ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

sexta-feira, 1 de abril de 2011

QUEM É O ESPÍRITO SANTO?


LIÇÃO 1 / 3 de abril de 2011

TEXTO BÍBLICO: João 14.16,17; 16.13-15.

INTRODUÇÃO

Em tempos de apostasia, esfriamento e abandono da fé, vivendo um cristianismo eclético, misturado com tendências que polarizam os extremos do preservardorismo de um lado e o liberalismo geral do outro, é preciso que eu, como discípulo de Jesus, tenha clareza em relação ao que a Bíblia ensina sobre a pessoa do Espírito Santo, até para me autoanalisar e checar se, de fato, tenho sido partícipe ou não do seu agir. E não apenas, um extremado zeloso de um mero movimento denominacional ou coisa parecida. A Bíblia Sagrada, como fiel palavra de Deus, tem as respostas de que precisamos em relação aos marcos regulatórios, até onde podemos ir ou saber, a respeito de várias doutrinas fundamentais do cristianismo, a pessoa do Espírito Santo é uma das mais importantes.

JOÃO.14.16 - "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre"

Jesus antes de ser assunto ao céu fez questão de dizer que não nos deixaria órfãos. Enviaria, da parte do Pai, o outro consolador. No grego "paraklêtos" significa "consolador, confortador, exortador" ou, literalmente, "alguém chamado para estar ao lado". Há duas palavras no grego para "outro": Allos (Outro do mesmo tipo), e Eteros (Outro de um tipo diferente). Aqui a palavra é Allos, um consolador e confortador tal como o próprio Jesus (Yeshua), que nos enviou o Ruach Hakodesh, seu Espírito Santo para estar conosco, não em dias específicos do calendário anual, mas nos enviou para que Ele estivesse conosco para sempre.

Esse "outro consolador" é junto com Jesus e o Pai, essencialmente Deus, Aquele que, no Princípio estava também libertando o mundo do caos, trazendo luz e vida, assim hoje, ele também faz essa obra na vida de centenas de milhares de pessoas que são alvos da graça e obra redentora.

João 14.17 - "O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós".

No dicionário Aurélio encontra-se a seguinte definição de verdade: “Conformidade com o real”. Isto é, tudo que tem conformidade com o real, de fato, é a verdade. Platão inaugura seu pensamento filosófico sobre a verdade afirmando: “Verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso aquele que as diz como não são”. Logo, tudo que é falso é ilusório, vem de iludir, se é ilusório é desonesto, é mentira. A mentira deturpa com "feições de verdade" aquilo que é justo e verdadeiro.

A verdade, no entanto, é um sapato apertado, algo que gera incômodos, situações desconfortantes, por revelar justamente os vieses de nossa própria natureza pecaminosa. A verdade trás a luz as coisas ocultas. Ilumina, esclarece, norteia nossas ações quando nos deixamos guiar por ela. "Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade" (2 Coríntios 13:8); "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

A missão do Espírito Santo é nos guiar e santificar em toda a verdade. "E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade" (João 17:19).


João 16.13 - "Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir".

Assisto no meio da platéia, o atrevimento de muitos que se arvoram "portavozes" exclusivos do Espírito Santo falarem coisas que extrapolam os limites bíblicos, vão para além daquilo que Jesus fez e ensinou, sendo que no texto do versículo 13 nos mostra que o Espírito Santo não falará de si mesmo! "Mas dirá" - prossegue - "tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir."

O princípio bíblico desse pressuposto é que o Espírito Santo jamais fará ou dirá nada em dissonância com as Escrituras, pelo contrário, Ele é o fiel autenticador de toda a Palavra proferida por Jesus (Yeshua), o Messias.

João 16.14 - "Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar".

O Espírito Santo é o Agente de Cristo na Terra. Quando Jesus consumou na cruz do Calvário a Obra Redentora, ao Espírito Santo coube a missão de glorificar o Filho fazendo anunciar o que da parte do Pai recebeu, os mistérios do Reino de Deus em profundidade. Quem os têm para revelar é o Espírito Santo. O Pai glorificou o Filho quando do alto da cruz ele triunfou, e agora, o Espírito Santo glorifica a Cristo em todas as suas obras.

Será que isso não nos basta, para entendermos que nada do que façamos em nome de Jesus, por meio do Espírito, poderá nos autopromover ou glorificar-nos, senão unicamente ao Filho, Yeshua?! Não existem supercrentes, nem superenviados de Deus, o que existem são homens e mulheres tão frágeis e falhos (Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós, 2 Coríntios 4:7) que toda a glória de um jeito ou de outro acaba sendo de quem de direito, o maior conquistar de todos os tempos, Jesus, nosso salvador.

CONCLUSÃO

Esses versículos, em síntese, mostram que existe na Bíblia um corpo doutrinário a respeito da pessoa e missão do Espírito Santo; fala da aseidade do Espírito Santo, isto é, segundo J. Biard, no dicionário Les Notions philosophiques", aseidade é o atributo daquilo que é por si (lat. a se), quer dizer à si mesmo; ou seja, o Espírito é uno com o Pai e o Filho, mas, dentro dessa unidade Ele mantém sua individualidade e sua missão específica. E por fim, da personalidade do Espírito Santo e toda sua característica distintiva.

Aos colegas professores da Escola Dominical, boa aula.

Também revelam que o Espírito Santo é Deus e tem todos os atributos divinos

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