma suposta pureza.

Podemos identificar em Pedro, um sintoma forte de xenofobia. Talvez a experiência prática o tenha levado a trilhar por esse caminho paralelo ao evangelho de Cristo. Não importa o quantum de experiência tenhamos com dons do Espírito Santo, ou quanto tempo tenhamos de crentes em Cristo, podemos ser extremamente injustos em relação as pessoas que nos cercam, achando que estamos fazendo o correto. Precisamos nos autoavaliar e nos espelhar inteiramente em Jesus. Ele é o modelo!

Qual não foi a surpresa de Pedro na casa de Cornélio ao ver o Espírito Santo descer sobre todos os que estavam no recinto. "E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus."

O Espírito Santo já havia preparado o coração de Pedro para aquela momento! Quando Pedro declara "Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas!" (At. 10.34) é porque a barreira transcultural, xenofóbica já havia sofrido um impacto profundo quando da visão recebida no momento em que ele orava em Jope. Confira: At.10.8-19.

III. A PROPAGAÇÃO DO EVANGELHO ENTRE OS GENTIOS.

Na epístola aos Efésios no capítulo 2 e versículos 12-18, o apóstolo Paulo diz: “Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegaste perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito”.

A geopolítica do mundo de então, pode ser compreendida a partir das explicações de Aristóteles, avançadas com as descobertas de Alexandre Magno em seu expansionismo. Para simplificar, o Evangelho (Concebido por Jesus, At. 1.8) sai dos limites de Jerusalém (Ver diáspora dos Judeus), atingindo toda a Judéia e Samaria. Atos 10 e 11, sugerem a conquista do Evangelho no mundo Romano, atingindo o vasto império, compreendido na Ária Menor e redondezas. Áreas onde demarcavam o encontro de várias culturas dentre as quais as principais eram Judeus, Romanos e Gregos.

Isto equivale dizer que existiam a cultura judaica e cultura greco-romana, no mais imediato da análise, porque até aqui não falamos da cultura árabe que é outro mundo complexo. O Evangelho de Cristo é tão forte que vence as barreiras culturais e políticas alcançado o que Paulo considerou escrevendo à Igreja que estava em Colossos: "Que já chegou a vós [o Evangelho], como também está em todo o mundo " (Colossenses 1.6).

CONCLUSÃO

A experiência pessoa de Pedro, advinda dessa lição, é que Deus não faz acepção de pessoas, pelo contrário, "... Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo" (At.10.34,35).

Outrossim, o Evangelho de Cristo é poderoso para romper barreiras. Não importa o quanto pareça difícil ou até intransponível, Deus em Cristo, sempre nos mostrará estratégias de conquistas porque importa que "Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim." (Mt.24.14). Mas, " todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (At.2.21).

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A CONVERSÃO DE PAULO

Gostaria de, com a graça de Deus, poder avançar um pouco mais para além daquilo que já está bastante claro no texto de Atos 9 e esclarecer um ponto importante da vida do Apóstolo dos Gentios.

Em resumo, Saulo de Tarso, cidade não insignificante,província da Cilícia ERA SAULUS (Nome dado pelos pais fariseus em homenagem ao primeiro rei de Israel, AO MESMO TEMPO PAULUS (Nome registrado em seu título de cidadão romano). Sobre isto, o mesmo tribuno militar em Jerusalém a quem Paulo se apresentou como um judeu de Tarso, ficou surpreso, ao ser informado, mais tarde, que Paulo também era cidadão romano. “Dize-me”, ele perguntou a Paulo: “És tu [cidadão] romano?” Quando Paulo respondeu: “Sou”, o tribuno continuou: “A mim me custou grande soma de dinheiro este título de cidadão”. “Pois eu”, redargüiu Paulo, “o tenho por direito de nascimento” (At. 22.27s).

Com isto, quero reafirmar que não são duas pessoas, ou uma que se transformou noutra. Trata-se da mesma pessoa. Paulo, o Apóstolo. Há inúmeros cristãos que foram condicionados até por hino da Harpa Cristã que Saulo foi transformado em Paulo por obra do Espírito Santo, quando na verdade, Deus, por meio de Jesus, através do Espírito Santo transformou radicalmente o carater de Paulo, não o nome.

Nota geopolítica:

A Cilícia, território que margeava o Mediterrâneo no sudeste da Ásia Menor, abrangia duas regiões bem diferentes. Havia a planície fértil no leste chamada de Cilícia Pedias, entre as montanhas Tauro e o mar; a rota de comércio da Síria para a Ásia Menor passava por ela, atravessando o monte Amano pelas Portas Sírias e cruzando a cadeia de montanhas do Tauro, pelas Portas da Cilícia, para o centro da Ásia Menor. A oeste destas ficava a região costeira montanhosa da Cilícia Tracheia (Cilícia acidentada), onde a cadeia de Tauro desce para o mar.

A contribuição mais destacada de Paulo ao mundo, porém, foi sua apresentação das boas novas da graça gratuita – como ele mesmo teria dito (corretamente), sua re-apresentação das boas novas explícitas no ensino de Jesus e corporificadas em sua vida e obra. A graça de Deus que Paulo proclamou é livre e gratuita em mais de um sentido: livre, no sentido em que é soberana e desimpedida; gratuita, no sentido de que é oferecida às pessoas, para ser aceita apenas pela fé, e livre no sentido de que é fonte e princípio de libertação delas de todo tipo de servidão interior e espiritual, incluindo a servidão do legalismo e a servidão da anarquia moral.

O Deus cuja graça Paulo proclamou, é o único que faz milagres. Ele cria o universo do nada; chama mortos de volta à vida; justifica o ímpio. Este terceiro é o maior milagre de todos: criação e ressurreição correspondem ao poder do Deus vivo e vivificador, mas a justificação do ímpio é, à primeira vista, uma contradição do caráter justo de Deus, o juiz de toda a terra, que, em suas próprias palavras, “não justificarei o ímpio” (Ex 23.7). Porém a qualidade da graça divina é tal que, no próprio gesto de estendê-la aos que não a merecem, Deus demonstra que Ele mesmo é “justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.26).

O conceito que Paulo tem de Deus, está completamente alinhado com o ensino de Jesus. O Deus que, em parábola após parábola, perdoa gratuitamente o pecador ou recebe o pródigo que retorna, não exerce a qualidade da misericórdia à custa da sua justiça: ele continua sendo o Deus coerente do qual a própria coerência é a razão de pecadores “não serem consumidos” (Ml 3.6); ou aquele que, nas palavras de outro profeta do Antigo Testamento, “não retém a sua ira par sempre, porque tem prazer na misericórdia” (Mq 7.18).

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

QUANDO A IGREJA DE DEUS É PERSEGUIDA

Lição 07
TEXTO ÁUREO: "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa." (Mateus 5.11)

VERDADE PRÁTICA
Apesar das perseguições contra a igreja de CRISTO, o evangelho torna-se, a cada dia, mais universal e influente. Nenhuma perseguição haverá de deter o avanço da igreja.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 8.1-8.

1 - E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersas pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. 2 - E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. 3 - E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os I encerrava na prisão. 4 - Mas os que andavam dispersas iam por toda parte anunciando a palavra. 5 - E, descendo Filipe à cidade de Samaria, Ihes pregava a CRISTO. 6 - E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, 7 - pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. 8 - E havia grande alegria naquela cidade.

Este breve parágrafo termina. a história de Estêvão ao mencionar o seu enterro, mas, sobretudo, prepara o caminho para o desenvolvimento da narrativa ao indicar como a morte de Estêvão levou à dispersão dos cristãos e à conseqüente divulgação do evangelho "(8:4-40; 11 :19-30); e, também, ao sublinhar o nome de Saulo, o perseguidor da igreja, prepara os leitores para a maravilha de sua reviravolta (9 :1-31). As várias lições vinculam-se de modo não muito estreito: os eventos no v. 2 provavelmente antecederam os do v. 1', e o v. 3 é realmente uma expansão do v. 1, talvez deliberadamente retido para fazer forte contraste com o v. 2.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA

Lição 6.

A lição CPAD deste domingo versa sobre a importância da disciplina na Igreja com base no texto de Atos dos Apóstolos, capítulo 5.1-11. O enunciado bíblico mostra um episódio acontecido no início da Igreja. Um homem que se tornou importante discípulo, por nome Barnabé, vendeu sua propriedade e trazendo o dinheiro, depositou-o aos pés dos apóstolos. Isso não foi, nem nunca será base doutrinária focada nos recursos das pessoas, como se Deus fosse um explorador de almas. Mas, pelo mover do Espírito Santo, as pessoas se desprendiam daquilo que era seu e dividiam entre eles, segundo as suas necessidades. "E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns" (At 4.32).

No mesmo capítulo 4, versículos 36 e 37, há o registro de José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que traduzido quer dizer "filho da consolação". Ele, que era levita, morador da cidade de Chipre, vendeu sua propriedade, trouxe o dinheiro e depositou aos pés dos apóstolos. Esse ato deve ter sido impressionante a vista de todos. Barnabé, talvez já havia dado demonstrações generosas de seu espírito solidário a ponto de os apóstolos passarem a chamá-lo de "filho da consolação". O apóstolo Paulo, tempos mais tarde asseverou: "Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (At. 20.35).

Logo, não demorou muito para que a atenção dos holofotes se voltasse para Barnabé. Não digo aqui que ele se tornou famoso ou que precisasse de holofotes para ser aceito. Mas quando alguém se levanta na Igreja sendo generoso demais, os olhos de todos se voltam para tal pessoa. Nesse caso, os olhos de Ananias. O texto do capítulo 5 inicia com um tom de estranheza ao referir-se a um "certo homem chamado Ananias". O que pode indicar que o tal não era alguém influente entre os apóstolos. Ele com sua mulher Safira, venderam uma propriedade.

Desse ponto em diante vemos claramente o espírito do secularismo já atuando na Igreja recém inaugurada por Jesus. O secularismo se preocupa com apresentações pomposas, é afeita as impressões pessoais, quer estar no centro das atenções. E os ingredientes do secularismo são conhecidos, a mentira, a simulação, o engano, tudo para alimentar as aparências.

Ele reteve parte do dinheiro e trouxe aos apóstolos com ares de quem estava entregando tudo que tinha, talvez para ter a mesma notoriedade que teve Barnabé.

"Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram" (At. 5.3-5).

A esposa de Ananias, sentindo sua falta, tendo decorrido um espaço de quase três horas, veio com o mesmo argumento que seu marido. E teve o mesmo fim. Caiu morta diante de todos.


sábado, 29 de janeiro de 2011

O MILAGRE DA PORTA FORMOSA


O templo judaico, segundo Flávio Josefo, tinha nove portas, que eram revestidas de ouro e prata em todos os lados, mas havia uma porta, que estava fora da casa santa e era de bronze de Corinto e muito excedia aquelas que eram apenas revestidas de ouro e prata. A magnitude das outras portas era igual em todas. Contudo, a porta de Corinto, que abria para o Oriente, em oposição À porta da própria casa santa, era muito maior, pois sua altura era 50 côvados, isto é, cerca de 25 metros, e era adornada da maneira mais rica, tendo placas mais ricas e mais grossas de prata e ouro que as outras. Esta última é, provavelmente, a porta chamada Formosa, porque era no exterior do templo, para a qual havia fácil acesso e visto que era, evidentemente, a de maior valor.

Um contraste excepcional entre o resplendor ofuscante da Porta Formosa e um pobre homem que era diariamente colocado ali para pedir esmolas aos frequentadores do Templo. O capítulo terceiro de Atos dos Apóstolos obedece a uma dinâmica literária. No versículo 1, Pedro e João estão indo ao Templo na hora nona, as três horas da tarde, para orar. Existe a explicação teológica que situam três momentos de oração ritualistica para o judeu em lugar dos sacrifícios realizados no antigo tempo. Como neste mesmo texto, aparece o pórtico de Salomão, acredito que eles se reuniam neste local para fazerem suas orações não mais como pertencentes aos seguidores legalistas, mas sim como cristãos.

O versículo segundo, diz "era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam". Portanto, não restava dúvida alguma quanto a condição física e social do homem. Era notório tratar-se de um coxo, alguém que traziam uma anormalidade séria que o impossibilitava de andar, tanto é que era trazido por outras pessoas. Note o emprego do verbo: traziam, punham. Era uma deficiência congênita, um problema que nasceu com ele. Veja: "desde o ventre de sua mãe".

Ele viu a Pedro e João (ver. 3) que iam entrando no Templo, quando lhes pediu uma esmola. "E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós." O versículo 4 há uma expectativa sendo gerada no homem coxo. O versículo 5, explica a natureza dessa expectativa: "E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa". É claro que, psicológicamente, o homem não tinha referência anterior que sustentasse a tese de um milagre, não envolvendo Pedro e João. Era uma expectativa de receber no máximo um bom donativo. O que foi logo desarmada diante da oportunidade de um ganho infinitamente maior: "E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda". O resultado foi surpreendente e inexplicável do ponto de vista médico-científico: "E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram". Era a realização espontânea de um milagre!

Milagres não ocorrem segundo o mérito de alguém. Eles cumprem finalidades objetivas associadas com o crescimento do Reino de Deus.

a) Milagres acontecem para glória exclusiva de Deus;
b) Milagres acontecem para que a Igreja do Senhor Jesus saiba que Ele está cumprindo o que prometera: "Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos!"
c) Milagres acontecem para confirmar a obra de evangelização e crescimento do Reino de Deus.

Não são propriedades de alguma denominação, ou privilégio concedido a um líder religioso específico, mas sim, uma obra do Espírito Santo para beneficio dos que acreditam no poder que há no nome de Jesus.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTES.


Lição 3, 16 de janeiro de 2011.

Texto Bíblico: Atos 2. 1-6,12.

Amanhã as escolas dominicais de todo o Brasil tratará de um tema palpitante: o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. É tema atual porque cremos pela Bíblia e pela experiência pessoal de milhões de irmãos que Deus continua derramando do seu Espírito na vida dos que crêm para promover a edificação e consolação da Igreja, sobretudo, para capacitá-la a fazer a obra de evangelização com poder do alto.

Entendendo o que aconteceu no Pentecostes

O Festival de Pentecostes ou das semanas era tradicionalmente parte das três principais festa anuais judaicas, onde acorriam para Jerusalém judeus que haviam sido disperso por toda a vasta região do Império Romano e até mesmo para além das fronteiras (Ex 23.14-17; 34.18-23).

Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento (Ex 23.14-17; 34.18-23). Originalmente, essa festa é referida com vários nomes:

Festa da Colheita ou Sega - no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada, essa festa ganhou esse segundo nome. Provavelmente, hag haqasir Festa da Colheita é o nome original (Ex 23.16).

Festa das Semanas - no hebraico, hag xabu´ot. A razão desse nome está no período de duração dessa celebração: sete semanas. O início da festa se dá, cinqüenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo (Dt 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10).

Dia das Primícias dos Frutos - no hebraico yom habikurim. Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Nm 28.26). Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do antigo calendário bíblico. Na primeira, Páscoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda, Colheita ou Semanas, entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa, Tabernáculos ou Cabanas, o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara e figo, especialmente.

Festa de Pentecostes. As razões deste novo nome são várias: (a) nos últimos trezentos anos do período do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito popular entre os judeus. Os nomes hebraicos - hag haqasir e hag xabu´ot - perderam as suas atualidades e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é cinqüenta dias depois (da Páscoa). Como o Império Grego assumiu o controle do mundo, em 331 anos antes de Jesus, é provável que o nome Pentecostes ganhou popularidade a partir desse período.

O capítulo 2 de Atos dos Apóstolos relata que "E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar" (v.1). Quem? Os que receberam as instruções expressas pelo próprio Senhor no Monte das Oliveiras. Antes de este ser assunto ao céu: "E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes." (At.1.4). Onde? Obviamente, num cenáculo, onde era possível reunir de 120 a 500 discípulos de Mestre. Quando? Exatamente no final do festival.

No versículo 2.2 vemos "E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados." Foi possível perceberem que a origem do barulho era do céu! Um vento forte e impetuoso invadiu o recinto. E eles, o que faziam no momento? Estavam todos sentados. Esse é o detalhe que quero destacar. Se você tiver compromisso com a verdade das Escrituras ira transmitir exatamente isto para sua classe: "Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos." (Zacarias 4.6).

Eles nem mesmo estavam orando e não há registro de que cantavam. Estavam simplesmente sentados. Obedecendo ao que Jesus lhes havia determinado. O que quero dizer é que muitos movimentos que se dizem pentecostais estão mais preocupados em fazer rituais de batismos com o Espírito Santo levando os fiéis a ficarem afônicos de tanto gritarem e por fim, quando são batizados eles experimentam uma vida fazia de propósitos por não estarem alicerçados na Palavra de Deus, muitos dos quais acabam desviados.

É claro que para ser batizado é preciso crer, buscar em oração, mas também na Palavra de Deus se alicerçar! Quem foi que disse e onde está escrito na Bíblia que para ser batizado com o Espírito Santo é preciso ir além das nossas forças? Seguir rituais estranhos? O versículo 2 deixou claro que o Espírito Santo veio sobre eles naturalmente de forma sobrenatural, ou seja, eles não precisaram extrapolar em nada! Quem batiza é Jesus. João disse "Eu vos batizo com água para arrependimento, mas aquele que vem após mim é mais poderoso que eu. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.

A razão do Batismo com o Espírito Santo.

O Apóstolo Pedro afirmou: "Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós". Em outras palavras tudo tem sua razão. E a razão do batismo com o Espírito Santo é cumprir com os objetivos estabelecidos por Deus através do Filho:

1.Ousadia para testemunhar Jesus Cristo (At 1.8,22);
2.Poder para realizar milagres (At 5.1-11);
3.Carisma para ministrar à Igreja (At 6.3,5);
4.Oração em língua para edificação espiritual (1 Co 14.2,4).

Espero ter contribuído positivamente para sua edificação espiritual enquanto professor de escola bíblica de sua congregação. Boa aula.